Obra coletiva: as faces do amor e da morte - Maldohorror
Maldohorror
Um coletivo existe para fazer experiência. E é isso que você verá aqui.
Eu sou Maldohorror.
Eu tenho muitas faces...
Eu tenho muitos estilos...




Não espere finais felizes.






Obra coletiva: as faces do amor e da morte

       Seu nome é Alexandre, conhecido por sua insana crueldade, tendo por Barth e Ângela seus adversários, um ódio antigo. Lucius, o braço direito de Ângela, soldado valente, mesmo inebriado avança para o ataque cravando seus dentes na jugular de Alexandre que imediatamente o empurra com um só braço, pois tinha a metade de seu tamanho. A batalha iniciou-se com tripas e olhos sendo arrancados por toda parte. Lucius, ao chão, logo percebeu que se tratava de uma emboscada. Ainda tonteado ergueu-se fazendo sinais com os dedos, que na verdade eram códigos que apenas seus quatro companheiros de guerra entenderiam. Alexandre saltou do veículo-bordel com sua jugular espirrando sangue para o alto, deixando para trás seus homens e mulheres para fazerem seu trabalho sujo e covarde. Lucius e seus quatro companheiros fizeram das putas suas armas e escudos, protegendo-se das balas e socos que vinham em sua direção, quebrando seus braços e pernas, retirando seus ossos para usá-los como facas afiadas contra seus inimigos. Em meio a batalha os cinco homens de Ângela fazem um som com os pés, ao mesmo tempo. Ao longe, os imensos cães erguem suas orelhas ouvindo o chamado e adentram ferozmente ao veículo-bordel, exterminando com todas suas garras e dentes seus adversários. E eles partem, levando como troféu braçadeiras amarela e preta.

(Golden Barbie)

——-

       Homens e cães marchavam de volta juntos, machucados e cansados. A noite havia sido banhada com sangue; feridas abertas tanto em seus corpos quanto em seus espíritos. E a noite gostava, pois se alimentava daquilo.
Lucius não precisava perguntar o que seus homens estavam pensando ou sentindo. Sabia por si: a vontade de voltar para casa e viver em paz — ou em ignorância, sabia que era quase o mesmo — era grande. Mas não grande o suficiente para desistir. Para deixar o outro lado vencer. Os bons estavam com ele, estavam sob as asas de Ângela. E de lá, só sairiam como corpos dilacerados pela luta.

       Um dos cães uivou e tirou Lucius de seus pensamentos. Olhou na direção em que seus homens apontavam e viu fogo. A luz do diabo queimava alto a aldeia onde os seus descansavam. Onde Ângela estava. Não havia tempo para segundo pensamento. Montaram nos cães e correram como nunca para mais uma batalha.

(George Au Costa)

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Obra coletiva: as faces do amor e da morte

       Seu nome é Alexandre, conhecido por sua insana crueldade, tendo por Barth e Ângela seus adversários, um ódio antigo. Lucius, o braço direito de Ângela, soldado valente, mesmo inebriado avança para o ataque cravando seus dentes na jugular de Alexandre que imediatamente o empurra com um só braço, pois tinha a metade de seu tamanho. A batalha iniciou-se com tripas e olhos sendo arrancados por toda parte. Lucius, ao chão, logo percebeu que se tratava de uma emboscada. Ainda tonteado ergueu-se fazendo sinais com os dedos, que na verdade eram códigos que apenas seus quatro companheiros de guerra entenderiam. Alexandre saltou do veículo-bordel com sua jugular espirrando sangue para o alto, deixando para trás seus homens e mulheres para fazerem seu trabalho sujo e covarde. Lucius e seus quatro companheiros fizeram das putas suas armas e escudos, protegendo-se das balas e socos que vinham em sua direção, quebrando seus braços e pernas, retirando seus ossos para usá-los como facas afiadas contra seus inimigos. Em meio a batalha os cinco homens de Ângela fazem um som com os pés, ao mesmo tempo. Ao longe, os imensos cães erguem suas orelhas ouvindo o chamado e adentram ferozmente ao veículo-bordel, exterminando com todas suas garras e dentes seus adversários. E eles partem, levando como troféu braçadeiras amarela e preta.

(Golden Barbie)

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       Homens e cães marchavam de volta juntos, machucados e cansados. A noite havia sido banhada com sangue; feridas abertas tanto em seus corpos quanto em seus espíritos. E a noite gostava, pois se alimentava daquilo.
Lucius não precisava perguntar o que seus homens estavam pensando ou sentindo. Sabia por si: a vontade de voltar para casa e viver em paz — ou em ignorância, sabia que era quase o mesmo — era grande. Mas não grande o suficiente para desistir. Para deixar o outro lado vencer. Os bons estavam com ele, estavam sob as asas de Ângela. E de lá, só sairiam como corpos dilacerados pela luta.

       Um dos cães uivou e tirou Lucius de seus pensamentos. Olhou na direção em que seus homens apontavam e viu fogo. A luz do diabo queimava alto a aldeia onde os seus descansavam. Onde Ângela estava. Não havia tempo para segundo pensamento. Montaram nos cães e correram como nunca para mais uma batalha.

(George Au Costa)

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