Obra coletiva: as faces do amor e da morte - Maldohorror
Maldohorror
Um coletivo existe para fazer experiência. E é isso que você verá aqui.
Eu sou Maldohorror.
Eu tenho muitas faces...
Eu tenho muitos estilos...




Não espere finais felizes.






Obra coletiva: as faces do amor e da morte

       Satisfeita com a carnificina a qual protagonizou. O Sol se levantava majestoso, iluminando a tez esbranquiçada da guerreira. Ela suspirou e relaxou os músculos, viu que no horizonte havia um monte verdejante por trás de uma cidade outrora viva que, naquele momento, já não passava de cinzas, sangue, corpos e ossos.

       Ela caminhou pelas ruas observando o resultado de sua ira, não se importava sequer com seus antigos companheiros. Amarrou os cabelos, lavou o rosto em uma bica e sentiu o vento forte anunciando a chegada de um novo tempo. E caminhou até o monte verdejante à procura de descanso. Ao chegar a um pé de goiaba, sentou-se e acostou a cabeça no tronco, observando de longe as fuligens e restos da cidade, que ainda queimava. Foi quando um estrondo ecoou do alto e quando ela olhou para cima, pôde ver um homem de barba e cabelos longos, brancos como a neve, degustando uma goiaba.

       — Quem é você? O que está fazendo aqui?

       — Eu sou Jesus. Vim te levar pra um lugar chamado Brasil.

       Ângela não entendeu muita coisa, mas como não tinha mais nada para fazer, segurou na mão de Jesus e foi sugada por um tufão de vento. No outro dia, acordou em Guaianazes, onde foi assassinada depois de um assalto.

(D.A. Potens)

 

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Obra coletiva: as faces do amor e da morte

       Satisfeita com a carnificina a qual protagonizou. O Sol se levantava majestoso, iluminando a tez esbranquiçada da guerreira. Ela suspirou e relaxou os músculos, viu que no horizonte havia um monte verdejante por trás de uma cidade outrora viva que, naquele momento, já não passava de cinzas, sangue, corpos e ossos.

       Ela caminhou pelas ruas observando o resultado de sua ira, não se importava sequer com seus antigos companheiros. Amarrou os cabelos, lavou o rosto em uma bica e sentiu o vento forte anunciando a chegada de um novo tempo. E caminhou até o monte verdejante à procura de descanso. Ao chegar a um pé de goiaba, sentou-se e acostou a cabeça no tronco, observando de longe as fuligens e restos da cidade, que ainda queimava. Foi quando um estrondo ecoou do alto e quando ela olhou para cima, pôde ver um homem de barba e cabelos longos, brancos como a neve, degustando uma goiaba.

       — Quem é você? O que está fazendo aqui?

       — Eu sou Jesus. Vim te levar pra um lugar chamado Brasil.

       Ângela não entendeu muita coisa, mas como não tinha mais nada para fazer, segurou na mão de Jesus e foi sugada por um tufão de vento. No outro dia, acordou em Guaianazes, onde foi assassinada depois de um assalto.

(D.A. Potens)

 

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