Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Marcão
Desde o colégio, sempre fui apaixonado pela leitura. Ganhei vários campeonatos de leitura, mas só foi a partir de 2010 que comecei a devorar livros de fantasia. Em 2014, comecei a escrever meu primeiro livro, que intitulei como O Príncipe, o qual relata uma trama sobre o filho da Bela Adormecida. Tenho alguns trabalhos no Wattpad e entrevistas para blogs. Possuo uma poesia numa coletânea da Editora Chiado. Em breve, sairá segunda edição do meu livro, que está em análise pela Editora Livros Prontos, além da seqüência, O Príncipe, o Deus Falso e o Espectro do Espelho.





Extinção

– Laura?

Laura sentiu alguém balançando-a devagar em sua mesa. Ergueu-se esfregando os olhos.

– Problemas para dormir? – Brincou Cláudia, sua amiga, sentada ao seu lado.

– Um pouco, Cláudia.

– Acordei você para que o chefe não te pegue dormindo em serviço. Sabe como ele reage com isso. – Disse Cláudia colocando pastas numas gavetas.

– Ah, claro e… Nossa como a hora passou! – Exclamou Laura olhando o relógio de pulso marcando 11 horas.

– Pois é. Ah! Lembrei que vai acontecer um eclipse do sol ao meio-dia! Vamos almoçar agora e ver depois? – Disse Cláudia à amiga enquanto se levantava.

– Eclipse do sol? Que estranho Cláudia! Não me lembro de ter visto isso na televisão. – Disse Laura se levantando e organizando papéis dentro de uma pasta.

– Laura, é por isso que me encantei por você. Faz as coisas e não lembra! Esqueceu de que praticamente não assiste televisão? – Indagou Cláudia rindo.

– Ah, é! Eu prefiro ver notícias na internet. – Disse Laura rindo também.

Ambas trabalhavam na Defensoria Pública ao lado da Catedral da Sé. Assim que desceram as escadas da frente, viram Carlos conversando com um segurança, um advogado por quem Laura nutria desejo desde adolescente. Ele fazia academia e, como aquele dia estava ensolarado, ele estava de camisa social branca revelando o tronco e braços trabalhados pelo exercício físico. Os olhos e cabelos claros de Carlos também chamavam a atenção dela. Cláudia teve que estalar os dedos no rosto da amiga.

– Terra chamando Laura! – Brincou Cláudia rindo um pouco.

– Desculpa. Eu fiquei distraída por um momento. – Disse Laura gesticulando com as mãos.

Cláudia olhou mais para o lado assim que desceram as escadas vendo o motivo da distração da amiga.

– Ah, já sei! – Disse Laura apontando com o polegar para Carlos que ainda não as tinha visto.

– Cláudia, por favor, hein! Isso foi uma paixonite de adolescente. – Disse Laura balançando as mãos como que dizendo para não chamá-lo.

– Ué, se já passou então não há problema em conversar com ele, não é? – Indagou

– Bom… Está bem, mas sem comentar a respeito. – Disse Laura erguendo as sobrancelhas e arregalando os olhos para ela.

Cláudia virou-se indo até Carlos e cutucando-lhe nas costas. Carlos virou-se sorrindo para ela e para Laura que também se aproximou com um sorriso forçado.

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Marcão
Extinção

– Laura?

Laura sentiu alguém balançando-a devagar em sua mesa. Ergueu-se esfregando os olhos.

– Problemas para dormir? – Brincou Cláudia, sua amiga, sentada ao seu lado.

– Um pouco, Cláudia.

– Acordei você para que o chefe não te pegue dormindo em serviço. Sabe como ele reage com isso. – Disse Cláudia colocando pastas numas gavetas.

– Ah, claro e… Nossa como a hora passou! – Exclamou Laura olhando o relógio de pulso marcando 11 horas.

– Pois é. Ah! Lembrei que vai acontecer um eclipse do sol ao meio-dia! Vamos almoçar agora e ver depois? – Disse Cláudia à amiga enquanto se levantava.

– Eclipse do sol? Que estranho Cláudia! Não me lembro de ter visto isso na televisão. – Disse Laura se levantando e organizando papéis dentro de uma pasta.

– Laura, é por isso que me encantei por você. Faz as coisas e não lembra! Esqueceu de que praticamente não assiste televisão? – Indagou Cláudia rindo.

– Ah, é! Eu prefiro ver notícias na internet. – Disse Laura rindo também.

Ambas trabalhavam na Defensoria Pública ao lado da Catedral da Sé. Assim que desceram as escadas da frente, viram Carlos conversando com um segurança, um advogado por quem Laura nutria desejo desde adolescente. Ele fazia academia e, como aquele dia estava ensolarado, ele estava de camisa social branca revelando o tronco e braços trabalhados pelo exercício físico. Os olhos e cabelos claros de Carlos também chamavam a atenção dela. Cláudia teve que estalar os dedos no rosto da amiga.

– Terra chamando Laura! – Brincou Cláudia rindo um pouco.

– Desculpa. Eu fiquei distraída por um momento. – Disse Laura gesticulando com as mãos.

Cláudia olhou mais para o lado assim que desceram as escadas vendo o motivo da distração da amiga.

– Ah, já sei! – Disse Laura apontando com o polegar para Carlos que ainda não as tinha visto.

– Cláudia, por favor, hein! Isso foi uma paixonite de adolescente. – Disse Laura balançando as mãos como que dizendo para não chamá-lo.

– Ué, se já passou então não há problema em conversar com ele, não é? – Indagou

– Bom… Está bem, mas sem comentar a respeito. – Disse Laura erguendo as sobrancelhas e arregalando os olhos para ela.

Cláudia virou-se indo até Carlos e cutucando-lhe nas costas. Carlos virou-se sorrindo para ela e para Laura que também se aproximou com um sorriso forçado.

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