Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Marcão
Desde o colégio, sempre fui apaixonado pela leitura. Ganhei vários campeonatos de leitura, mas só foi a partir de 2010 que comecei a devorar livros de fantasia. Em 2014, comecei a escrever meu primeiro livro, que intitulei como O Príncipe, o qual relata uma trama sobre o filho da Bela Adormecida. Tenho alguns trabalhos no Wattpad e entrevistas para blogs. Possuo uma poesia numa coletânea da Editora Chiado. Em breve, sairá segunda edição do meu livro, que está em análise pela Editora Livros Prontos, além da seqüência, O Príncipe, o Deus Falso e o Espectro do Espelho.





Extinção

– Vamos sentar nos degraus da catedral. Eu não sei explicar exatamente o que vi porque não acreditei em meus próprios olhos. – Disse ele de um jeito que fez as duas se olharem.

Carlos foi até os degraus da Catedral e se sentou no primeiro. Laura sentou do seu lado direito e Cláudia do lado esquerdo. Às vezes eles tocavam na tela de seus aparelhos para que a luz acendesse novamente.

– Eu vi… – Tentou dizer Carlos mordendo o lábio inferior.

– Pode falar. Estamos aqui com você. – Disse Laura passando a mão no braço dele para acalmá-lo.

– Pareciam monstros. – Começou Carlos olhando para o chão enquanto a luz do celular iluminava seu rosto anguloso. – Tinham braços e pernas compridos e… espinhos nas costas eu acho.

Cláudia o olhou sem piscar enquanto Laura baixou a cabeça com os olhos marejados de lágrimas.

– Será que tem… mais alguém? – Indagou Cláudia olhando em volta apesar da escuridão.

– O que me assusta é que o eclipse continua. – Disse Carlos olhando para cima. – Por quanto tempo?

– Vamos morrer.

Cláudia e Carlos olharam Laura ao mesmo tempo.

– Laura. – Disse Carlos de um modo firme que a fez voltar seu rosto para encará-lo – Não vamos morrer. Eu não deixarei que nada aconteça a você e nem a Cláudia.

– Mas o que nós vamos fazer? – Indagou com a voz chorosa. – Essa escuridão densa e só nos três aqui.

Laura balançou a cabeça de um lado para o outro apertando os lábios.

– Calma, Laura. Não podemos pensar desse jeito. – Disse Cláudia se levantando. – Não temos escolha. Teremos de andar.

– Mas…

– Eu estarei perto de você. – Disse Carlos percebendo que Laura não estava bem.

Laura olhou para ele e sentiu-se mais tranquila. Carlos ergueu-a segurando o braço dela enquanto mantinha a luz do celular ligada com a outra mão.

– Deixem que eu vou na frente. – Disse Cláudia olhando em volta novamente apertando um pouco os olhos.

– Para qual lado? – Indagou Laura.

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Marcão
Extinção

– Vamos sentar nos degraus da catedral. Eu não sei explicar exatamente o que vi porque não acreditei em meus próprios olhos. – Disse ele de um jeito que fez as duas se olharem.

Carlos foi até os degraus da Catedral e se sentou no primeiro. Laura sentou do seu lado direito e Cláudia do lado esquerdo. Às vezes eles tocavam na tela de seus aparelhos para que a luz acendesse novamente.

– Eu vi… – Tentou dizer Carlos mordendo o lábio inferior.

– Pode falar. Estamos aqui com você. – Disse Laura passando a mão no braço dele para acalmá-lo.

– Pareciam monstros. – Começou Carlos olhando para o chão enquanto a luz do celular iluminava seu rosto anguloso. – Tinham braços e pernas compridos e… espinhos nas costas eu acho.

Cláudia o olhou sem piscar enquanto Laura baixou a cabeça com os olhos marejados de lágrimas.

– Será que tem… mais alguém? – Indagou Cláudia olhando em volta apesar da escuridão.

– O que me assusta é que o eclipse continua. – Disse Carlos olhando para cima. – Por quanto tempo?

– Vamos morrer.

Cláudia e Carlos olharam Laura ao mesmo tempo.

– Laura. – Disse Carlos de um modo firme que a fez voltar seu rosto para encará-lo – Não vamos morrer. Eu não deixarei que nada aconteça a você e nem a Cláudia.

– Mas o que nós vamos fazer? – Indagou com a voz chorosa. – Essa escuridão densa e só nos três aqui.

Laura balançou a cabeça de um lado para o outro apertando os lábios.

– Calma, Laura. Não podemos pensar desse jeito. – Disse Cláudia se levantando. – Não temos escolha. Teremos de andar.

– Mas…

– Eu estarei perto de você. – Disse Carlos percebendo que Laura não estava bem.

Laura olhou para ele e sentiu-se mais tranquila. Carlos ergueu-a segurando o braço dela enquanto mantinha a luz do celular ligada com a outra mão.

– Deixem que eu vou na frente. – Disse Cláudia olhando em volta novamente apertando um pouco os olhos.

– Para qual lado? – Indagou Laura.

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