Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Marcão
Desde o colégio, sempre fui apaixonado pela leitura. Ganhei vários campeonatos de leitura, mas só foi a partir de 2010 que comecei a devorar livros de fantasia. Em 2014, comecei a escrever meu primeiro livro, que intitulei como O Príncipe, o qual relata uma trama sobre o filho da Bela Adormecida. Tenho alguns trabalhos no Wattpad e entrevistas para blogs. Possuo uma poesia numa coletânea da Editora Chiado. Em breve, sairá segunda edição do meu livro, que está em análise pela Editora Livros Prontos, além da seqüência, O Príncipe, o Deus Falso e o Espectro do Espelho.





Extinção

– Só porcaria. – Falou Cláudia.

– Vamos comendo aos poucos. – Disse Cláudio caminhando para fora da loja. – Fiquemos atentos heim!

-A minha bateria está em 43%. E a de vocês? – Indagou Laura de repente.

Carlos e Cláudia olharam os celulares e perceberam que estavam quase no fim também.

– Tem lojas aqui que vendem carregadores. Vamos entrar e pegar para nós carregando os celulares. – Disse ela.

Os amigos desceram mais a rua e atravessaram uma ponte. Embaixo dela, estava a Radial Leste. Assim que terminaram de cruzar a ponte, Carlos escutou grunhidos estranhos e estendeu o braço fazendo as duas pararem.

– O que foi? – Indagou Cláudia Chegando perto dele.

Ele olhou-a de esguelha e fez um gesto com o indicador sobre a boca pedindo silêncio. Laura chegou ao lado da amiga e ambas olharam para frente: a luz acendia e apagava um pouco das lamparinas vermelhas do poste. Havia um corpo no chão e em torno dele seres esquisitos com a descrição que Paulo dera na Praça da Sé.

– Vamos devagar e sem fazer barulho. – Disse Carlos com a voz baixa olhando de uma para a outra.

Os três amigos foram andando devagar, mas no meio do caminho Laura tropeçou numa pedra fazendo rolar um pouco para frente. O som ecoou a distância. As criaturas viraram-se automaticamente na direção deles posicionando-se em quatro patas. O coração dos três amigos passou a bater rápido e suas respirações ficaram ofegantes. As criaturas começaram a andar mais depressa.

– Gente, temos que correr. – Disse Cláudia começando a andar para trás.

– Mas…

Antes que Laura pudesse continuar, Carlos segurou em sua mão.

– Laura, temos de correr, agora! – Exclamou.

– Agora! – Falou Cláudia mais alto.

Os três amigos começaram a correr mais rápido escutando grunhidos atrás. Laura ia na frente com Carlos segurando em sua mão e Cláudia logo atrás. Até que escutou alguma coisa. Ela parou de correr e, como Carlos estava com as mãos nas dela, parou também.

– O que foi isso? – Indagou Laura. – Parecia…uma flecha atravessando algo.

– Eu também ouvi. – Disse Carlos.

Quando os dois viraram-se viram Cláudia com a cabeça um pouco para o lado. Sangue começou a escorrer no canto da boca dela até que Laura viu uma espécie de arpão atravessado no abdômen da amiga fazendo-a arregalar os olhos.

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Marcão
Extinção

– Só porcaria. – Falou Cláudia.

– Vamos comendo aos poucos. – Disse Cláudio caminhando para fora da loja. – Fiquemos atentos heim!

-A minha bateria está em 43%. E a de vocês? – Indagou Laura de repente.

Carlos e Cláudia olharam os celulares e perceberam que estavam quase no fim também.

– Tem lojas aqui que vendem carregadores. Vamos entrar e pegar para nós carregando os celulares. – Disse ela.

Os amigos desceram mais a rua e atravessaram uma ponte. Embaixo dela, estava a Radial Leste. Assim que terminaram de cruzar a ponte, Carlos escutou grunhidos estranhos e estendeu o braço fazendo as duas pararem.

– O que foi? – Indagou Cláudia Chegando perto dele.

Ele olhou-a de esguelha e fez um gesto com o indicador sobre a boca pedindo silêncio. Laura chegou ao lado da amiga e ambas olharam para frente: a luz acendia e apagava um pouco das lamparinas vermelhas do poste. Havia um corpo no chão e em torno dele seres esquisitos com a descrição que Paulo dera na Praça da Sé.

– Vamos devagar e sem fazer barulho. – Disse Carlos com a voz baixa olhando de uma para a outra.

Os três amigos foram andando devagar, mas no meio do caminho Laura tropeçou numa pedra fazendo rolar um pouco para frente. O som ecoou a distância. As criaturas viraram-se automaticamente na direção deles posicionando-se em quatro patas. O coração dos três amigos passou a bater rápido e suas respirações ficaram ofegantes. As criaturas começaram a andar mais depressa.

– Gente, temos que correr. – Disse Cláudia começando a andar para trás.

– Mas…

Antes que Laura pudesse continuar, Carlos segurou em sua mão.

– Laura, temos de correr, agora! – Exclamou.

– Agora! – Falou Cláudia mais alto.

Os três amigos começaram a correr mais rápido escutando grunhidos atrás. Laura ia na frente com Carlos segurando em sua mão e Cláudia logo atrás. Até que escutou alguma coisa. Ela parou de correr e, como Carlos estava com as mãos nas dela, parou também.

– O que foi isso? – Indagou Laura. – Parecia…uma flecha atravessando algo.

– Eu também ouvi. – Disse Carlos.

Quando os dois viraram-se viram Cláudia com a cabeça um pouco para o lado. Sangue começou a escorrer no canto da boca dela até que Laura viu uma espécie de arpão atravessado no abdômen da amiga fazendo-a arregalar os olhos.

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