Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Marcão
Desde o colégio, sempre fui apaixonado pela leitura. Ganhei vários campeonatos de leitura, mas só foi a partir de 2010 que comecei a devorar livros de fantasia. Em 2014, comecei a escrever meu primeiro livro, que intitulei como O Príncipe, o qual relata uma trama sobre o filho da Bela Adormecida. Tenho alguns trabalhos no Wattpad e entrevistas para blogs. Possuo uma poesia numa coletânea da Editora Chiado. Em breve, sairá segunda edição do meu livro, que está em análise pela Editora Livros Prontos, além da seqüência, O Príncipe, o Deus Falso e o Espectro do Espelho.





Extinção

– Não… – Sussurrou Laura. As lágrimas começando a sair de seus olhos.

– Vão… – Tentou dizer Cláudia com o sangue ainda escorrendo pelo canto da boca e agora no pescoço.

– Laura, temos de ir. – Disse Carlos com a voz trêmula segurando-a pelo braço.

– Não vou deixá-la. – Disse Laura com a voz já chorosa estendendo a mão tentando em vão alcançar a da amiga.

Outras criaturas já estavam rosnando um pouco mais atrás de Cláudia.

– Laura, vamos! – Exclamou Carlos.

Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, Carlos a pegou no colo e passou a correr. Atravessaram outra ponte, mas desta vez, cheia de carros parados. Laura estava de cabeça baixa em choque com as lágrimas molhando sua roupa. Carlos entrou na primeira loja que viu à sua direita com uma luz acesa. Colocou a amiga no chão cuidadosamente. Laura começou a chorar descontroladamente passando as mãos nos cabelos e respirando rápido. De repente, ela se levantou tentando sair, mas Carlos a deteve segurando em seus braços.

– Eu tenho que voltar! Ela vai morrer! – Dizia Laura desesperadamente tentando se soltar.

– Laura, não dá…

– Me solta!

Carlos virou-a para si colocando suas mãos no rosto dela.

– Laura, ela se foi. – Disse Carlos também com lágrimas nos olhos. – Ela se foi.

Laura voltou a chorar novamente e Carlos a abraçou passando as mãos nos cabelos dela e tentando acalmá-la. Depois de um tempo, Laura se acalmou e sentou-se. A sacola, com as coisas que tinham pegado, estava ao lado de Carlos. Ela procurou por uma barra de cereal que tinha colocado. Abriu-a com as mãos tremendo e comeu vorazmente. Carlos logo pegou uma lata de coca-cola dentro da sacola e abriu para tomar.

– Você e esse vício. – Disse Laura olhando-o de lado tentando sorrir.

– Coca-cola “forever” – Respondeu Carlos piscando para ela depois de colocar a lata do outro lado.

Os dois amigos se levantaram depois de mais algum tempo. Carlos segurando a sacola e Laura ao seu lado. Os dois amigos não falavam nada um com o outro. Ainda estavam chocados com o que viram acontecer com Cláudia. Logo, estavam de volta a Avenida Liberdade. Laura contornou os carros e foi para o lado da calçada onde estava o Habibs. Carlos a seguiu.

– Parece que foi há alguns minutos. – Disse Laura olhando para cima e apontando a luz do celular para o letreiro do restaurante.

Laura entrou e Carlos a acompanhou. Os dois sentaram-se na primeira mesa perto da entrada.

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Marcão
Extinção

– Não… – Sussurrou Laura. As lágrimas começando a sair de seus olhos.

– Vão… – Tentou dizer Cláudia com o sangue ainda escorrendo pelo canto da boca e agora no pescoço.

– Laura, temos de ir. – Disse Carlos com a voz trêmula segurando-a pelo braço.

– Não vou deixá-la. – Disse Laura com a voz já chorosa estendendo a mão tentando em vão alcançar a da amiga.

Outras criaturas já estavam rosnando um pouco mais atrás de Cláudia.

– Laura, vamos! – Exclamou Carlos.

Antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa, Carlos a pegou no colo e passou a correr. Atravessaram outra ponte, mas desta vez, cheia de carros parados. Laura estava de cabeça baixa em choque com as lágrimas molhando sua roupa. Carlos entrou na primeira loja que viu à sua direita com uma luz acesa. Colocou a amiga no chão cuidadosamente. Laura começou a chorar descontroladamente passando as mãos nos cabelos e respirando rápido. De repente, ela se levantou tentando sair, mas Carlos a deteve segurando em seus braços.

– Eu tenho que voltar! Ela vai morrer! – Dizia Laura desesperadamente tentando se soltar.

– Laura, não dá…

– Me solta!

Carlos virou-a para si colocando suas mãos no rosto dela.

– Laura, ela se foi. – Disse Carlos também com lágrimas nos olhos. – Ela se foi.

Laura voltou a chorar novamente e Carlos a abraçou passando as mãos nos cabelos dela e tentando acalmá-la. Depois de um tempo, Laura se acalmou e sentou-se. A sacola, com as coisas que tinham pegado, estava ao lado de Carlos. Ela procurou por uma barra de cereal que tinha colocado. Abriu-a com as mãos tremendo e comeu vorazmente. Carlos logo pegou uma lata de coca-cola dentro da sacola e abriu para tomar.

– Você e esse vício. – Disse Laura olhando-o de lado tentando sorrir.

– Coca-cola “forever” – Respondeu Carlos piscando para ela depois de colocar a lata do outro lado.

Os dois amigos se levantaram depois de mais algum tempo. Carlos segurando a sacola e Laura ao seu lado. Os dois amigos não falavam nada um com o outro. Ainda estavam chocados com o que viram acontecer com Cláudia. Logo, estavam de volta a Avenida Liberdade. Laura contornou os carros e foi para o lado da calçada onde estava o Habibs. Carlos a seguiu.

– Parece que foi há alguns minutos. – Disse Laura olhando para cima e apontando a luz do celular para o letreiro do restaurante.

Laura entrou e Carlos a acompanhou. Os dois sentaram-se na primeira mesa perto da entrada.

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