Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Marcão
Desde o colégio, sempre fui apaixonado pela leitura. Ganhei vários campeonatos de leitura, mas só foi a partir de 2010 que comecei a devorar livros de fantasia. Em 2014, comecei a escrever meu primeiro livro, que intitulei como O Príncipe, o qual relata uma trama sobre o filho da Bela Adormecida. Tenho alguns trabalhos no Wattpad e entrevistas para blogs. Possuo uma poesia numa coletânea da Editora Chiado. Em breve, sairá segunda edição do meu livro, que está em análise pela Editora Livros Prontos, além da seqüência, O Príncipe, o Deus Falso e o Espectro do Espelho.





Inferno Cósmico

Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, foi planejada sobre uma vasta área verde, com ruas e avenidas largas e diversos jardins entre as vias. Considerada uma das mais arborizadas do Brasil era raro ver casas que não tivessem árvores por perto. Seus moradores eram descendentes de italianos, espanhóis, portugueses, sírio-libaneses, armênios, paraguaios e bolivianos. Sua vegetação era composta por cerrados, florestas e campos. Enquanto no verão o clima era quente e úmido, no inverno podia chegar a zero graus com geadas ocasionais e leves.

Eu e Helena trabalhávamos no Centro de Pesquisas de Discos Voadores e recebíamos diversos relatos de pessoas em locais do Brasil e do mundo, já que eu era poliglota, sobre contatos extraterrestres. Na semana anterior eu e minha colega demos uma olhada num arquivo sobre um caso que ocorreu em 1979 na cidade de Baependi, Minas Gerais, no qual o jovem Arlindo Gabriel dos Santos teve contato de terceiro grau com aliens em que sua bolsa foi levada, mas ao ser recuperada tinha várias marcas e uma escrita não identificada. Quem me dera poder ter falado com Antonio Villas Boas, o agricultor que em 1957, no interior de Minas Gerais, relatou ter sido abduzido por cinco aliens e que já na nave o colocaram numa sala e, após respirar um tipo de gás com odor ruim, surgiu uma mulher que teve relações sexuais com ele. Análises revelaram que ele tinha contaminação por radiação leve no corpo.

Mas, logo na segunda-feira, Helena veio me dizer sobre algumas pessoas que foram encaminhadas para o Hospital Santa Marina. Me mostrou fotos e anotações das famílias. Essas pessoas estavam em estado vegetativo, mas seus organismos estavam normais. O coração batia normalmente como se estivessem acordadas. Argumentei que podia ser algum tipo de catalepsia, mas Helena disse que pensou a mesma coisa e um médico lhe informou que os membros não estavam rígidos. Informei que iria para o hospital e Helena disse que retornaria comigo até lá. Assim que chegamos percebemos que mais pessoas estavam deitadas em macas com enfermeiras que chegavam de vez em quando para observá-los. Um médico também falava com elas para saber sobre o estado dos pacientes, mas não apresentavam alterações. Fui até um médico, que se apresentou como doutor Maurício e disse estar aflito com a situação e que qualquer ajuda seria bem-vinda. Helena lhe falou de qual organização eu e ela pertencíamos e o médico enrugou a testa de leve, mas disse não ter conhecimento algum de ufologia então não saberia dizer nada a respeito. Foi incomum ele permitir que ficássemos e achamos melhor porque era o que pretendíamos. Eu adormeci por volta das dez até Helena me acordar e disse que os pacientes estavam andando pelos corredores como sonâmbulos e indo na mesma direção. Andei a passos rápidos junto com Helena e encontramos doutor Maurício tirando o jaleco branco. Explicamos o que estava acontecendo e ele nos acompanhou até o lado de fora do hospital. As pessoas se reuniram todas num gramado ao lado de carros estacionados.

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Marcão
Inferno Cósmico

Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, foi planejada sobre uma vasta área verde, com ruas e avenidas largas e diversos jardins entre as vias. Considerada uma das mais arborizadas do Brasil era raro ver casas que não tivessem árvores por perto. Seus moradores eram descendentes de italianos, espanhóis, portugueses, sírio-libaneses, armênios, paraguaios e bolivianos. Sua vegetação era composta por cerrados, florestas e campos. Enquanto no verão o clima era quente e úmido, no inverno podia chegar a zero graus com geadas ocasionais e leves.

Eu e Helena trabalhávamos no Centro de Pesquisas de Discos Voadores e recebíamos diversos relatos de pessoas em locais do Brasil e do mundo, já que eu era poliglota, sobre contatos extraterrestres. Na semana anterior eu e minha colega demos uma olhada num arquivo sobre um caso que ocorreu em 1979 na cidade de Baependi, Minas Gerais, no qual o jovem Arlindo Gabriel dos Santos teve contato de terceiro grau com aliens em que sua bolsa foi levada, mas ao ser recuperada tinha várias marcas e uma escrita não identificada. Quem me dera poder ter falado com Antonio Villas Boas, o agricultor que em 1957, no interior de Minas Gerais, relatou ter sido abduzido por cinco aliens e que já na nave o colocaram numa sala e, após respirar um tipo de gás com odor ruim, surgiu uma mulher que teve relações sexuais com ele. Análises revelaram que ele tinha contaminação por radiação leve no corpo.

Mas, logo na segunda-feira, Helena veio me dizer sobre algumas pessoas que foram encaminhadas para o Hospital Santa Marina. Me mostrou fotos e anotações das famílias. Essas pessoas estavam em estado vegetativo, mas seus organismos estavam normais. O coração batia normalmente como se estivessem acordadas. Argumentei que podia ser algum tipo de catalepsia, mas Helena disse que pensou a mesma coisa e um médico lhe informou que os membros não estavam rígidos. Informei que iria para o hospital e Helena disse que retornaria comigo até lá. Assim que chegamos percebemos que mais pessoas estavam deitadas em macas com enfermeiras que chegavam de vez em quando para observá-los. Um médico também falava com elas para saber sobre o estado dos pacientes, mas não apresentavam alterações. Fui até um médico, que se apresentou como doutor Maurício e disse estar aflito com a situação e que qualquer ajuda seria bem-vinda. Helena lhe falou de qual organização eu e ela pertencíamos e o médico enrugou a testa de leve, mas disse não ter conhecimento algum de ufologia então não saberia dizer nada a respeito. Foi incomum ele permitir que ficássemos e achamos melhor porque era o que pretendíamos. Eu adormeci por volta das dez até Helena me acordar e disse que os pacientes estavam andando pelos corredores como sonâmbulos e indo na mesma direção. Andei a passos rápidos junto com Helena e encontramos doutor Maurício tirando o jaleco branco. Explicamos o que estava acontecendo e ele nos acompanhou até o lado de fora do hospital. As pessoas se reuniram todas num gramado ao lado de carros estacionados.

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