Inferno Cósmico - Marcão
Marcão
Desde o colégio, sempre fui apaixonado pela leitura. Ganhei vários campeonatos de leitura, mas só foi a partir de 2010 que comecei a devorar livros de fantasia. Em 2014, comecei a escrever meu primeiro livro, que intitulei como O Príncipe, o qual relata uma trama sobre o filho da Bela Adormecida. Tenho alguns trabalhos no Wattpad e entrevistas para blogs. Possuo uma poesia numa coletânea da Editora Chiado. Em breve, sairá segunda edição do meu livro, que está em análise pela Editora Livros Prontos, além da seqüência, O Príncipe, o Deus Falso e o Espectro do Espelho.





Inferno Cósmico

Enfermeiras começaram a sair também olhando aquilo atônitas enquanto algumas pessoas, que deveriam ser parentes e amigos dos pacientes, filmavam com seus celulares também indo até ali. Eu, Helena e o médico nos aproximamos cautelosamente e vimos todos abrirem os olhos ao mesmo tempo. Ficamos boquiabertos: as pupilas de todos estavam brancas. Para o paciente que olhássemos, seja homem, mulher ou criança, estavam todos iguais. Ergueram a cabeça de repente para o céu estrelado e aos poucos foram agachando-se na grama. Abaixaram as cabeças ali e estenderam as mãos como se estivessem adorando alguma coisa. Eu, Helena e o médico Maurício fomos nos afastando até sairmos da grama e ficarmos próximos a entrada do hospital. Os pacientes ficaram daquela forma por alguns segundos, até começarem a erguer a cabeça e ficarem eretos ainda ajoelhados. Com as mãos nas coxas começaram a entoar em uníssono: Mamoria, Mamoria, Mamoria. Eu e Helena nos entreolhamos chocados porque não tínhamos idéia do que significava aquilo. Ao olharmos para Maurício notamos que observava fixamente as pessoas. Antes que pudéssemos dizer qualquer coisa, um som ensurdecedor ecoou de repente como se fosse uma trombeta fazendo-nos colocar as mãos nos ouvidos. A reação imediata das enfermeiras e das outras pessoas foi tapar os ouvidos e correrem para dentro. Tive a impressão de ouvir Helena gritando e logo se agachou no chão. Quando olhei para frente notei que os pacientes começaram a gritar e a convulsionar no chão. Aquele som durou por alguns segundos. Silêncio total. Eu ergui Helena cuidadosamente perguntando se estava bem e ela concordou com um aceno de cabeça respirando fundo em seguida. Corremos junto com Maurício para olhar as pessoas deitadas no gramado. Em suas testas havia um traço pequeno na vertical e do meio dele para o meio da testa a metade da circunferência de uma esfera. Eu fiquei intrigado com a imagem, mas apenas pedi que Helena iluminasse a testa de um senhor com sua pequena lanterna de bolso e fotografei aquele símbolo. Quando voltei para casa naquela noite pesquisei em livros, na internet, procurei saber se havia algo assim até mesmo em artigos nas pirâmides do Egito ou em pirâmides maias. Nada. Adormeci, mas tive um sonho que me congelou até a alma sentindo farpas de aflição percorrendo toda a pele. Estava suspenso sobre a Terra e vi aos poucos uma fenda que se abria no Espaço revelando uma espécie de piolho-de-cobra alienígena prateada e dela saíam naves ovais que iam até a Terra. Pousei, não sei como, na Terra e vi que das inúmeras naves que ainda desciam, saíam criaturas de pernas e braços compridos, com tons de pele brancos enquanto outros um amarelo pútrido. Outros estavam curvados com espinhas nas costas e suas peles pareciam com as de anfíbios e répteis da Terra.

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Marcão
Inferno Cósmico

Enfermeiras começaram a sair também olhando aquilo atônitas enquanto algumas pessoas, que deveriam ser parentes e amigos dos pacientes, filmavam com seus celulares também indo até ali. Eu, Helena e o médico nos aproximamos cautelosamente e vimos todos abrirem os olhos ao mesmo tempo. Ficamos boquiabertos: as pupilas de todos estavam brancas. Para o paciente que olhássemos, seja homem, mulher ou criança, estavam todos iguais. Ergueram a cabeça de repente para o céu estrelado e aos poucos foram agachando-se na grama. Abaixaram as cabeças ali e estenderam as mãos como se estivessem adorando alguma coisa. Eu, Helena e o médico Maurício fomos nos afastando até sairmos da grama e ficarmos próximos a entrada do hospital. Os pacientes ficaram daquela forma por alguns segundos, até começarem a erguer a cabeça e ficarem eretos ainda ajoelhados. Com as mãos nas coxas começaram a entoar em uníssono: Mamoria, Mamoria, Mamoria. Eu e Helena nos entreolhamos chocados porque não tínhamos idéia do que significava aquilo. Ao olharmos para Maurício notamos que observava fixamente as pessoas. Antes que pudéssemos dizer qualquer coisa, um som ensurdecedor ecoou de repente como se fosse uma trombeta fazendo-nos colocar as mãos nos ouvidos. A reação imediata das enfermeiras e das outras pessoas foi tapar os ouvidos e correrem para dentro. Tive a impressão de ouvir Helena gritando e logo se agachou no chão. Quando olhei para frente notei que os pacientes começaram a gritar e a convulsionar no chão. Aquele som durou por alguns segundos. Silêncio total. Eu ergui Helena cuidadosamente perguntando se estava bem e ela concordou com um aceno de cabeça respirando fundo em seguida. Corremos junto com Maurício para olhar as pessoas deitadas no gramado. Em suas testas havia um traço pequeno na vertical e do meio dele para o meio da testa a metade da circunferência de uma esfera. Eu fiquei intrigado com a imagem, mas apenas pedi que Helena iluminasse a testa de um senhor com sua pequena lanterna de bolso e fotografei aquele símbolo. Quando voltei para casa naquela noite pesquisei em livros, na internet, procurei saber se havia algo assim até mesmo em artigos nas pirâmides do Egito ou em pirâmides maias. Nada. Adormeci, mas tive um sonho que me congelou até a alma sentindo farpas de aflição percorrendo toda a pele. Estava suspenso sobre a Terra e vi aos poucos uma fenda que se abria no Espaço revelando uma espécie de piolho-de-cobra alienígena prateada e dela saíam naves ovais que iam até a Terra. Pousei, não sei como, na Terra e vi que das inúmeras naves que ainda desciam, saíam criaturas de pernas e braços compridos, com tons de pele brancos enquanto outros um amarelo pútrido. Outros estavam curvados com espinhas nas costas e suas peles pareciam com as de anfíbios e répteis da Terra.

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