Eruptio - Maria da Paz Guerreiro
Maria da Paz Guerreiro
Maria da Paz Guerreiro ou Paz Guerreiro. Nascida no Ceará, Estado que teve em Rachel de Queiroz a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras em 1977.
Com vida conturbada, vieram períodos de depressão mas também o incentivo de um psiquiatra, notável ser humano, a escrever um livro. Começou a escrever em maio de 2016.
Crer que o nome já fala por si. Vve na corda bamba, entre a razão e a emoção, pendendo sempre para o lado da segunda opção. Freud não explica.
O que pulsa no cérebro sai nas pontas dos dedos... A escrita é a cura... Enfim...

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Twitter: @mana-paz





Eruptio

Sete anos haviam se passado. Akemi e Chiyeko agora haviam se tornado duas lindas moças com dezoito e dezenove anos. E Akemi jamais soubera o que havia no velho e sujo livro encontrado por sua irmã. E então, quando novamente a neve cobria o Monte Hikari, Chiyeko decidiu que chegara a hora de voltar.

O abandono se instalara na casa, que fechada após a retirada dos corpos, jamais fora reaberta. Ao entrar, no ar pairava um velho fedor de sangue e fezes, preservado pelo tempo, entre as paredes frias daquela casa. O odor de mofo brigava para aparecer, sem, contudo, se sobrepor naquele espaço fechado.

Haviam trazido colchonetes, mas não seriam necessários. A mobília continuava lá, por todos aqueles anos. Rigorosamente intacta. Parecia que nenhum ser vivo, nem mesmo uma barata, ousara pisar aquele solo. A noite caiu e não havia luz, a não ser da lareira, já que toda a luz elétrica da casa fora cortada.

Assim, foram dormir em suas antigas camas. Na penumbra, Akemi viu sua irmã se aproximar e num estranho sussurro dizer:

– Hora de começar a cumprir a missão!

A surpresa aumentou quando ela se deitou ao seu lado, na cama estreita. Sentiu o perfume doce da irmã, o calor de seu corpo, tão mais quente que a noite, que as fazia tremer de frio… percebeu, então que a irmã estava nua. Acuada, moveu-se, levantando-se. Chiyeko pareceu autoritária, quando ordenou que a irmã voltasse a se deitar, ao que Akemi atendeu.

Então, cuidadosamente, Chiyeko começou a desabotoar a roupa da irmã, enquanto beijava seu pescoço. Akemi se retraiu tensa, a razão lutando contra a libido, aquilo não podia ser. Não pelo fato de serem mulheres, afinal ela nunca tivera nenhum contato com homens, até olhava para as meninas vizinhas de sua tia. Mas elas eram irmãs, teria que resistir!

E enquanto pensava nisso, a boca de Chiyeko chegara à sua, a língua quente se enroscando na dela, um gosto doce, desconhecido… um estranho primeiro beijo, aos dezoito anos, vindo de sua irmã… parecia ser nojento, mas era tão bom… E ela resolveu relaxar.

As mãos ávidas e estranhamente experientes de Chiyeko agora desciam por seus braços e tiravam a sua camisola, deixando os jovens e volumosos seios à tímida luz da lareira que penetrava através da porta do quarto.

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Sete anos haviam se passado. Akemi e Chiyeko agora haviam se tornado duas lindas moças com dezoito e dezenove anos. E Akemi jamais soubera o que havia no velho e sujo livro encontrado por sua irmã. E então, quando novamente a neve cobria o Monte Hikari, Chiyeko decidiu que chegara a hora de voltar.

O abandono se instalara na casa, que fechada após a retirada dos corpos, jamais fora reaberta. Ao entrar, no ar pairava um velho fedor de sangue e fezes, preservado pelo tempo, entre as paredes frias daquela casa. O odor de mofo brigava para aparecer, sem, contudo, se sobrepor naquele espaço fechado.

Haviam trazido colchonetes, mas não seriam necessários. A mobília continuava lá, por todos aqueles anos. Rigorosamente intacta. Parecia que nenhum ser vivo, nem mesmo uma barata, ousara pisar aquele solo. A noite caiu e não havia luz, a não ser da lareira, já que toda a luz elétrica da casa fora cortada.

Assim, foram dormir em suas antigas camas. Na penumbra, Akemi viu sua irmã se aproximar e num estranho sussurro dizer:

– Hora de começar a cumprir a missão!

A surpresa aumentou quando ela se deitou ao seu lado, na cama estreita. Sentiu o perfume doce da irmã, o calor de seu corpo, tão mais quente que a noite, que as fazia tremer de frio… percebeu, então que a irmã estava nua. Acuada, moveu-se, levantando-se. Chiyeko pareceu autoritária, quando ordenou que a irmã voltasse a se deitar, ao que Akemi atendeu.

Então, cuidadosamente, Chiyeko começou a desabotoar a roupa da irmã, enquanto beijava seu pescoço. Akemi se retraiu tensa, a razão lutando contra a libido, aquilo não podia ser. Não pelo fato de serem mulheres, afinal ela nunca tivera nenhum contato com homens, até olhava para as meninas vizinhas de sua tia. Mas elas eram irmãs, teria que resistir!

E enquanto pensava nisso, a boca de Chiyeko chegara à sua, a língua quente se enroscando na dela, um gosto doce, desconhecido… um estranho primeiro beijo, aos dezoito anos, vindo de sua irmã… parecia ser nojento, mas era tão bom… E ela resolveu relaxar.

As mãos ávidas e estranhamente experientes de Chiyeko agora desciam por seus braços e tiravam a sua camisola, deixando os jovens e volumosos seios à tímida luz da lareira que penetrava através da porta do quarto.

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