Eruptio - Maria da Paz Guerreiro
Maria da Paz Guerreiro
Maria da Paz Guerreiro ou Paz Guerreiro. Nascida no Ceará, Estado que teve em Rachel de Queiroz a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras em 1977.
Com vida conturbada, vieram períodos de depressão mas também o incentivo de um psiquiatra, notável ser humano, a escrever um livro. Começou a escrever em maio de 2016.
Crer que o nome já fala por si. Vve na corda bamba, entre a razão e a emoção, pendendo sempre para o lado da segunda opção. Freud não explica.
O que pulsa no cérebro sai nas pontas dos dedos... A escrita é a cura... Enfim...

E-mail: mariadapazguerreiro@yahoo.com.br
Facebook: facebook.com/mariadapaz.guerreiro
Wattpad: @Pazguerreiro
Twitter: @mana-paz





Eruptio

Da cabeça saiam dois chifres vermelhos, dando maior aspecto demoníaco à criatura. E a região dos órgãos genitais ostentava um amontoado de tentáculos, que mais pareciam serpentes vivas, que saindo à procura das duas moças, as agarrou.

Dois enormes tentáculos seguravam Akemi nos ares, enquanto outros dois enlaçavam sua cintura, indo em direção aos seios. A moça sentiu que duas ventosas se grudavam aos seus mamilos, sugando-os dolorosamente. Aquela criatura que um dia fora seu pai, agora era nauseabundo em seus braços incontáveis, que enquanto a imobilizava nos ares, abriam as pernas de Chiyeko, sentando-a sobre um enorme pênis, infinitamente maior do que qualquer mulher humana pudesse aguentar. Chiyeko soltou um grito estridente, desumano. Um só, antes que outro tentáculo entrasse em sua boca, engasgando-a. E ela pareceu desmaiar.

Por um tempo que pareceu infinito a Akemi, o corpo inerte da irmã balançou ao ritmo dado pela criatura, até que essa o deixasse largado ao solo. Então se voltou para ela, enlaçando mais fortemente e trazendo para junto se si. Porém, ao penetrá-la, soltou um grito estridente e segurando-a em cada perna e cada braço, rasgou-a ao meio, lançando sobre si uma cachoeira de sangue.

Seu grito acordou Chiyeko, que parecia moribunda. A voz baixa mal saia dos lábios ensanguentados.

–Naquele maldito dia, eu segui a Polícia, que não soube seguir rastro nenhum. Eu estava disposta a vingar minha mãe e minha irmã. E encontrei seu maldito diário, toda a sua história contada dia a dia, até que você as matou. Eu sabia o real significado do bilhete. Enquanto Akemi pensava que o texto escrito nos últimos momentos de minha mãe “SEU PAI PROMETEU A FAMÍLIA. ELE VOLTARÁ.”, se referia a sua volta, a uma promessa humana de retorno. Eu sabia que você tinha prometido todas nós aos demônios do monte, em troca da imortalidade. Mas eu também sabia que você precisava do sangue de suas filhas virgens para ser imortal. O sangue virgem de Akemi era muito mais importante que o de Shizaki, pois seria conseguido através de uma relação incestuosa. Por isso, eu a trouxe, para que você sentisse o cheiro dela e descesse da montanha. Mas ontem à noite, antes que você chegasse, eu desvirginei Akemi e bebi seu sangue. Então, você não poderá ser imortal. Nem me matar. Nossa força está dividida.

Páginas: 1 2 3 4 5 6

Da cabeça saiam dois chifres vermelhos, dando maior aspecto demoníaco à criatura. E a região dos órgãos genitais ostentava um amontoado de tentáculos, que mais pareciam serpentes vivas, que saindo à procura das duas moças, as agarrou.

Dois enormes tentáculos seguravam Akemi nos ares, enquanto outros dois enlaçavam sua cintura, indo em direção aos seios. A moça sentiu que duas ventosas se grudavam aos seus mamilos, sugando-os dolorosamente. Aquela criatura que um dia fora seu pai, agora era nauseabundo em seus braços incontáveis, que enquanto a imobilizava nos ares, abriam as pernas de Chiyeko, sentando-a sobre um enorme pênis, infinitamente maior do que qualquer mulher humana pudesse aguentar. Chiyeko soltou um grito estridente, desumano. Um só, antes que outro tentáculo entrasse em sua boca, engasgando-a. E ela pareceu desmaiar.

Por um tempo que pareceu infinito a Akemi, o corpo inerte da irmã balançou ao ritmo dado pela criatura, até que essa o deixasse largado ao solo. Então se voltou para ela, enlaçando mais fortemente e trazendo para junto se si. Porém, ao penetrá-la, soltou um grito estridente e segurando-a em cada perna e cada braço, rasgou-a ao meio, lançando sobre si uma cachoeira de sangue.

Seu grito acordou Chiyeko, que parecia moribunda. A voz baixa mal saia dos lábios ensanguentados.

–Naquele maldito dia, eu segui a Polícia, que não soube seguir rastro nenhum. Eu estava disposta a vingar minha mãe e minha irmã. E encontrei seu maldito diário, toda a sua história contada dia a dia, até que você as matou. Eu sabia o real significado do bilhete. Enquanto Akemi pensava que o texto escrito nos últimos momentos de minha mãe “SEU PAI PROMETEU A FAMÍLIA. ELE VOLTARÁ.”, se referia a sua volta, a uma promessa humana de retorno. Eu sabia que você tinha prometido todas nós aos demônios do monte, em troca da imortalidade. Mas eu também sabia que você precisava do sangue de suas filhas virgens para ser imortal. O sangue virgem de Akemi era muito mais importante que o de Shizaki, pois seria conseguido através de uma relação incestuosa. Por isso, eu a trouxe, para que você sentisse o cheiro dela e descesse da montanha. Mas ontem à noite, antes que você chegasse, eu desvirginei Akemi e bebi seu sangue. Então, você não poderá ser imortal. Nem me matar. Nossa força está dividida.

Páginas: 1 2 3 4 5 6