Eruptio - Maria da Paz Guerreiro
Maria da Paz Guerreiro
Maria da Paz Guerreiro ou Paz Guerreiro. Nascida no Ceará, Estado que teve em Rachel de Queiroz a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras em 1977.
Com vida conturbada, vieram períodos de depressão mas também o incentivo de um psiquiatra, notável ser humano, a escrever um livro. Começou a escrever em maio de 2016.
Crer que o nome já fala por si. Vve na corda bamba, entre a razão e a emoção, pendendo sempre para o lado da segunda opção. Freud não explica.
O que pulsa no cérebro sai nas pontas dos dedos... A escrita é a cura... Enfim...

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Eruptio

O monstro então percebeu que Chiyeko se recuperara. E que agora, à sua frente estava outra criatura, tão aterradora quanto ele, porém que diferia por ter grandes seios e traços femininos. Não possuía tentáculos, porém tinha estatura superior e chifres muito maiores além de um terceiro, que nascera no meio de sua testa. De seus pés e mãos pendiam garras negras. A terra tremeu quando as duas criaturas horrendas se agarraram, rolando pelo chão. E num descuido do monstro masculino, esse terceiro chifre penetrou sua barriga, perfurando-a e deixando suas vísceras à mostra. A criatura berrou de dor e caiu.

As partes separadas do corpo de Akemi jaziam esquecidas, enquanto o ser que antes fora Chiyeko enfiava as garras no monstro caído e começava a arrastá-lo em direção ao monte. Ninguém jamais soube que horas aconteceu a explosão no Monte Hikari. Ninguém jamais contou que quando dois seres com aspecto infernal entraram na cratera do vulcão que nele dormia, este voltou à ativa.

Porque nenhum ser sobreviveu, depois que o branco da neve deu lugar ao vermelho da lava vulcânica que desceu pelo monte e escorreu pela cidade por dias seguidos, até que ali somente restaram cinzas e um pó negro com cheiro de enxofre que tornou a aldeia inabitável para sempre.

 

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O monstro então percebeu que Chiyeko se recuperara. E que agora, à sua frente estava outra criatura, tão aterradora quanto ele, porém que diferia por ter grandes seios e traços femininos. Não possuía tentáculos, porém tinha estatura superior e chifres muito maiores além de um terceiro, que nascera no meio de sua testa. De seus pés e mãos pendiam garras negras. A terra tremeu quando as duas criaturas horrendas se agarraram, rolando pelo chão. E num descuido do monstro masculino, esse terceiro chifre penetrou sua barriga, perfurando-a e deixando suas vísceras à mostra. A criatura berrou de dor e caiu.

As partes separadas do corpo de Akemi jaziam esquecidas, enquanto o ser que antes fora Chiyeko enfiava as garras no monstro caído e começava a arrastá-lo em direção ao monte. Ninguém jamais soube que horas aconteceu a explosão no Monte Hikari. Ninguém jamais contou que quando dois seres com aspecto infernal entraram na cratera do vulcão que nele dormia, este voltou à ativa.

Porque nenhum ser sobreviveu, depois que o branco da neve deu lugar ao vermelho da lava vulcânica que desceu pelo monte e escorreu pela cidade por dias seguidos, até que ali somente restaram cinzas e um pó negro com cheiro de enxofre que tornou a aldeia inabitável para sempre.

 

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