Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Maria da Paz Guerreiro
Maria da Paz Guerreiro ou Paz Guerreiro. Nascida no Ceará, Estado que teve em Rachel de Queiroz a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras em 1977.
Com vida conturbada, vieram períodos de depressão mas também o incentivo de um psiquiatra, notável ser humano, a escrever um livro. Começou a escrever em maio de 2016.
Crer que o nome já fala por si. Vve na corda bamba, entre a razão e a emoção, pendendo sempre para o lado da segunda opção. Freud não explica.
O que pulsa no cérebro sai nas pontas dos dedos... A escrita é a cura... Enfim...

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Gullveig

       E sentiu o tecido da camisola roçando em sua pele, subindo aos poucos. As mãos do rapaz acariciavam suas coxas.

       – Quero você esta noite! – foram as únicas palavras proferidas pela voz rouca de Jakob

       Jennet ainda tentou fechar as pernas ao avanço de Jakob, mas sabia que na realidade, seu desejo por ele apenas crescia. Ele fitava os olhos profundos de Jennet. E foi olhando para ela que alcançou o meio de suas coxas.

       Quando sentiu suas mãos, ela suspirou. Seu corpo se entregou. E nessa hora abriu as pernas instintivamente e ansiou pelo toque mais profundo daquela mão que estava tão ansiosa quanto os seus desejos.

       – DEUS, como é bom… NÃO, não quero!”– o cérebro remoia em pensamentos, enquanto os dedos de Jakob a invadiam. Fechou os olhos e tentou segurar um gemido de prazer que teimava em escapar de seus lábios.

       Então com cuidado, ele a penetrou. E depois entrou pela umidade de Jennet até o fundo. Penetrava devagar olhando para a moça encostada na parede, seus movimentos começando a acelerar aos poucos.

       Minutos depois um violento espasmo sacudiu o casal, ao mesmo tempo que Jakob soltou seu sêmen dentro de Jennet. E trêmula, ela sentiu que algo frio escorria por suas entranhas…

       Os primeiros pingos começaram a cair sobre eles e já se percebia somente uma estranha silhueta mais clara que se destacava iluminada pelos raios que cortavam o céu.

       Desajeitados, mudos, os dois voltaram a caminhar pela trilha que levava à cabana.

       Chegando lá, não parecia haver nenhum sinal de humanidade. Até que o pio de uma coruja pareceu anunciar a chegada dos dois. A porta se abriu de repente e uma bela moça surgiu, iluminada por velas de um antigo castiçal. Encolhidos, chocando os dentes por causa no frio que parecia penetrar em todos os ossos, eles olharam para Gullveig, que agora quebrava o silêncio, com voz rouca e estranhamente envelhecida.

       – Eu sei o que os trouxe aqui. Eu sei, porque eu apareci sempre nos sonhos de vocês – continuava, enquanto dois pares de olhos verdes se abriam desmesuradamente.

       – Por anos, apareci nos sonhos dos dois, assumindo a forma de cada um de vocês. Nos sonhos de Jakob, eu assumia a sua forma – disse, olhando para Jennet.

       – E da mesma maneira, eu assumia a sua forma nos sonhos dele. Até aquela noite, quando eu consegui o que queria. Um filho dos dois foi concebido. Vocês poderiam ficar bem e talvez até ficar vivos depois. Mas se arrependeram dos bons momentos que viveram juntos – parou um instante, a voz cada vez mais cansada.

       – Isso me enfureceu e eu enfraqueci. Eu precisava que vocês estivessem calmos e calados, até a criança nascer e eu ir buscá-la para mim. Afinal, para me rejuvenescer eu só precisava de uma criança tão pura quanto o filho de vocês.

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       E sentiu o tecido da camisola roçando em sua pele, subindo aos poucos. As mãos do rapaz acariciavam suas coxas.

       – Quero você esta noite! – foram as únicas palavras proferidas pela voz rouca de Jakob

       Jennet ainda tentou fechar as pernas ao avanço de Jakob, mas sabia que na realidade, seu desejo por ele apenas crescia. Ele fitava os olhos profundos de Jennet. E foi olhando para ela que alcançou o meio de suas coxas.

       Quando sentiu suas mãos, ela suspirou. Seu corpo se entregou. E nessa hora abriu as pernas instintivamente e ansiou pelo toque mais profundo daquela mão que estava tão ansiosa quanto os seus desejos.

       – DEUS, como é bom… NÃO, não quero!”– o cérebro remoia em pensamentos, enquanto os dedos de Jakob a invadiam. Fechou os olhos e tentou segurar um gemido de prazer que teimava em escapar de seus lábios.

       Então com cuidado, ele a penetrou. E depois entrou pela umidade de Jennet até o fundo. Penetrava devagar olhando para a moça encostada na parede, seus movimentos começando a acelerar aos poucos.

       Minutos depois um violento espasmo sacudiu o casal, ao mesmo tempo que Jakob soltou seu sêmen dentro de Jennet. E trêmula, ela sentiu que algo frio escorria por suas entranhas…

       Os primeiros pingos começaram a cair sobre eles e já se percebia somente uma estranha silhueta mais clara que se destacava iluminada pelos raios que cortavam o céu.

       Desajeitados, mudos, os dois voltaram a caminhar pela trilha que levava à cabana.

       Chegando lá, não parecia haver nenhum sinal de humanidade. Até que o pio de uma coruja pareceu anunciar a chegada dos dois. A porta se abriu de repente e uma bela moça surgiu, iluminada por velas de um antigo castiçal. Encolhidos, chocando os dentes por causa no frio que parecia penetrar em todos os ossos, eles olharam para Gullveig, que agora quebrava o silêncio, com voz rouca e estranhamente envelhecida.

       – Eu sei o que os trouxe aqui. Eu sei, porque eu apareci sempre nos sonhos de vocês – continuava, enquanto dois pares de olhos verdes se abriam desmesuradamente.

       – Por anos, apareci nos sonhos dos dois, assumindo a forma de cada um de vocês. Nos sonhos de Jakob, eu assumia a sua forma – disse, olhando para Jennet.

       – E da mesma maneira, eu assumia a sua forma nos sonhos dele. Até aquela noite, quando eu consegui o que queria. Um filho dos dois foi concebido. Vocês poderiam ficar bem e talvez até ficar vivos depois. Mas se arrependeram dos bons momentos que viveram juntos – parou um instante, a voz cada vez mais cansada.

       – Isso me enfureceu e eu enfraqueci. Eu precisava que vocês estivessem calmos e calados, até a criança nascer e eu ir buscá-la para mim. Afinal, para me rejuvenescer eu só precisava de uma criança tão pura quanto o filho de vocês.

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