Bate Papo - Matheus Freitas
Matheus Freitas
Matheus Freitas nasceu em 1990, é jornalista, escritor e roteirista. Tenta povoar todos os gêneros e formatos possíveis para poder dar andamento em seu projeto de Universo Compartilhado de Narrativa Transmídia, que é extenso demais para explicar neste espaço.
Por ora, escreve romances, contos e roteiros de HQs, audiovisual e tudo mais que puder inventar para criar o universo compartilhado mais diversificado possível. Gosta de trabalhar com basicamente todos os gêneros: terror, horror, suspense, humor, romance, ação, aventura etc.
Gosta de escrever aquilo que gostaria de ler ou ver, por isso, às vezes, tem algumas ideias absurdas, outras interessantes e algumas, sob entendimento de outros, ruins (porque seu gosto nem sempre é compreendido pelos demais), mas, no fim das contas, só quer contar algumas histórias.






Bate Papo

“Eu gosto. Você gosta. Mas será que outros irão aceitar essa nossa amizade? É isso que tenho medo. Além de me acusarem de vandalismo e, talvez, roubo, apesar de nunca ter mexido em nenhum pertence seu, ainda podem me acusar de necrofilia. Nunca lhe forcei a fazer nada. Tudo que fizemos são atos completamente consentidos.”

“Porém eles não vão aceitar. Mas não se preocupe, isso não é uma despedida. Continuarei vindo, sempre tive cautela e continuarei a ter. É apenas um desabafo. Desculpa se a conversa não foi bem humorada como sempre.”

Ele apaga o toco de cigarro no chão, levanta-se e dá um beijo carinhoso na testa dela. Mas ele sente a mão tocar sob suas calças.

– Pensei que por conta do clima mais tenso, ficaríamos só na conversa…

 

Ele tira suas calças, abaixa até os pés e volta a deitar-se ao lado dela. Ainda olhando para o céu, a mão gélida enrosca-se em sua genitália e inicia o movimento para baixo e para cima. Devagar e depois acelerando.

É um misto de sensações. Sua mão quente envolvida com a mão gelada dela em um movimento contínuo e intenso. Ele se contorce, mas não é de dor, é prazer.

O gelado e o quente entram em harmonia temporal quando a ejaculação solta e volta a cair sob suas mãos. É o êxtase da noite. Ele levante-se, coloca suas calças e a ajeita de volta no caixão.

Despede-se, empurra o caixão para o túmulo e usa o tampão para fechar. Ainda com uma breve abertura, abana pela última vez naquela noite.

 

 

 

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Matheus Freitas
Bate Papo

“Eu gosto. Você gosta. Mas será que outros irão aceitar essa nossa amizade? É isso que tenho medo. Além de me acusarem de vandalismo e, talvez, roubo, apesar de nunca ter mexido em nenhum pertence seu, ainda podem me acusar de necrofilia. Nunca lhe forcei a fazer nada. Tudo que fizemos são atos completamente consentidos.”

“Porém eles não vão aceitar. Mas não se preocupe, isso não é uma despedida. Continuarei vindo, sempre tive cautela e continuarei a ter. É apenas um desabafo. Desculpa se a conversa não foi bem humorada como sempre.”

Ele apaga o toco de cigarro no chão, levanta-se e dá um beijo carinhoso na testa dela. Mas ele sente a mão tocar sob suas calças.

– Pensei que por conta do clima mais tenso, ficaríamos só na conversa…

 

Ele tira suas calças, abaixa até os pés e volta a deitar-se ao lado dela. Ainda olhando para o céu, a mão gélida enrosca-se em sua genitália e inicia o movimento para baixo e para cima. Devagar e depois acelerando.

É um misto de sensações. Sua mão quente envolvida com a mão gelada dela em um movimento contínuo e intenso. Ele se contorce, mas não é de dor, é prazer.

O gelado e o quente entram em harmonia temporal quando a ejaculação solta e volta a cair sob suas mãos. É o êxtase da noite. Ele levante-se, coloca suas calças e a ajeita de volta no caixão.

Despede-se, empurra o caixão para o túmulo e usa o tampão para fechar. Ainda com uma breve abertura, abana pela última vez naquela noite.

 

 

 

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