Mundo Gato - Matheus Freitas
Matheus Freitas
Matheus Freitas nasceu em 1990, é jornalista, escritor e roteirista. Tenta povoar todos os gêneros e formatos possíveis para poder dar andamento em seu projeto de Universo Compartilhado de Narrativa Transmídia, que é extenso demais para explicar neste espaço.
Por ora, escreve romances, contos e roteiros de HQs, audiovisual e tudo mais que puder inventar para criar o universo compartilhado mais diversificado possível. Gosta de trabalhar com basicamente todos os gêneros: terror, horror, suspense, humor, romance, ação, aventura etc.
Gosta de escrever aquilo que gostaria de ler ou ver, por isso, às vezes, tem algumas ideias absurdas, outras interessantes e algumas, sob entendimento de outros, ruins (porque seu gosto nem sempre é compreendido pelos demais), mas, no fim das contas, só quer contar algumas histórias.






Mundo Gato

– Ayla, vocês têm merda na cabeça! Era só fazer um protesto, levantar uns cartazes, mas isso é atrocidade demais! Eu não posso assistir isso, vou embora!

Ricardo tenta sair, mas Douglas tranca a porta e ele é obrigado a ficar. Em meio ao desespero, ele descobre que as atrocidades continuam. Thiago pega outro dos cachorros, o coloca na mesa redonda e entrega a machadinha para Luiza. Com um corte seco e preciso, ela arranca a cabeça do animal. Mais comemorações entre eles.

Ele leva as mãos à cabeça. Tenta tapar os ouvidos para deixar de ouvi-los na tentativa de que isso pudesse amenizar o que estava presenciando ou fazê-lo acordar e perceber que era apenas um pesadelo. Mas, infelizmente, aquilo era real. E ele não iria conseguir acordar.

Antes de pegar outro cachorro, Thiago emitiu um comunicado a todos:

– Amanhã à noite é o grande dia! Invadiremos a nova pet shop e mataremos todos filhotinhos de cachorros! Quando inaugurarem, terão uma bela de uma surpresa!

Todos aplaudem. Mari pega outro cachorro e o coloca na mesa. Desta vez, Thiago entrega a machadinha para Ayla. O desespero de Ricardo começou a aumentar. A sua amada estava prestes a cometer uma monstruosidade.

– Não faz isso, Ayla!

De nada adiantou o grito desesperado de Ricardo. Ayla pegou a machadinha e cortou uma das patas do cachorro apenas para fazê-lo sofrer. O animal começou a chorar e agoniar de dor. A jovem começou a rir com aquele desespero. Em seguida, cortou as outras três patas e, por fim, o rabo.

O cachorro continuava vivo, mas estava prestes a morrer. Mas Ayla queria provocar mais sofrimento. Ela jogou a machadinha no chão, puxou um canivete de seu bolso e começou a perfurar a barriga do animal, várias e várias vezes.

A cada perfurada, eles comemoravam como se fossem uma torcida enlouquecida com seu time. A euforia em torno da perversidade do ato cometido por Ayla era tanta, que Douglas, assim como todos, ficou distraído. Ricardo aproveitou a oportunidade para fugir.

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Matheus Freitas
Mundo Gato

– Ayla, vocês têm merda na cabeça! Era só fazer um protesto, levantar uns cartazes, mas isso é atrocidade demais! Eu não posso assistir isso, vou embora!

Ricardo tenta sair, mas Douglas tranca a porta e ele é obrigado a ficar. Em meio ao desespero, ele descobre que as atrocidades continuam. Thiago pega outro dos cachorros, o coloca na mesa redonda e entrega a machadinha para Luiza. Com um corte seco e preciso, ela arranca a cabeça do animal. Mais comemorações entre eles.

Ele leva as mãos à cabeça. Tenta tapar os ouvidos para deixar de ouvi-los na tentativa de que isso pudesse amenizar o que estava presenciando ou fazê-lo acordar e perceber que era apenas um pesadelo. Mas, infelizmente, aquilo era real. E ele não iria conseguir acordar.

Antes de pegar outro cachorro, Thiago emitiu um comunicado a todos:

– Amanhã à noite é o grande dia! Invadiremos a nova pet shop e mataremos todos filhotinhos de cachorros! Quando inaugurarem, terão uma bela de uma surpresa!

Todos aplaudem. Mari pega outro cachorro e o coloca na mesa. Desta vez, Thiago entrega a machadinha para Ayla. O desespero de Ricardo começou a aumentar. A sua amada estava prestes a cometer uma monstruosidade.

– Não faz isso, Ayla!

De nada adiantou o grito desesperado de Ricardo. Ayla pegou a machadinha e cortou uma das patas do cachorro apenas para fazê-lo sofrer. O animal começou a chorar e agoniar de dor. A jovem começou a rir com aquele desespero. Em seguida, cortou as outras três patas e, por fim, o rabo.

O cachorro continuava vivo, mas estava prestes a morrer. Mas Ayla queria provocar mais sofrimento. Ela jogou a machadinha no chão, puxou um canivete de seu bolso e começou a perfurar a barriga do animal, várias e várias vezes.

A cada perfurada, eles comemoravam como se fossem uma torcida enlouquecida com seu time. A euforia em torno da perversidade do ato cometido por Ayla era tanta, que Douglas, assim como todos, ficou distraído. Ricardo aproveitou a oportunidade para fugir.

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