O Demônio da Tourette- Parte 1 - Matheus Freitas
Matheus Freitas
Matheus Freitas nasceu em 1990, é jornalista, escritor e roteirista. Tenta povoar todos os gêneros e formatos possíveis para poder dar andamento em seu projeto de Universo Compartilhado de Narrativa Transmídia, que é extenso demais para explicar neste espaço.
Por ora, escreve romances, contos e roteiros de HQs, audiovisual e tudo mais que puder inventar para criar o universo compartilhado mais diversificado possível. Gosta de trabalhar com basicamente todos os gêneros: terror, horror, suspense, humor, romance, ação, aventura etc.
Gosta de escrever aquilo que gostaria de ler ou ver, por isso, às vezes, tem algumas ideias absurdas, outras interessantes e algumas, sob entendimento de outros, ruins (porque seu gosto nem sempre é compreendido pelos demais), mas, no fim das contas, só quer contar algumas histórias.






O Demônio da Tourette- Parte 1

Pietro têm cabelos pretos e aproximadamente 1 metro e 70 centímetros. Nasceu e viveu boa parte da vida em Porto Alegre. Apesar da vocação, nunca pensou em ser detetive. Usou a paixão por investigação para tentar a carreira jornalística.

Todavia, desistiu da graduação ao perceber que o mundo jornalístico não era tão glamoroso quanto pensou. Pietro tinha esperança de entrar em uma redação recheada de fumantes e trabalhar, única e exclusivamente, em uma grande reportagem investigativa.

Seus únicos empregos no decorrer dos semestres foram estágios em agências de comunicação. Trabalhava loucamente para cumprir demandas diárias e atender os diversos clientes. O ambiente era clean e sem fumantes.

Em relação ao clima das agências, ele gostava. Apesar de sonhar com o glamour das redações recheadas de fumantes, Pietro, nem de longe, representava um jornalista vintage da década áurea do jornalismo. Ele não fumava e nem bebia cervejas e refrigerantes. Às vezes curtia um vinho, mas sem exageros. Controlava as doses de café. “Três, no máximo, por dia”, dizia ele.

Pietro bebe bastante água, se alimenta de forma saudável e faz exercícios quase que diariamente. De fato, combina mais com o ambiente clean das agências.

Porém, a demanda diária que o trabalho exigia nunca o satisfez. O instinto investigativo e a vontade de trabalhar em uma história por vez, sempre prevaleceu. Por esta razão, quando descobriu que a agência Lore Detetives precisava de detetives particulares, decidiu se candidatar.

Depois de alguns testes, foi aceito. Na agência, trabalhava ao lado de seu chefe, Lorenzo, e outro investigador. Abandonou a faculdade para se dedicar a carreira de detetive.

Por alguns meses, investigou apenas casos pequenos. Até receber uma grande oportunidade. Em 2017, foi chamado para investigar um suposto caso de corrupção no interior do Estado.

A investigação foi tão bem-sucedida que ao retornar se tornou o detetive mais requisitado da agência (apesar de ser somente dois) e passou a receber bons cachês. No entanto, os casos, em sua grande maioria, eram traições.

No decorrer de 2018, Pietro se desligou da Lore Detetives e passou a trabalhar por conta própria. Continuou tendo uma boa clientela. Em meados de janeiro de 2019, o detetive se deu ao luxo de tirar umas férias. Ia à praia. Apesar de não gostar muito do verão, passaria alguns dias no litoral gaúcho com amigos que há tempos não via. Contudo, interrompeu todo o seu planejamento ao se deparar com um cadáver de travesti no lixo.

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Matheus Freitas
O Demônio da Tourette- Parte 1

Pietro têm cabelos pretos e aproximadamente 1 metro e 70 centímetros. Nasceu e viveu boa parte da vida em Porto Alegre. Apesar da vocação, nunca pensou em ser detetive. Usou a paixão por investigação para tentar a carreira jornalística.

Todavia, desistiu da graduação ao perceber que o mundo jornalístico não era tão glamoroso quanto pensou. Pietro tinha esperança de entrar em uma redação recheada de fumantes e trabalhar, única e exclusivamente, em uma grande reportagem investigativa.

Seus únicos empregos no decorrer dos semestres foram estágios em agências de comunicação. Trabalhava loucamente para cumprir demandas diárias e atender os diversos clientes. O ambiente era clean e sem fumantes.

Em relação ao clima das agências, ele gostava. Apesar de sonhar com o glamour das redações recheadas de fumantes, Pietro, nem de longe, representava um jornalista vintage da década áurea do jornalismo. Ele não fumava e nem bebia cervejas e refrigerantes. Às vezes curtia um vinho, mas sem exageros. Controlava as doses de café. “Três, no máximo, por dia”, dizia ele.

Pietro bebe bastante água, se alimenta de forma saudável e faz exercícios quase que diariamente. De fato, combina mais com o ambiente clean das agências.

Porém, a demanda diária que o trabalho exigia nunca o satisfez. O instinto investigativo e a vontade de trabalhar em uma história por vez, sempre prevaleceu. Por esta razão, quando descobriu que a agência Lore Detetives precisava de detetives particulares, decidiu se candidatar.

Depois de alguns testes, foi aceito. Na agência, trabalhava ao lado de seu chefe, Lorenzo, e outro investigador. Abandonou a faculdade para se dedicar a carreira de detetive.

Por alguns meses, investigou apenas casos pequenos. Até receber uma grande oportunidade. Em 2017, foi chamado para investigar um suposto caso de corrupção no interior do Estado.

A investigação foi tão bem-sucedida que ao retornar se tornou o detetive mais requisitado da agência (apesar de ser somente dois) e passou a receber bons cachês. No entanto, os casos, em sua grande maioria, eram traições.

No decorrer de 2018, Pietro se desligou da Lore Detetives e passou a trabalhar por conta própria. Continuou tendo uma boa clientela. Em meados de janeiro de 2019, o detetive se deu ao luxo de tirar umas férias. Ia à praia. Apesar de não gostar muito do verão, passaria alguns dias no litoral gaúcho com amigos que há tempos não via. Contudo, interrompeu todo o seu planejamento ao se deparar com um cadáver de travesti no lixo.

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