O Demonio de Tourette- Final - Matheus Freitas
Matheus Freitas
Matheus Freitas nasceu em 1990, é jornalista, escritor e roteirista. Tenta povoar todos os gêneros e formatos possíveis para poder dar andamento em seu projeto de Universo Compartilhado de Narrativa Transmídia, que é extenso demais para explicar neste espaço.
Por ora, escreve romances, contos e roteiros de HQs, audiovisual e tudo mais que puder inventar para criar o universo compartilhado mais diversificado possível. Gosta de trabalhar com basicamente todos os gêneros: terror, horror, suspense, humor, romance, ação, aventura etc.
Gosta de escrever aquilo que gostaria de ler ou ver, por isso, às vezes, tem algumas ideias absurdas, outras interessantes e algumas, sob entendimento de outros, ruins (porque seu gosto nem sempre é compreendido pelos demais), mas, no fim das contas, só quer contar algumas histórias.






O Demonio de Tourette- Final

turista sai à noite com um demônio a solta? Eles também estão possuídos. Senão fizermos nada com o seu filho agora, todo o vilarejo será tomado pelos demônios.”

– Não! Ele precisa de mais uma chance. Eu sei que na próxima o senhor vai conseguir! – apela Prudência.

– Infelizmente, o demônio se alastrou rápido demais!

Zequeu saca uma arma e atira em Prudência. A população se espanta, mas o padre os tranquiliza:

– Não se assustem, infelizmente ela também está com o demônio. Nenhuma mãe quer ver o filho sofrer. No momento em que recusam a ajuda divina, independente de como for esse amparo, é porque já estão contaminados pelo Diabo.

A população concorda. O padre caminha até um dos moradores, pega a tocha que ele tem em mãos e retorna até onde Prudência está caída. Mesmo com um ferimento no abdômen, ela continua viva.

Zequeu se agacha ao lado de Prudência e encosta a tocha em seu rosto. O padre a queima até não ouvir mais os gritos e nem sentir sua respiração e os batimentos cardíacos. Ele fica em pé e ordena:

– Queimem a casa!

– Ele é um impostor! Não existe nenhum demônio! – diz Pietro aparecendo de repente – O menino tem uma doença e precisa de tratamento e não de exorcismo!

– É ele! Ele está junto com o demônio! Queimem-no!

A população fica de costas para o Padre e se prepara para correr em direção a Pietro. Contudo, um som metálico rompe o barulho da balbúrdia do povo enraivecido. Ao olharem para trás todos ficam em silêncio.

Os habitantes apenas observam. A quietude só não é total por causa dos tíquetes nervosos de Luzio agachado ao lado do corpo da mãe e dos golpes que Elba da na cabeça de Zequeu com uma pá.

A menina bate até a cabeça se soltar completamente do tronco. Ao terminar o serviço, ainda ofegante, ela pega a arma do padre e aponta à população:

– O que ele disse é verdade, nós somos os outros demônios – diz Elba – Queimem a casa e depois vamos embora. Nós três!

– Nós também temos armas – grita um dos moradores.

– Mas também são demônios? – retruca a menina – Suas armas não funcionam em nós. Querem tentar? Se não queimarem a casa, continuaremos aqui.

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Matheus Freitas
O Demonio de Tourette- Final

turista sai à noite com um demônio a solta? Eles também estão possuídos. Senão fizermos nada com o seu filho agora, todo o vilarejo será tomado pelos demônios.”

– Não! Ele precisa de mais uma chance. Eu sei que na próxima o senhor vai conseguir! – apela Prudência.

– Infelizmente, o demônio se alastrou rápido demais!

Zequeu saca uma arma e atira em Prudência. A população se espanta, mas o padre os tranquiliza:

– Não se assustem, infelizmente ela também está com o demônio. Nenhuma mãe quer ver o filho sofrer. No momento em que recusam a ajuda divina, independente de como for esse amparo, é porque já estão contaminados pelo Diabo.

A população concorda. O padre caminha até um dos moradores, pega a tocha que ele tem em mãos e retorna até onde Prudência está caída. Mesmo com um ferimento no abdômen, ela continua viva.

Zequeu se agacha ao lado de Prudência e encosta a tocha em seu rosto. O padre a queima até não ouvir mais os gritos e nem sentir sua respiração e os batimentos cardíacos. Ele fica em pé e ordena:

– Queimem a casa!

– Ele é um impostor! Não existe nenhum demônio! – diz Pietro aparecendo de repente – O menino tem uma doença e precisa de tratamento e não de exorcismo!

– É ele! Ele está junto com o demônio! Queimem-no!

A população fica de costas para o Padre e se prepara para correr em direção a Pietro. Contudo, um som metálico rompe o barulho da balbúrdia do povo enraivecido. Ao olharem para trás todos ficam em silêncio.

Os habitantes apenas observam. A quietude só não é total por causa dos tíquetes nervosos de Luzio agachado ao lado do corpo da mãe e dos golpes que Elba da na cabeça de Zequeu com uma pá.

A menina bate até a cabeça se soltar completamente do tronco. Ao terminar o serviço, ainda ofegante, ela pega a arma do padre e aponta à população:

– O que ele disse é verdade, nós somos os outros demônios – diz Elba – Queimem a casa e depois vamos embora. Nós três!

– Nós também temos armas – grita um dos moradores.

– Mas também são demônios? – retruca a menina – Suas armas não funcionam em nós. Querem tentar? Se não queimarem a casa, continuaremos aqui.

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