O Demonio de Tourette- Final - Matheus Freitas
Matheus Freitas
Matheus Freitas nasceu em 1990, é jornalista, escritor e roteirista. Tenta povoar todos os gêneros e formatos possíveis para poder dar andamento em seu projeto de Universo Compartilhado de Narrativa Transmídia, que é extenso demais para explicar neste espaço.
Por ora, escreve romances, contos e roteiros de HQs, audiovisual e tudo mais que puder inventar para criar o universo compartilhado mais diversificado possível. Gosta de trabalhar com basicamente todos os gêneros: terror, horror, suspense, humor, romance, ação, aventura etc.
Gosta de escrever aquilo que gostaria de ler ou ver, por isso, às vezes, tem algumas ideias absurdas, outras interessantes e algumas, sob entendimento de outros, ruins (porque seu gosto nem sempre é compreendido pelos demais), mas, no fim das contas, só quer contar algumas histórias.






O Demonio de Tourette- Final

– Não podemos confiar em demônios – diz outro morador.

Elba não argumenta, apenas atira na perna de um morador.

– Na próxima, posso atirar para matar. Agora queimem à casa!

Aos poucos, a população joga as tochas na casa e o casebre começa a incendiar. Ao ver as chamas ganhar força, os moradores do vilarejo começam a dissipar.

Pietro se aproxima de Elba e de Luzio. O detetive se agacha e joga a cabeça do padre em meio as chamas. Mas algo chama a atenção dele. Em um dos bolsos da calça de Zequeu há um pequeno caderno. Ele pega o manuscrito.

Ao pegar e guarda-lo, ele se levanta e começa a falar com Elba:

– Você matou uma pessoa? E que porra foi essa de que somos demônios?

– Fiz isso para nos salvar e te defender.

– Me defender?

– Sim. Ou por acaso você é faixa preta em alguma arte marcial? Só assim para conseguir deter os moradores.

– Bom argumento…

– Não pretendia matá-lo, mas a raiva tomou conta e quando pensei em todo o mal que ele já fez, não aguentei…

– Tudo bem. Acho que faria a mesma coisa.

– Vamos? – diz Elba ao garoto.

Pietro, Elba e Luzio vão embora. O Demônio da Tourette deixa o vilarejo.

Dias Depois

Alguns dias se passam. Pietro continua no Pará, desta vez, porém, está “turistando”. Aproveitando as férias interrompidas ainda no início do ano para se dedicar ao caso do padre Zequeu.

Nesse meio tempo, ao lado Elba, eles entregaram Luzio a um orfanato. Lá, o menino receberá o amparo necessário, com ajuda psicológica e psiquiátrica para tratar da Tourette.

Contudo, mesmo em suas férias, Pietro não abandona 100% o trabalho. Enquanto desfruta, juntamente com Elba, que se tornou sua guia, de pontos turísticos de Belém, o detetive também investiga o caderno que encontrou junto a Zequeu.

Até então, descobriu que Zequeu nunca foi padre. Pietro não sabe sua data de nascimento, contudo, em 1967 foi enviado a um hospital psiquiátrico, mas fugiu em meados da década de 1970. Segundo a ficha, anexada com um clipe enferrujado logo

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Matheus Freitas
O Demonio de Tourette- Final

– Não podemos confiar em demônios – diz outro morador.

Elba não argumenta, apenas atira na perna de um morador.

– Na próxima, posso atirar para matar. Agora queimem à casa!

Aos poucos, a população joga as tochas na casa e o casebre começa a incendiar. Ao ver as chamas ganhar força, os moradores do vilarejo começam a dissipar.

Pietro se aproxima de Elba e de Luzio. O detetive se agacha e joga a cabeça do padre em meio as chamas. Mas algo chama a atenção dele. Em um dos bolsos da calça de Zequeu há um pequeno caderno. Ele pega o manuscrito.

Ao pegar e guarda-lo, ele se levanta e começa a falar com Elba:

– Você matou uma pessoa? E que porra foi essa de que somos demônios?

– Fiz isso para nos salvar e te defender.

– Me defender?

– Sim. Ou por acaso você é faixa preta em alguma arte marcial? Só assim para conseguir deter os moradores.

– Bom argumento…

– Não pretendia matá-lo, mas a raiva tomou conta e quando pensei em todo o mal que ele já fez, não aguentei…

– Tudo bem. Acho que faria a mesma coisa.

– Vamos? – diz Elba ao garoto.

Pietro, Elba e Luzio vão embora. O Demônio da Tourette deixa o vilarejo.

Dias Depois

Alguns dias se passam. Pietro continua no Pará, desta vez, porém, está “turistando”. Aproveitando as férias interrompidas ainda no início do ano para se dedicar ao caso do padre Zequeu.

Nesse meio tempo, ao lado Elba, eles entregaram Luzio a um orfanato. Lá, o menino receberá o amparo necessário, com ajuda psicológica e psiquiátrica para tratar da Tourette.

Contudo, mesmo em suas férias, Pietro não abandona 100% o trabalho. Enquanto desfruta, juntamente com Elba, que se tornou sua guia, de pontos turísticos de Belém, o detetive também investiga o caderno que encontrou junto a Zequeu.

Até então, descobriu que Zequeu nunca foi padre. Pietro não sabe sua data de nascimento, contudo, em 1967 foi enviado a um hospital psiquiátrico, mas fugiu em meados da década de 1970. Segundo a ficha, anexada com um clipe enferrujado logo

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