Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Murilo Salini
Da membrana de podridão; ácida e pegajosa, que meu encéfalo envolve; brotam minhas palavras.
Mas como espinhos, não flores.
Só há nesse universo coisa única a desabrochar... O caos.
A semente cancerosa se aprova e se propaga, ignorando o fato de que o exame que acusa o seu fardo se dá diante do espelho.
Ponha os olhos nos meus nódulos malditos; nos meus filhos, “crianças subversivas”; no meu rastro fumegante absolvido pela eternidade; e logo se dará a incisão.
Com um estilhaço de espelho
Hei de sua mente explorar
E como num sopro de estrelas em morte
Amiga estranheza irei semear






Armagedoom

Do penhasco eu sou a base da existência
As pedras que suportaram o peso da razão
Uma luz amarela no meio da pupila
Um elefante alado, uma superstição
O que você tem perdido e com quem você anda?

Cobiçando as máquinas e a reprodução?
Mananciais de sangue banham a carne crua
Espaçonaves douradas bombardeiam a nação

O planeta humanoide apodrece no câncer
O segredo da vida é conservar no formol
Acelere a angústia e chegue até o fim da linha
O “agora” é início e final.

Murilo Salini
Armagedoom

Do penhasco eu sou a base da existência
As pedras que suportaram o peso da razão
Uma luz amarela no meio da pupila
Um elefante alado, uma superstição
O que você tem perdido e com quem você anda?

Cobiçando as máquinas e a reprodução?
Mananciais de sangue banham a carne crua
Espaçonaves douradas bombardeiam a nação

O planeta humanoide apodrece no câncer
O segredo da vida é conservar no formol
Acelere a angústia e chegue até o fim da linha
O “agora” é início e final.