Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Murilo Salini
Da membrana de podridão; ácida e pegajosa, que meu encéfalo envolve; brotam minhas palavras.
Mas como espinhos, não flores.
Só há nesse universo coisa única a desabrochar... O caos.
A semente cancerosa se aprova e se propaga, ignorando o fato de que o exame que acusa o seu fardo se dá diante do espelho.
Ponha os olhos nos meus nódulos malditos; nos meus filhos, “crianças subversivas”; no meu rastro fumegante absolvido pela eternidade; e logo se dará a incisão.
Com um estilhaço de espelho
Hei de sua mente explorar
E como num sopro de estrelas em morte
Amiga estranheza irei semear






Mnêmico Onírico

Os paramédicos abriram a porta e correram na minha direção no momento em que eu havia quebrado uma das pontas da lâmpada, o que gerou oportunidade para que eu cortasse apenas um quarto de meu pescoço, antes da imobilização e da aplicação do relaxante.

Abri meus olhos, estava escuro e o cômodo parecia maior.

– Aqueles vermes puseram-me nos subterrâneos novamente.

O corredor era úmido e gelado, o ar que eu mal respirava tinha cheiro e gosto metálicos, como o de metano incubado em intestinos podres.

 

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Murilo Salini
Mnêmico Onírico

Os paramédicos abriram a porta e correram na minha direção no momento em que eu havia quebrado uma das pontas da lâmpada, o que gerou oportunidade para que eu cortasse apenas um quarto de meu pescoço, antes da imobilização e da aplicação do relaxante.

Abri meus olhos, estava escuro e o cômodo parecia maior.

– Aqueles vermes puseram-me nos subterrâneos novamente.

O corredor era úmido e gelado, o ar que eu mal respirava tinha cheiro e gosto metálicos, como o de metano incubado em intestinos podres.

 

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