Parasita - Murilo Salini
Murilo Salini
Da membrana de podridão; ácida e pegajosa, que meu encéfalo envolve; brotam minhas palavras.
Mas como espinhos, não flores.
Só há nesse universo coisa única a desabrochar... O caos.
A semente cancerosa se aprova e se propaga, ignorando o fato de que o exame que acusa o seu fardo se dá diante do espelho.
Ponha os olhos nos meus nódulos malditos; nos meus filhos, “crianças subversivas”; no meu rastro fumegante absolvido pela eternidade; e logo se dará a incisão.
Com um estilhaço de espelho
Hei de sua mente explorar
E como num sopro de estrelas em morte
Amiga estranheza irei semear






Parasita

Parasita Parasita Parasita
Arrancar-lhe de mim com ácido
Decisão que julgo questionável
Restará um ego flácido
Para uma mente inflamável?

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Murilo Salini
Parasita

Parasita Parasita Parasita
Arrancar-lhe de mim com ácido
Decisão que julgo questionável
Restará um ego flácido
Para uma mente inflamável?

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