Preston 73 - Murilo Salini
Murilo Salini
Da membrana de podridão; ácida e pegajosa, que meu encéfalo envolve; brotam minhas palavras.
Mas como espinhos, não flores.
Só há nesse universo coisa única a desabrochar... O caos.
A semente cancerosa se aprova e se propaga, ignorando o fato de que o exame que acusa o seu fardo se dá diante do espelho.
Ponha os olhos nos meus nódulos malditos; nos meus filhos, “crianças subversivas”; no meu rastro fumegante absolvido pela eternidade; e logo se dará a incisão.
Com um estilhaço de espelho
Hei de sua mente explorar
E como num sopro de estrelas em morte
Amiga estranheza irei semear






Preston 73

Há conhecimento significativo quanto aos casos de bruxaria e assassinatos ocorridos na casa 73 da rua Preston no verão de 1932.

Há conhecimento significativo sobre os acontecimentos estranhos na Rádio Nova Moscou ocorridas na casa 73 da rua Preston no verão de 1997.

Mas pouco se sabe sobre as demonstrações de horror e desespero que atormentaram durante 2 dias, quatro jovens universitárias que ali, na casa 73 da Rua Preston, residiram no ano de 1968.

Helena, Laura, Marcela e Ana dedicavam-se aos seus respectivos cursos na Universidade do Vale De Sol Baixo há meses. As meninas eram amigas desde o ensino médio e o apego pela confiança gerada por tal relação, fez com que todas ingressassem juntas no ensino superior.

Todas as quatro meninas vinham de famílias de agricultores vizinhos de uma mesma comunidade no interior da cidade de Andrade. A faculdade a qual as meninas desejavam integrar situava-se a cinquenta quilômetros de distância da comunidade de origem, na cidade de Nova Ibiratuba, por tal motivo os pais das garotas aproveitaram da simpatia e confiança entre vizinhos do interior para selarem uma espécie acordo.

As famílias alugariam uma casa onde as quatro meninas poderiam morar tranquilamente, lavar suas próprias roupas, cozinhar e estudar para conseguir um diploma. O conservadorismo estava em alta nas terras de interior, onde a demografia não fazia sentido e a população era constituída por descendentes de italianos, brancos, cristãos produtores de leite. Investir no futuro da família era um tópico no “guia da vida do homem de bem”.

Foi alugado então, por tal ocasião, uma casa grande simpática, com marcas do tempo bem salientadas atribuindo ao local a lírica da relação idade X experiência, onde as meninas formariam seu QG.

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Murilo Salini
Preston 73

Há conhecimento significativo quanto aos casos de bruxaria e assassinatos ocorridos na casa 73 da rua Preston no verão de 1932.

Há conhecimento significativo sobre os acontecimentos estranhos na Rádio Nova Moscou ocorridas na casa 73 da rua Preston no verão de 1997.

Mas pouco se sabe sobre as demonstrações de horror e desespero que atormentaram durante 2 dias, quatro jovens universitárias que ali, na casa 73 da Rua Preston, residiram no ano de 1968.

Helena, Laura, Marcela e Ana dedicavam-se aos seus respectivos cursos na Universidade do Vale De Sol Baixo há meses. As meninas eram amigas desde o ensino médio e o apego pela confiança gerada por tal relação, fez com que todas ingressassem juntas no ensino superior.

Todas as quatro meninas vinham de famílias de agricultores vizinhos de uma mesma comunidade no interior da cidade de Andrade. A faculdade a qual as meninas desejavam integrar situava-se a cinquenta quilômetros de distância da comunidade de origem, na cidade de Nova Ibiratuba, por tal motivo os pais das garotas aproveitaram da simpatia e confiança entre vizinhos do interior para selarem uma espécie acordo.

As famílias alugariam uma casa onde as quatro meninas poderiam morar tranquilamente, lavar suas próprias roupas, cozinhar e estudar para conseguir um diploma. O conservadorismo estava em alta nas terras de interior, onde a demografia não fazia sentido e a população era constituída por descendentes de italianos, brancos, cristãos produtores de leite. Investir no futuro da família era um tópico no “guia da vida do homem de bem”.

Foi alugado então, por tal ocasião, uma casa grande simpática, com marcas do tempo bem salientadas atribuindo ao local a lírica da relação idade X experiência, onde as meninas formariam seu QG.

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