Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Murilo Salini
Da membrana de podridão; ácida e pegajosa, que meu encéfalo envolve; brotam minhas palavras.
Mas como espinhos, não flores.
Só há nesse universo coisa única a desabrochar... O caos.
A semente cancerosa se aprova e se propaga, ignorando o fato de que o exame que acusa o seu fardo se dá diante do espelho.
Ponha os olhos nos meus nódulos malditos; nos meus filhos, “crianças subversivas”; no meu rastro fumegante absolvido pela eternidade; e logo se dará a incisão.
Com um estilhaço de espelho
Hei de sua mente explorar
E como num sopro de estrelas em morte
Amiga estranheza irei semear






Preston 73

Considerou que o ocorrido poderia ser apenas um reflexo das autointoxicações que protagonizou na noite anterior na HipocritFest.

Caminhou pelo corredor observando as demais meninas, todas mergulhadas no imprevisível do sono.

No mesmo dia após o almoço, menina Marcela, com o término da função de secar a louça, caminhou descalça até seu quarto cantarolando a música do novo comercial de uma marca consagrada de refrigerantes a qual não tinha real certeza de qual se tratava.

Jogou-se de costas na cama, mas seu corpo não atingiu diretamente o colchão, mas algo rígido, gelado e com aparente saliências que acabaram por arranhar as costas da menina que pulou para fora da cama gritando no mesmo momento.

O edredom revirado escorregou entre a parede e a cama parando embaixo do aparato de descanso. Marcela saiu do quarto que estava com as janelas fechadas e luzes apagadas e resolveu tomar um ar do lado de fora casa.

No cair da noite do mesmo dia, Laura e Helena adentraram o quarto de Laura para provarem algumas roupas que usariam para ir ao cinema com uns caras que acham que imprudência no trânsito e alto-falantes automotivos geram virilidade, que por sua vez gera um ser humano digno, desde que o mesmo reze um “pai nosso” antes de se deitar.

Ao abrir a porta do guarda-roupa ambas foram surpreendidas por um crânio coberto de sangue pútrido suspenso no vão central do guarda-roupa de três portas que corriam lateralmente.

Após breves cinco segundos de suspensão no ar, o crânio caiu na superfície do guarda-roupa e partiu-se em quatro partes malcheirosas sob os pés das garotas que gritavam desesperadamente, enquanto as luzes do quarto se apagavam e as janelas se abriam sozinhas e violentamente. Elas correram como se corre de uma pantera negra bebedora de sangue humano, e só pararam ao alcançar a luz do poste de iluminação pública na frente da casa.

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Murilo Salini
Preston 73

Considerou que o ocorrido poderia ser apenas um reflexo das autointoxicações que protagonizou na noite anterior na HipocritFest.

Caminhou pelo corredor observando as demais meninas, todas mergulhadas no imprevisível do sono.

No mesmo dia após o almoço, menina Marcela, com o término da função de secar a louça, caminhou descalça até seu quarto cantarolando a música do novo comercial de uma marca consagrada de refrigerantes a qual não tinha real certeza de qual se tratava.

Jogou-se de costas na cama, mas seu corpo não atingiu diretamente o colchão, mas algo rígido, gelado e com aparente saliências que acabaram por arranhar as costas da menina que pulou para fora da cama gritando no mesmo momento.

O edredom revirado escorregou entre a parede e a cama parando embaixo do aparato de descanso. Marcela saiu do quarto que estava com as janelas fechadas e luzes apagadas e resolveu tomar um ar do lado de fora casa.

No cair da noite do mesmo dia, Laura e Helena adentraram o quarto de Laura para provarem algumas roupas que usariam para ir ao cinema com uns caras que acham que imprudência no trânsito e alto-falantes automotivos geram virilidade, que por sua vez gera um ser humano digno, desde que o mesmo reze um “pai nosso” antes de se deitar.

Ao abrir a porta do guarda-roupa ambas foram surpreendidas por um crânio coberto de sangue pútrido suspenso no vão central do guarda-roupa de três portas que corriam lateralmente.

Após breves cinco segundos de suspensão no ar, o crânio caiu na superfície do guarda-roupa e partiu-se em quatro partes malcheirosas sob os pés das garotas que gritavam desesperadamente, enquanto as luzes do quarto se apagavam e as janelas se abriam sozinhas e violentamente. Elas correram como se corre de uma pantera negra bebedora de sangue humano, e só pararam ao alcançar a luz do poste de iluminação pública na frente da casa.

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