Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Murilo Salini
Da membrana de podridão; ácida e pegajosa, que meu encéfalo envolve; brotam minhas palavras.
Mas como espinhos, não flores.
Só há nesse universo coisa única a desabrochar... O caos.
A semente cancerosa se aprova e se propaga, ignorando o fato de que o exame que acusa o seu fardo se dá diante do espelho.
Ponha os olhos nos meus nódulos malditos; nos meus filhos, “crianças subversivas”; no meu rastro fumegante absolvido pela eternidade; e logo se dará a incisão.
Com um estilhaço de espelho
Hei de sua mente explorar
E como num sopro de estrelas em morte
Amiga estranheza irei semear






Sino do Massacre

Eu toco o sino do massacre
Talvez eu queime minhas mãos nas cordas enquanto enforco seus senhores e sua tirania
Mas não me importarei
Pois quando busco o aconchego de meu lar
Limpo meus pés em sangue
Quando cozinho minha refeição
Cozinho-a em sangue
E a tempero ainda, com sangue
Das gavetas de meu guarda-roupas
Escorre sangue
Da pia de meu banheiro jorra sangue
De minha privada transborda sangue
Seu sangue
Meu sangue
Tirados de nós em prol da falácia do poder
Tirados de nós para engordar contas bancárias
Para moldar com diamantes as calçadas onde pisam os ricos
Vos digo agora embaixo deste temporal
Não viverei esta ilusão da forma que sempre foi retratada
Muros não me conterão
Não amarei bandeiras
E não me curvarei a nenhuma forma de vida humana ou divina
Lutem pelo que quiserem
Prazer ou desespero

Murilo Salini
Sino do Massacre

Eu toco o sino do massacre
Talvez eu queime minhas mãos nas cordas enquanto enforco seus senhores e sua tirania
Mas não me importarei
Pois quando busco o aconchego de meu lar
Limpo meus pés em sangue
Quando cozinho minha refeição
Cozinho-a em sangue
E a tempero ainda, com sangue
Das gavetas de meu guarda-roupas
Escorre sangue
Da pia de meu banheiro jorra sangue
De minha privada transborda sangue
Seu sangue
Meu sangue
Tirados de nós em prol da falácia do poder
Tirados de nós para engordar contas bancárias
Para moldar com diamantes as calçadas onde pisam os ricos
Vos digo agora embaixo deste temporal
Não viverei esta ilusão da forma que sempre foi retratada
Muros não me conterão
Não amarei bandeiras
E não me curvarei a nenhuma forma de vida humana ou divina
Lutem pelo que quiserem
Prazer ou desespero