Arcanjo Arcano - Poebos Abel
Poebos Abel
Poebos Abel é um leitor voraz de Literatura, Filosofia e Ciência. Cultiva o gosto pela poesia desde tenra idade, sendo um leitor ávido e entusiasta dos grandes poetas da língua portuguesa. Quando não está às voltas com a ciência e a filosofia, lê e faz poemas. Não cultiva gosto e estima pela métrica, pois pensa que ela limita e suprime o pensar e o dizer do poeta, mas nutre intensa devoção e carinho pela graciosa rima, por isso sua poesia é rimada e desmedida.
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Arcanjo Arcano

     

           Na virada do dia, momentos antes de Hipérion posicionar-se no meio do decano Urano, um Demônio de pele escura, olhos e cabelos da cor da noite e vastas asas negras, conduzia a Inocência para as entranhas de um sombrio e obscuro bosque.

           Sob a hipnose do seu olhar penetrante e sob os enganos do astuto verbo de sua arguta língua, o Demônio extirpou da simplória Criatura sua Natureza instintiva primordial, metamorfoseando-a numa anomalia para assim saciar e aniquilar suas vontades mais asquerosas e imundas e seus desejos mais insanos e atrozes.

           A Ruptura da Inocência transgrediu os Estatutos das Cortes Celestiais e violou as Leis Naturais conforme a natureza macho e fêmea, cobrindo de máculas a Ascendência Mortal e de vergonha a face das Divindades do pudor e da virtude para a eternidade do sempre. Tal Advento evidenciou o Primeiro Deicídio ocorrido ante a face daquela que nos acolheu e nos ofertou a vida.

           O Demônio que profanou a Inocência habita convosco a Héstia e desfruta contigo a Irmandade. Aquele que ousou transgredir a Inocência é um demônio de quem jamais desconfiarás; e, mesmo que venhas a desconfiar, jamais crerás na culpa dele.

Poebos Abel
Arcanjo Arcano

     

           Na virada do dia, momentos antes de Hipérion posicionar-se no meio do decano Urano, um Demônio de pele escura, olhos e cabelos da cor da noite e vastas asas negras, conduzia a Inocência para as entranhas de um sombrio e obscuro bosque.

           Sob a hipnose do seu olhar penetrante e sob os enganos do astuto verbo de sua arguta língua, o Demônio extirpou da simplória Criatura sua Natureza instintiva primordial, metamorfoseando-a numa anomalia para assim saciar e aniquilar suas vontades mais asquerosas e imundas e seus desejos mais insanos e atrozes.

           A Ruptura da Inocência transgrediu os Estatutos das Cortes Celestiais e violou as Leis Naturais conforme a natureza macho e fêmea, cobrindo de máculas a Ascendência Mortal e de vergonha a face das Divindades do pudor e da virtude para a eternidade do sempre. Tal Advento evidenciou o Primeiro Deicídio ocorrido ante a face daquela que nos acolheu e nos ofertou a vida.

           O Demônio que profanou a Inocência habita convosco a Héstia e desfruta contigo a Irmandade. Aquele que ousou transgredir a Inocência é um demônio de quem jamais desconfiarás; e, mesmo que venhas a desconfiar, jamais crerás na culpa dele.