Ode de Maldizer - Poebos Abel
Poebos Abel
Poebos Abel é um leitor voraz de Literatura, Filosofia e Ciência. Cultiva o gosto pela poesia desde tenra idade, sendo um leitor ávido e entusiasta dos grandes poetas da língua portuguesa. Quando não está às voltas com a ciência e a filosofia, lê e faz poemas. Não cultiva gosto e estima pela métrica, pois pensa que ela limita e suprime o pensar e o dizer do poeta, mas nutre intensa devoção e carinho pela graciosa rima, por isso sua poesia é rimada e desmedida.
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Ode de Maldizer

 

Quem será este ser que chamam de homem?!

Será uma aberração da mutação?!…

Terá sido um erro na evolução?!…

Ou será o sobrenatural lobisomem?!

 

Oh pobre homem! Tu não nasceste miserável!

E, no entanto, te tornaste abominável!

Não tens culpa! pois não escolheste nesta esfera

Nascer; não escolheste tornar-se fera!

 

Oh ingrato homem! O que ainda desejas?!

Pelo que ou por quem tanto pelejas?!

Já não basta o que tens, mísero mortal?!

Por acaso queres tu ser imortal?!

 

É este ser que anda sobre a face da terra

A semear entre nações discórdia e guerra!

Ele constitui uma hedionda corja de monstros

Que anda a vaguear pelo mundo como espectros!

 

Reles mortal! Por que te pensas invulnerável?!

Não vês que teu singular organismo é vulnerável

E está à mercê da bizarra avidez das bactérias,

Que te devoram e se saciam em tuas artérias?!

 

O homem originou-se na imundície da cópula!

E nessa imundície sem escrúpulos galgou a cúpula,

Violando as primícias do pudor com bizarra avidez,

Provida de inexpiável cobiça e repulsiva sordidez!

 

O dinheiro é o ter verdadeiro companheiro,

Que te guia na aprazível vanglória da jactância,

Moldando-te na sordidez da iníqua ganância,

Provida pelo teu inseparável parceiro!

 

Tu cultivas em teu quintal a prevaricação

E traz em si o pérfido caráter de perjuro!

Criatura iníqua! Abnega-te de tua aspiração,

Pois já é vindouro o teu galardão impuro!

Páginas: 1 2

Poebos Abel
Ode de Maldizer

 

Quem será este ser que chamam de homem?!

Será uma aberração da mutação?!…

Terá sido um erro na evolução?!…

Ou será o sobrenatural lobisomem?!

 

Oh pobre homem! Tu não nasceste miserável!

E, no entanto, te tornaste abominável!

Não tens culpa! pois não escolheste nesta esfera

Nascer; não escolheste tornar-se fera!

 

Oh ingrato homem! O que ainda desejas?!

Pelo que ou por quem tanto pelejas?!

Já não basta o que tens, mísero mortal?!

Por acaso queres tu ser imortal?!

 

É este ser que anda sobre a face da terra

A semear entre nações discórdia e guerra!

Ele constitui uma hedionda corja de monstros

Que anda a vaguear pelo mundo como espectros!

 

Reles mortal! Por que te pensas invulnerável?!

Não vês que teu singular organismo é vulnerável

E está à mercê da bizarra avidez das bactérias,

Que te devoram e se saciam em tuas artérias?!

 

O homem originou-se na imundície da cópula!

E nessa imundície sem escrúpulos galgou a cúpula,

Violando as primícias do pudor com bizarra avidez,

Provida de inexpiável cobiça e repulsiva sordidez!

 

O dinheiro é o ter verdadeiro companheiro,

Que te guia na aprazível vanglória da jactância,

Moldando-te na sordidez da iníqua ganância,

Provida pelo teu inseparável parceiro!

 

Tu cultivas em teu quintal a prevaricação

E traz em si o pérfido caráter de perjuro!

Criatura iníqua! Abnega-te de tua aspiração,

Pois já é vindouro o teu galardão impuro!

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