Quando eu morrer - Poebos Abel
Poebos Abel
Poebos Abel é um leitor voraz de Literatura, Filosofia e Ciência. Cultiva o gosto pela poesia desde tenra idade, sendo um leitor ávido e entusiasta dos grandes poetas da língua portuguesa. Quando não está às voltas com a ciência e a filosofia, lê e faz poemas. Não cultiva gosto e estima pela métrica, pois pensa que ela limita e suprime o pensar e o dizer do poeta, mas nutre intensa devoção e carinho pela graciosa rima, por isso sua poesia é rimada e desmedida.
E-mail:phisikys@gmail.com
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Quando eu morrer

Quando eu sucumbir, que meu mausoléu seja a cripta!

E que minha catacumba seja o funéreo columbário!

Que meu panteão seja a fúnebre lájea sob o cenotáfio!

E ficarei triste se encerrarem nela minha carcaça decrépita!

 

Quando eu perecer, que minh’alma não vá para o paraíso!

Que vá diretamente para as profundezas do inferno!

E que seja açoitada pelas terríveis Erínias sem sorriso,

Que hão de fazer com que o seu castigo seja eterno!

 

Quando eu expirar, que seja no leito de Hipno,

A panteística deidade arcana do sacro sono,

Que há de livrar-me da agonia e da dor forte

Das Queres, fazendo-me ter uma serena morte!

 

Quando eu padecer, que lancem meu cadáver às feras!

Que seja dilacerado e devorado pelas terríveis panteras!

Que participem também deste banquete as aves agourentas

E toda a bicharia que anseia por carniças sanguinolentas!

 

Quando na posteridade vier suceder minha morte,

Toda minha substância se dissolverá na fria esfera

Ou será arrancada da sepultura e devorada pela fera

Que espera avidamente pelo declínio de minha sorte!

 

Quando eu findar, minh’alma ficará no mundo material,

Tentando em vão transcender à esfera espiritual

Para livrar-se das ascas grades da esfera mundana

E alcançar a perfeição e a divindade do Nirvana!

 

Quando ouvires as badaladas dos sinos das catedrais,

Saberás que é a anunciação de minha morte!

Se após vires um abutre sobrevoando minha má sorte,

Saberás que minh’alma adentrou os reinos inexistenciais!

Poebos Abel
Quando eu morrer

Quando eu sucumbir, que meu mausoléu seja a cripta!

E que minha catacumba seja o funéreo columbário!

Que meu panteão seja a fúnebre lájea sob o cenotáfio!

E ficarei triste se encerrarem nela minha carcaça decrépita!

 

Quando eu perecer, que minh’alma não vá para o paraíso!

Que vá diretamente para as profundezas do inferno!

E que seja açoitada pelas terríveis Erínias sem sorriso,

Que hão de fazer com que o seu castigo seja eterno!

 

Quando eu expirar, que seja no leito de Hipno,

A panteística deidade arcana do sacro sono,

Que há de livrar-me da agonia e da dor forte

Das Queres, fazendo-me ter uma serena morte!

 

Quando eu padecer, que lancem meu cadáver às feras!

Que seja dilacerado e devorado pelas terríveis panteras!

Que participem também deste banquete as aves agourentas

E toda a bicharia que anseia por carniças sanguinolentas!

 

Quando na posteridade vier suceder minha morte,

Toda minha substância se dissolverá na fria esfera

Ou será arrancada da sepultura e devorada pela fera

Que espera avidamente pelo declínio de minha sorte!

 

Quando eu findar, minh’alma ficará no mundo material,

Tentando em vão transcender à esfera espiritual

Para livrar-se das ascas grades da esfera mundana

E alcançar a perfeição e a divindade do Nirvana!

 

Quando ouvires as badaladas dos sinos das catedrais,

Saberás que é a anunciação de minha morte!

Se após vires um abutre sobrevoando minha má sorte,

Saberás que minh’alma adentrou os reinos inexistenciais!