ALMA PENADA. - Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi, fanático por literatura maldita e contos góticos. Desenhista técnico, cinéfilo. Como Músico ja fui baixista/vocalista e principal compositor da banda death grind Abuso Verbal. Colecionador de tudo que é interessante. Comecei a pegar gosto em escrever, quando li "O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio", de Bukowski, em um sórdido verão de 2011. Tenho um canal no YT, onde faço entrevistas com bandas autorais e começaremos em breve a fazer documentários sobre diversos temas, sempre voltado a música pesada e a cultura alternativa.






ALMA PENADA.

Enfim, uma moça se aproximando da esquina. Pensei em assustar, pois era o que eu sabia fazer de melhor.

Quanto mais ela se aproximava, mais eu preparava meu olá.

Enfim, quando ela chegou bem próximo da esquina, eu soltei o meu cumprimento.

“Olá“.

Ela parou assustada. Forcou as vistas e me encarou nos olhos.

Parecia que ela estava me vendo. Deu um sorriso e retribuiu o olá.

Me escondi o máximo que pude atrás do poste. O medo se voltou contra mim.

Ela disse que estava me vendo, cantarolando a frase, ironicamente.

Eu sai de trás do poste, tremendo.

Ela se aproximou, pegou em minha mão. Conseguiu ter o contato físico que há tempos não tinha. Fiquei espantado.

Começou a caminhar, sem saber como, comecei a flutuar ao seu lado.

Ela andava a passos firmes, mas nunca tirava os olhos de mim. Chegamos em sua casa.

Ela ainda de mãos atadas comigo, me levou para um cômodo no fundo.

Abriu a porta e me colocou lá. Fechou a porta.

Quando percebi, ruídos de olá por todo lado. A escuridão do quarto de repente se iluminou com algo que não sabia o que era.

Percebi que tinha varias almas penadas ali. Muitas, muitas, muitas…

Se fosse dizer realmente, tinha mais do que o quarto suportava.

Percebi que estávamos ali para partirmos para outro plano. Percebi que a mulher devia ser algum agente celeste ou coisa assim.

Estava pronto para ir embora. Confesso que ainda queria assustar mais algumas pessoas.

Enfim, chegou a hora de partir…

 

 

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Rodrigo A. Leonardi
ALMA PENADA.

Enfim, uma moça se aproximando da esquina. Pensei em assustar, pois era o que eu sabia fazer de melhor.

Quanto mais ela se aproximava, mais eu preparava meu olá.

Enfim, quando ela chegou bem próximo da esquina, eu soltei o meu cumprimento.

“Olá“.

Ela parou assustada. Forcou as vistas e me encarou nos olhos.

Parecia que ela estava me vendo. Deu um sorriso e retribuiu o olá.

Me escondi o máximo que pude atrás do poste. O medo se voltou contra mim.

Ela disse que estava me vendo, cantarolando a frase, ironicamente.

Eu sai de trás do poste, tremendo.

Ela se aproximou, pegou em minha mão. Conseguiu ter o contato físico que há tempos não tinha. Fiquei espantado.

Começou a caminhar, sem saber como, comecei a flutuar ao seu lado.

Ela andava a passos firmes, mas nunca tirava os olhos de mim. Chegamos em sua casa.

Ela ainda de mãos atadas comigo, me levou para um cômodo no fundo.

Abriu a porta e me colocou lá. Fechou a porta.

Quando percebi, ruídos de olá por todo lado. A escuridão do quarto de repente se iluminou com algo que não sabia o que era.

Percebi que tinha varias almas penadas ali. Muitas, muitas, muitas…

Se fosse dizer realmente, tinha mais do que o quarto suportava.

Percebi que estávamos ali para partirmos para outro plano. Percebi que a mulher devia ser algum agente celeste ou coisa assim.

Estava pronto para ir embora. Confesso que ainda queria assustar mais algumas pessoas.

Enfim, chegou a hora de partir…

 

 

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