CRÔNICAS DE UM CANIBALISMO ANUNCIADO - Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi, fanático por literatura maldita e contos góticos. Desenhista técnico, cinéfilo. Como Músico ja fui baixista/vocalista e principal compositor da banda death grind Abuso Verbal. Colecionador de tudo que é interessante. Comecei a pegar gosto em escrever, quando li "O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio", de Bukowski, em um sórdido verão de 2011. Tenho um canal no YT, onde faço entrevistas com bandas autorais e começaremos em breve a fazer documentários sobre diversos temas, sempre voltado a música pesada e a cultura alternativa.






CRÔNICAS DE UM CANIBALISMO ANUNCIADO

Apresso-me para pegar a faca que está na cozinha, minha visita está chegando. Ando rápido, para deixar tudo pronto. Quero parecer empolgado, mais do que realmente estou. Há dias estou ansioso para esse momento.

Ela está vindo, praticar o que chamamos de amor, amor literalmente.

O telefone toca. Sua voz doce diz quanto tempo falta até minha casa. Cinco minutos

Arrumo meus aposentos, será uma noite magica em nossas vidas. O que planejei, vou fazer essa noite. Minha vítima, também está animada para tal feito.

Toc toc.

Ela chegou. Abro a porta com uma taça de vinho tinto. Parece bem mais bela do que nas fotos. Longos cabelos negros, com uma boca carnuda. Não conseguia parar de olhar para ela.

Plena.

A beijo no rosto, convido para entrar. Ela entra olha o ambiente. Sorri.

Sem uma palavra ela pega em minha mão. Me olha nos olhos, sorri novamente.

O silencio dizia tudo.

Me aproximo, a levo para o quarto, está tudo preparado. Câmeras ligadas. Facas afiadas.

                Começamos a nos despir loucamente entre beijos molhados. A essa altura estávamos com um desejo louco um pelo outro.

                A coloco na cama, a consumo de todas as formas.

                Estamos chegando no nosso ápice. Alcanço a faca.

Enfio em suas grossas coxas. Ela grita. Grita de prazer.

O sangue saindo, levo minha boca e a coloco na ferida, com a faca ainda estocada em sua perna.

Me lambuzo com seu sangue, tiro a faca. Penso onde posso enfia-la.

Dou mais um forte estocada na coxa, serro uma farta fatia, quase que cirurgicamente.

Como um pedaço de seu corpo. Ainda cru, sangrando. A beijo com o sangue escorrendo pelos cantos de minha boca. Ela vai ao delírio.

Gozamos loucamente.

Ela me pede para enfiar a faca em seu coração. Ela quer a morte. Se fascina por isso.

Eu faço. Enfio com tanta forca e espero ela dar um último suspiro.

Ela se foi sorrindo.

Rodrigo A. Leonardi
CRÔNICAS DE UM CANIBALISMO ANUNCIADO

Apresso-me para pegar a faca que está na cozinha, minha visita está chegando. Ando rápido, para deixar tudo pronto. Quero parecer empolgado, mais do que realmente estou. Há dias estou ansioso para esse momento.

Ela está vindo, praticar o que chamamos de amor, amor literalmente.

O telefone toca. Sua voz doce diz quanto tempo falta até minha casa. Cinco minutos

Arrumo meus aposentos, será uma noite magica em nossas vidas. O que planejei, vou fazer essa noite. Minha vítima, também está animada para tal feito.

Toc toc.

Ela chegou. Abro a porta com uma taça de vinho tinto. Parece bem mais bela do que nas fotos. Longos cabelos negros, com uma boca carnuda. Não conseguia parar de olhar para ela.

Plena.

A beijo no rosto, convido para entrar. Ela entra olha o ambiente. Sorri.

Sem uma palavra ela pega em minha mão. Me olha nos olhos, sorri novamente.

O silencio dizia tudo.

Me aproximo, a levo para o quarto, está tudo preparado. Câmeras ligadas. Facas afiadas.

                Começamos a nos despir loucamente entre beijos molhados. A essa altura estávamos com um desejo louco um pelo outro.

                A coloco na cama, a consumo de todas as formas.

                Estamos chegando no nosso ápice. Alcanço a faca.

Enfio em suas grossas coxas. Ela grita. Grita de prazer.

O sangue saindo, levo minha boca e a coloco na ferida, com a faca ainda estocada em sua perna.

Me lambuzo com seu sangue, tiro a faca. Penso onde posso enfia-la.

Dou mais um forte estocada na coxa, serro uma farta fatia, quase que cirurgicamente.

Como um pedaço de seu corpo. Ainda cru, sangrando. A beijo com o sangue escorrendo pelos cantos de minha boca. Ela vai ao delírio.

Gozamos loucamente.

Ela me pede para enfiar a faca em seu coração. Ela quer a morte. Se fascina por isso.

Eu faço. Enfio com tanta forca e espero ela dar um último suspiro.

Ela se foi sorrindo.