O CASO DA RUA 46 - Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi, fanático por literatura maldita e contos góticos. Desenhista técnico, cinéfilo. Como Músico ja fui baixista/vocalista e principal compositor da banda death grind Abuso Verbal. Colecionador de tudo que é interessante. Comecei a pegar gosto em escrever, quando li "O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio", de Bukowski, em um sórdido verão de 2011. Tenho um canal no YT, onde faço entrevistas com bandas autorais e começaremos em breve a fazer documentários sobre diversos temas, sempre voltado a música pesada e a cultura alternativa.






O CASO DA RUA 46

Talvez as pessoas não compreendiam esse caso até pouco tempo. Talvez por pura acomodação, ou por medo, elas as vezes ignoravam e se confortavam com outros prazeres, ao invés de tentar saber o que realmente tinha acontecido naquela velha casa, situada na Rua 46.

            Se passara muito tempo desde as ultimas noticias sobre tal fato. E como as coisas sempre foram, tudo se cai em um esquecimento. Lembro de muito tempo atrás esse caso ter chocado a paupérrima cidade, onde os telejornais locais transmitiram notícias sobre o caso.

            Cerca de algumas semanas atrás, conheci Celestina. Uma moradora dessa casa, alugou depois de todos os episódios estranhos ter acontecido.

            Ela estava internada em um hospital psiquiátrico bem vagabundo nos arredores de sítios e pequenos povoados, próximo à cidade. Tratada como louca, conheci quando fui nesse hospital visitar um amigo. Ela me olhou nos olhos e disse raivosa que ninguém ali entendia o que ela falava. Que achava que estava delirando, que no fundo eles sabiam de tudo e estavam tentando esconder a verdade.

Confesso que não dei muita atenção, mesmo já sabendo de toda a história, confesso que também a achei louca. Mas depois de alguns dias em casa, pensei bem. Como sou um entusiasta da curiosidade, das conspirações, voltei a analisar o caso através das poucas coisas que tinham na internet. Resolvi ir ao bar e perguntar para as pessoas de mais idade do que eu. Perguntar qual era a visão deles naquele caso. Ia ser difícil, porém não impossível. As pessoas evitavam falar sobre isso. Os mais novos já viam essa notícia como lenda urbana, algo leve e digno de boas estórias para se contar sentado no meio fio bebendo algo, ou em volta de alguma fogueira em dias de frio.

Porém, quis me aprofundar a fazer essa pesquisa, me interessei novamente.

Resolvi fazer.

Acredito que algumas pessoas não vão acreditar no que vou relatar, vão achar cômico, trágico e talvez, somente talvez, um pouco assustador.

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Rodrigo A. Leonardi
O CASO DA RUA 46

Talvez as pessoas não compreendiam esse caso até pouco tempo. Talvez por pura acomodação, ou por medo, elas as vezes ignoravam e se confortavam com outros prazeres, ao invés de tentar saber o que realmente tinha acontecido naquela velha casa, situada na Rua 46.

            Se passara muito tempo desde as ultimas noticias sobre tal fato. E como as coisas sempre foram, tudo se cai em um esquecimento. Lembro de muito tempo atrás esse caso ter chocado a paupérrima cidade, onde os telejornais locais transmitiram notícias sobre o caso.

            Cerca de algumas semanas atrás, conheci Celestina. Uma moradora dessa casa, alugou depois de todos os episódios estranhos ter acontecido.

            Ela estava internada em um hospital psiquiátrico bem vagabundo nos arredores de sítios e pequenos povoados, próximo à cidade. Tratada como louca, conheci quando fui nesse hospital visitar um amigo. Ela me olhou nos olhos e disse raivosa que ninguém ali entendia o que ela falava. Que achava que estava delirando, que no fundo eles sabiam de tudo e estavam tentando esconder a verdade.

Confesso que não dei muita atenção, mesmo já sabendo de toda a história, confesso que também a achei louca. Mas depois de alguns dias em casa, pensei bem. Como sou um entusiasta da curiosidade, das conspirações, voltei a analisar o caso através das poucas coisas que tinham na internet. Resolvi ir ao bar e perguntar para as pessoas de mais idade do que eu. Perguntar qual era a visão deles naquele caso. Ia ser difícil, porém não impossível. As pessoas evitavam falar sobre isso. Os mais novos já viam essa notícia como lenda urbana, algo leve e digno de boas estórias para se contar sentado no meio fio bebendo algo, ou em volta de alguma fogueira em dias de frio.

Porém, quis me aprofundar a fazer essa pesquisa, me interessei novamente.

Resolvi fazer.

Acredito que algumas pessoas não vão acreditar no que vou relatar, vão achar cômico, trágico e talvez, somente talvez, um pouco assustador.

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