TENTATIVA DE AJUDA FALHA - Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi
Rodrigo A. Leonardi, fanático por literatura maldita e contos góticos. Desenhista técnico, cinéfilo. Como Músico ja fui baixista/vocalista e principal compositor da banda death grind Abuso Verbal. Colecionador de tudo que é interessante. Comecei a pegar gosto em escrever, quando li "O Capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio", de Bukowski, em um sórdido verão de 2011. Tenho um canal no YT, onde faço entrevistas com bandas autorais e começaremos em breve a fazer documentários sobre diversos temas, sempre voltado a música pesada e a cultura alternativa.






TENTATIVA DE AJUDA FALHA

Tomo umas pílulas, ante depressivas, mas outros remédios…

Me sinto leve, zonza. Já sentira e conhecera muito bem essa sensação, pois as vezes eu extrapolava nos barbitúricos. Nos últimos tempos estava bem íntimo deles.

Não consigo dormir, tomo mais alguns remédios. Ainda nada…

Entro em desespero, não era possível aquele tanto de remédio e eu ainda acordada. Penso em tomar mais alguns.

Me levanto, cambaleando e percebo que as coisas não vão bem.

Mas o sono não vem. Resolvo tomar mais algumas pílulas.

As tomo.

Por cerca das três da manhã, ou quinze minutos depois da última dose, não me sinto bem, sinto meu coração acelerar, numa tentativa natural de reverter as coisas que estão acontecendo dentro de mim.

Pegou o telefone, tento ligar para um amigo… não consigo discar…

Tento de novo. não consigo sequer segurar o aparelho…

Adormeço… dessa vez não tive tempo de pedir ajuda…

Os paramédicos chegam pela manhã, me colocam num saco e me levam para a autopsia…

Páginas: 1 2

Rodrigo A. Leonardi
TENTATIVA DE AJUDA FALHA

Tomo umas pílulas, ante depressivas, mas outros remédios…

Me sinto leve, zonza. Já sentira e conhecera muito bem essa sensação, pois as vezes eu extrapolava nos barbitúricos. Nos últimos tempos estava bem íntimo deles.

Não consigo dormir, tomo mais alguns remédios. Ainda nada…

Entro em desespero, não era possível aquele tanto de remédio e eu ainda acordada. Penso em tomar mais alguns.

Me levanto, cambaleando e percebo que as coisas não vão bem.

Mas o sono não vem. Resolvo tomar mais algumas pílulas.

As tomo.

Por cerca das três da manhã, ou quinze minutos depois da última dose, não me sinto bem, sinto meu coração acelerar, numa tentativa natural de reverter as coisas que estão acontecendo dentro de mim.

Pegou o telefone, tento ligar para um amigo… não consigo discar…

Tento de novo. não consigo sequer segurar o aparelho…

Adormeço… dessa vez não tive tempo de pedir ajuda…

Os paramédicos chegam pela manhã, me colocam num saco e me levam para a autopsia…

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