A Estrela da Manhã - Allan Fear, Sem categoria
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





A Estrela da Manhã

As velas brancas foram acesas uma após a outra. Elas queimaram e se foram, deixando aquelas lágrimas de cera derretida.

            Ele se ajoelhou diante do altar implorando ao altíssimo por ajuda. A ajuda que nunca veio.

            Ele suplicou diante das imagens santas, mas aqueles rostos vazios permaneceram petrificados. Não houve sequer um sinal.

            Lágrimas de dor, de angústia e de frustração rolaram por sua face. A cada findar do dia ele se sentia pior, mais miserável.

            O rostinho daquele anjinho, aquela que era tudo que lhe restara na droga de vida, permanecia pálido e sereno.

            Pobre e doce Hanna, tão novinha, tinha toda uma vida pela frente, mas uma maldita doença a deixou ali, presa àquele leito entre a vida e a morte.

            Pobre Hanna os médicos não podiam ajudar, eles apenas esperavam enquanto os aparelhos mantinham-na viva.

            Sem esperança para a pobre Hanna. Ele sentia falta dos sorrisos da filha, tão parecida com a mãe, oh! Pobre mulher que repousava a sete palmos de terra, vitimada pelo parto da única filha.

            Aquele pai sofredor derramava lágrimas diante do leito da filha. A angústia o corroía por dentro. Hanna era tudo que lhe restava, era sua razão de viver.

            Naquela madrugada triste e fria quando ele foi chamado às pressas para o hospital, a vida de sua filha estava por um fio meio partido de teia de aranha. O pobre homem pediu para ficar a sós com sua amada filha.

        

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Allan Fear
A Estrela da Manhã

As velas brancas foram acesas uma após a outra. Elas queimaram e se foram, deixando aquelas lágrimas de cera derretida.

            Ele se ajoelhou diante do altar implorando ao altíssimo por ajuda. A ajuda que nunca veio.

            Ele suplicou diante das imagens santas, mas aqueles rostos vazios permaneceram petrificados. Não houve sequer um sinal.

            Lágrimas de dor, de angústia e de frustração rolaram por sua face. A cada findar do dia ele se sentia pior, mais miserável.

            O rostinho daquele anjinho, aquela que era tudo que lhe restara na droga de vida, permanecia pálido e sereno.

            Pobre e doce Hanna, tão novinha, tinha toda uma vida pela frente, mas uma maldita doença a deixou ali, presa àquele leito entre a vida e a morte.

            Pobre Hanna os médicos não podiam ajudar, eles apenas esperavam enquanto os aparelhos mantinham-na viva.

            Sem esperança para a pobre Hanna. Ele sentia falta dos sorrisos da filha, tão parecida com a mãe, oh! Pobre mulher que repousava a sete palmos de terra, vitimada pelo parto da única filha.

            Aquele pai sofredor derramava lágrimas diante do leito da filha. A angústia o corroía por dentro. Hanna era tudo que lhe restava, era sua razão de viver.

            Naquela madrugada triste e fria quando ele foi chamado às pressas para o hospital, a vida de sua filha estava por um fio meio partido de teia de aranha. O pobre homem pediu para ficar a sós com sua amada filha.

        

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