Carne fresca - parte 02 - Tatianie Kiosia
Tatianie Kiosia
Tatianie Kiosia reside em Campinas no interior de São Paulo, tem 35 anos e é artesã e escritora, autora de contos de horror, caracterizada por um mórbido e culto refinamento singular apenas aos indivíduos cuja ironia cáustica somada à criativa imaginação culminam em textos de profundo horror. Por anos foi mantenedora e coeditora do fanzine Vampyrum Spectrum, publicação dedicada á música extrema e ocultismo que circulou ativamente pelo necrounderground brasileiro e que deverá ressurgir numa obscura aurora. É idealizadora do blog Escritos do Inferno, insano depositário de muitos de seus contos de horror e de histórias causadoras de forte repulsa, não recomendado aos indivíduos mais frágeis. Escritos do Inferno é também o título de seu primeiro livro, obra publicada de forma independente pelo Clube de Autores durante o ano de 2017 que reúne vários de seus trabalhos, alguns escritos no início da adolescência.
Hoje vive literalmente de sua arte, e nas poucas horas vagas escreve contos inspirados em sonhos estranhos, lembranças bizarras e fatos insólitos do dia a dia.
E-mail: tatianie_kiosia@hotmail.com
Facebook: facebook.com/tatianie.kiosia
Site: escritosdoinferno.wordpress.com






Carne fresca – parte 02

– Sinto muito, sou um burro, deveria ter percebido que você não poderia comer por estar presa. Mas vou te tirar daí, e logo.

A seringa na mão dele só a deixou mais em pânico. Balbuciando não e não, e debatendo-se o quanto podia, Marcela tentava se defender, mas ele subiu em cima dela e de forma desajeitada aplicou uma dose dupla de sedativo. Em poucos minutos ela já estava com o corpo todo amolecido, os olhos revirados, e então ele tirou as algemas dela. Com certa dificuldade, ele foi arrastando Marcela até o quarto que havia sido preparado para ela, prendeu a corrente em seu tornozelo, e sem fechar a porta, foi até a cozinha preparar-lhe um lanche, afinal, a última coisa que ele faria a uma hóspede seria deixa-la com fome.

Ele levou a bandeja, com um pão com presunto, queijo, alface e maionese, e mais um copo de suco, até o quarto onde estava Marcela. Ela estava desmaiada devido ao efeito do sedativo, e ele calculou que ela iria demorar muito para acordar. Ele ficou ali sentado em frente a ela, observando-a com desejo, não o desejo natural dos homens, mas desejo por aquela carne tenra, macia… Não, Daniel não iria esperar ela acordar para depois ter que sedá-la novamente. O sedativo era caro e complicado de arrumar, e já que Marcela estava totalmente dopada, ele resolveu que aquele era o momento ideal de finalmente cumprir seu plano principal.

Pegando a serra, ele mediu o tanto que deveria cortar da perna. Que pernas lindas e roliças! Garotas gordinhas eram mesmo as melhores. Posicionando a serra pouco abaixo dos joelhos, decidiu que aquele era o local ideal. O corpo dela estremeceu quando a serra, com grande eficiência, penetrou naquela carne até os ossos, e sem demora, separou-a do resto do corpo. O sangue jorrou formando rapidamente uma poça. O corpo de Marcela estremecia de uma maneira estranha que deixou Daniel preocupado, talvez ela estivesse entrando em choque, mas ele não sabia. Não importava, com aquele pedaço de perna em mãos, ele precisava agir rápido para não perder sua fonte de carne fresca: pegou os materiais de primeiros socorros e fez um torniquete no toco da perna. Observando o branco do curativo se tornar vermelho, ele finalmente, após anos apenas sonhando, mordeu e mastigou aquela carne sanguenta, com tanto gosto, e engoliu após ela ter sido bem mastigada, sentindo-se cheio de vida e energia.

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Tatianie Kiosia
Carne fresca – parte 02

– Sinto muito, sou um burro, deveria ter percebido que você não poderia comer por estar presa. Mas vou te tirar daí, e logo.

A seringa na mão dele só a deixou mais em pânico. Balbuciando não e não, e debatendo-se o quanto podia, Marcela tentava se defender, mas ele subiu em cima dela e de forma desajeitada aplicou uma dose dupla de sedativo. Em poucos minutos ela já estava com o corpo todo amolecido, os olhos revirados, e então ele tirou as algemas dela. Com certa dificuldade, ele foi arrastando Marcela até o quarto que havia sido preparado para ela, prendeu a corrente em seu tornozelo, e sem fechar a porta, foi até a cozinha preparar-lhe um lanche, afinal, a última coisa que ele faria a uma hóspede seria deixa-la com fome.

Ele levou a bandeja, com um pão com presunto, queijo, alface e maionese, e mais um copo de suco, até o quarto onde estava Marcela. Ela estava desmaiada devido ao efeito do sedativo, e ele calculou que ela iria demorar muito para acordar. Ele ficou ali sentado em frente a ela, observando-a com desejo, não o desejo natural dos homens, mas desejo por aquela carne tenra, macia… Não, Daniel não iria esperar ela acordar para depois ter que sedá-la novamente. O sedativo era caro e complicado de arrumar, e já que Marcela estava totalmente dopada, ele resolveu que aquele era o momento ideal de finalmente cumprir seu plano principal.

Pegando a serra, ele mediu o tanto que deveria cortar da perna. Que pernas lindas e roliças! Garotas gordinhas eram mesmo as melhores. Posicionando a serra pouco abaixo dos joelhos, decidiu que aquele era o local ideal. O corpo dela estremeceu quando a serra, com grande eficiência, penetrou naquela carne até os ossos, e sem demora, separou-a do resto do corpo. O sangue jorrou formando rapidamente uma poça. O corpo de Marcela estremecia de uma maneira estranha que deixou Daniel preocupado, talvez ela estivesse entrando em choque, mas ele não sabia. Não importava, com aquele pedaço de perna em mãos, ele precisava agir rápido para não perder sua fonte de carne fresca: pegou os materiais de primeiros socorros e fez um torniquete no toco da perna. Observando o branco do curativo se tornar vermelho, ele finalmente, após anos apenas sonhando, mordeu e mastigou aquela carne sanguenta, com tanto gosto, e engoliu após ela ter sido bem mastigada, sentindo-se cheio de vida e energia.

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