Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Wan Moura
Sou uma alma fragmentada que geralmente caminha beirando o precipício. Já acordei nas Montanhas da Loucura e já passei pelo Desfiladeiro do Medo. Peguei carona com o dono do Buick 8 e já fui mordido por um cão, Cujo dono era O Iluminado. Eu durmo em criptas e tento colaborar com O Corvo que, dia após dia, consome meu Coração Satânico. Enfim, esse sou eu! Canceriano, negro de cor e coração nefasto, viciado num bom e velho Rock, um tatuado nascido sob o segundo dia de um Julho de 1989, eletricista como ganha pão e que escreve com o nobre intuito de espalhar um amargo veneno cáustico no ar, apenas para admirar o caos de camarote. Um ser bizarro, praticante da Lei de Talião e apaixonado pelo que é macabro e obscuro. Wan Moura é uma centelha mefistofélica vivendo clandestinamente na capital maranhense. Sou tudo isso e nenhuma molécula a mais.
E-mail: wandersonwmoura@gmail.com
Wattpad: WanMoura






Voyeurismo Barkeriano

Um zunido escapa de seus lábios e quando o encaro, vejo que está olhando para o nosso reflexo no espelho acima da pia. Ele me reconhece, cacareja meu nome e convulsiona. Golfadas de sangue e vômito são lançados para cima e caem como pedra na face de meu Romeu. Eu vejo quando mais bolhas surgem em seu rosto e as ajudo a desabrochar usando minhas unhas. O corpo dele fervilha como o de Márcia, mas ainda está vivo. Aproximo-me e vejo quando seus olhos se liquefazem; a pele estica até romper como papel, os dentes trincam e se esfarelam. Ouço o coração de meu Romeu assassino estourar com um Plóc! Igual ao som das bolas de goma de mascar. Jhonny dá seu último suspiro e eu dou um sorriso em agradecimento ao seu sacrifício. E para fechar minha parte no acordo com os Cenobitas, Mestres do Mundo Inferior; escrevo no espelho com o sangue de meu assassino: “Está feito!”.

Minha dívida foi paga.

 

Páginas: 1 2 3 4

Wan Moura
Voyeurismo Barkeriano

Um zunido escapa de seus lábios e quando o encaro, vejo que está olhando para o nosso reflexo no espelho acima da pia. Ele me reconhece, cacareja meu nome e convulsiona. Golfadas de sangue e vômito são lançados para cima e caem como pedra na face de meu Romeu. Eu vejo quando mais bolhas surgem em seu rosto e as ajudo a desabrochar usando minhas unhas. O corpo dele fervilha como o de Márcia, mas ainda está vivo. Aproximo-me e vejo quando seus olhos se liquefazem; a pele estica até romper como papel, os dentes trincam e se esfarelam. Ouço o coração de meu Romeu assassino estourar com um Plóc! Igual ao som das bolas de goma de mascar. Jhonny dá seu último suspiro e eu dou um sorriso em agradecimento ao seu sacrifício. E para fechar minha parte no acordo com os Cenobitas, Mestres do Mundo Inferior; escrevo no espelho com o sangue de meu assassino: “Está feito!”.

Minha dívida foi paga.

 

Páginas: 1 2 3 4