Saudade - Wender Lucas Fernandes
Wender Lucas Fernandes
Humano podre, escritor maldito e alcoólatra degenerado. Moro na infernal cidade de Palmeira dos Índios- AL, escrevo desde 2014, meus companheiros de porre são Augusto dos Anjos (que me ensinou a necessidade inevitável que o homem tem de ser fera, diante dessa sociedade doentia e acabada) Charles Bukowski (Que me ensinou que o pior problema que um homem pode ter, é estar sóbrio) e Thoreau (Que me ensinou a desconfiar de qualquer atividade que requeira roupa nova). Casado com a insanidade, amante da tosqueira e inimigo da sociedade,tento passar alguns pensamentos aleatórios para um pedaço de papel.





Saudade

 

Hoje a saudade me apunhalou

 Com um golpe certeiro acertando-me o peito,

E com lembranças perdidas

Arrancou-me as tripas.

 

As mágoas que caem em tormento,

Vísceras que escorrem com escrementos,

Na soledade da noite silenciosa,

Com rosas e espinhos batendo a minha porta.

 

O sentimento que ruína a mente,

Lembrando dos planos que eram aparentes,

Da vida pensada sem calma,

 Que no fim dilacerou-me a alma.

 

Logo a vista escurece

E o silêncio se toma sem prece

A última dor aperta com sorte

E à minha direita, observa o anjo da morte.

 

 

Hoje a saudade me apunhalou

 Com um golpe certeiro acertando-me o peito,

E com lembranças perdidas

Arrancou-me as tripas.

 

As mágoas que caem em tormento,

Vísceras que escorrem com escrementos,

Na soledade da noite silenciosa,

Com rosas e espinhos batendo a minha porta.

 

O sentimento que ruína a mente,

Lembrando dos planos que eram aparentes,

Da vida pensada sem calma,

 Que no fim dilacerou-me a alma.

 

Logo a vista escurece

E o silêncio se toma sem prece

A última dor aperta com sorte

E à minha direita, observa o anjo da morte.