Porta 42 - William Fontana
William Fontana
Pseudônimo de Gerson M.A. fotógrafo, contista, novelista, ensaísta, teólogo, filósofo e pedagogo por formação. Portador da Síndrome de Aspeger com dupla excepcionalidade, superdotado (Qi 163) e cristão, trabalhou em eventos culturais nas Lonas Culturais no Rio (2002) onde produziu e fotografou, com fotos publicadas em jornais cariocas. Posteriormente trabalhou na Globo como fiscal de figuração pela agência MMCDI na novela Avenida Brasil (2012). Membro votante do Plano Estadual do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Rio de Janeiro, membro do CLFC (Clube de Leitores de Ficção Científica), UBE (União Brasileira de Escritores) e da Sal (Sociedade de Artes de São Gonçalo), escreveu artigos para a Revista Somnium, teve mais 35 contos selecionados e publicados na Revista Litera, site Maldohorror, Primeiro Capítulo, Conexão Literatura, Creepypasta Brasil, Revista Literomancia, nas antologias Arte do Terror, Mirage, Nemephile, assim como autor da semana com artigos de destaque na Obvious Mag. Finalista de diversos concursos literários, tendo os contos 'O Poço' (2017) e ‘Inominável do Além’ (2018) e 'Império de Tendor' (2019) selecionado como um dos melhores de seus respectivos anos pela revisa Litera Livre. Tem 30 livros escritos e dois publicados, 'Adormecidos' (2011 - Ryoki Produções) e 'Síndrome Celestial' (2013 - Ed. Multifoco).






Porta 42

            Quando minha mãe encontrou o cão morto ela entrou em pânico, a bondade, amor e empatia humana sempre fora a fraqueza de pessoas comuns, mas sou maior que isso. Aleguei para ela que o encontrei na rua após ele fugir da coleira quando passeava na rua, ela não estava preparada para a verdade divina. Novamente ela acreditou mesmo que a essa altura eu mesmo passava a usar as drogas alucinógenas que punha para esse cão, o Billy. Usava as drogas especialmente durante as sessões de tortura que se seguia com animais que achava na rua, junto com aquele meu amigo, o Roberto.

            Roberto inicialmente gostava, mas ele não era forte o bastante para o que estava por vir. Tolo, nega a verdadeira essência do poder divino! Naquela época estudava para o vestibular e achava lindo sacrifício de animais em terreiros de umbanda, analisava suas mortes e as reproduzia. Passei então a desovar uma grande gama de material de pesquisa dos principais serial killers da história. Estudava com muito carinho seus modos operandi e assinaturas em seus crimes, era muito lindo! O que mais me fascinava e fazia-me sentir vivo era os detalhes dos assassinatos, dos que estripam a estupros, sejam eles feito em rituais diabólicos ou não todos expressavam beleza singular, era grandioso demais suas obras primas!

            Naquela época tentava reproduzir isso em alguns animais, mas sua anatomia não era igual a humana e precisava de corpos humanos para conseguir entender a dimensão magnifica daquilo.

            Fora por isso que escolhi medicina no vestibular, a possibilidade de dissecar corpos humanos e esquadrinhar seus órgãos me permitia um prazer ímpar. Fora assim que um dia uma colega minha percebeu meu jeito com os órgãos de um indigente espalhados sobre a mesa, absorto em meus pensamentos sorria ao contemplar o interior do morto nas minhas mãos, meu poder sobre o corpo, meu domínio sobre eles era incrível!

            Porém, o colega de classe comentou o comportamento atípico com os demais da turma o que levou a rumores a típicos, a solução óbvia para isso seria deliberar rumores contra o próprio o que fiz com eficiência pois para mim minha reputação era mais do que tudo, queria ser louvado e adorado pelas pessoas. Como os tolos dizem é a vaidosa necessidade hipócrita de dissimular a bondade para ter louvor de pessoas que ignoram a verdade. E como amo os ignorantes que sendo idiotas úteis logo presenciaram minha ascensão onde a desgraça daquela colega ao colocar fotos de crianças dentro de sua mochila e um bilhete impresso onde ele expressava seu ódio contra mim e como queria fazer o mesmo comigo. Era muito importante a projeção de deméritos próprios em terceiros, especialmente nas vítimas, tocar fogo em tudo e assistir de longe enquanto fumo, aquilo era como um quase orgasmo.

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William Fontana
Porta 42

            Quando minha mãe encontrou o cão morto ela entrou em pânico, a bondade, amor e empatia humana sempre fora a fraqueza de pessoas comuns, mas sou maior que isso. Aleguei para ela que o encontrei na rua após ele fugir da coleira quando passeava na rua, ela não estava preparada para a verdade divina. Novamente ela acreditou mesmo que a essa altura eu mesmo passava a usar as drogas alucinógenas que punha para esse cão, o Billy. Usava as drogas especialmente durante as sessões de tortura que se seguia com animais que achava na rua, junto com aquele meu amigo, o Roberto.

            Roberto inicialmente gostava, mas ele não era forte o bastante para o que estava por vir. Tolo, nega a verdadeira essência do poder divino! Naquela época estudava para o vestibular e achava lindo sacrifício de animais em terreiros de umbanda, analisava suas mortes e as reproduzia. Passei então a desovar uma grande gama de material de pesquisa dos principais serial killers da história. Estudava com muito carinho seus modos operandi e assinaturas em seus crimes, era muito lindo! O que mais me fascinava e fazia-me sentir vivo era os detalhes dos assassinatos, dos que estripam a estupros, sejam eles feito em rituais diabólicos ou não todos expressavam beleza singular, era grandioso demais suas obras primas!

            Naquela época tentava reproduzir isso em alguns animais, mas sua anatomia não era igual a humana e precisava de corpos humanos para conseguir entender a dimensão magnifica daquilo.

            Fora por isso que escolhi medicina no vestibular, a possibilidade de dissecar corpos humanos e esquadrinhar seus órgãos me permitia um prazer ímpar. Fora assim que um dia uma colega minha percebeu meu jeito com os órgãos de um indigente espalhados sobre a mesa, absorto em meus pensamentos sorria ao contemplar o interior do morto nas minhas mãos, meu poder sobre o corpo, meu domínio sobre eles era incrível!

            Porém, o colega de classe comentou o comportamento atípico com os demais da turma o que levou a rumores a típicos, a solução óbvia para isso seria deliberar rumores contra o próprio o que fiz com eficiência pois para mim minha reputação era mais do que tudo, queria ser louvado e adorado pelas pessoas. Como os tolos dizem é a vaidosa necessidade hipócrita de dissimular a bondade para ter louvor de pessoas que ignoram a verdade. E como amo os ignorantes que sendo idiotas úteis logo presenciaram minha ascensão onde a desgraça daquela colega ao colocar fotos de crianças dentro de sua mochila e um bilhete impresso onde ele expressava seu ódio contra mim e como queria fazer o mesmo comigo. Era muito importante a projeção de deméritos próprios em terceiros, especialmente nas vítimas, tocar fogo em tudo e assistir de longe enquanto fumo, aquilo era como um quase orgasmo.

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