Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Alan Cassol
Uma vez levei um tapão na boca porque comi terra. Hoje, fico dando coice nas perninhas que fofocam pensamentos binários. Não afugento nada quando escrevo, mas divido farelinhos de vergonha na cara com quem quiser de um que não. Concordo com o Stieg Larsson





Desbotado

Caminha, grande ser desbotado
Seja o tétano dos alegres
Mergulha na poça de lama
E coma as pedras da mentira colorida
Devolva os pensamentos otimistas
A quem não sabe o que fazer com eles

Sinta a queimada da soga
No lombo rachado, na falha
Onde pisam os parasitas semianárquicos
Que são sofômanos da boa vontade
E a forma de paralisá-los momentaneamente
É no flagelo com correntes putrefatas

Quem ficou cravado no chão
Para ver o movimento da cólera serpenteando?
A dor do aço, sangra e ferve nas mãos calejadas
Depois da grande noite de mordidas e dentes quebrados
A Calma avisa, por carta, que não voltará
“Não volto para o açoite do imediatismo sínico”
E a Calma agora é um deus

Caminha, grande ser desbotado
A vida dá voltas na corda
Já sentiu vontade de arrancar a pele?
É claro que não, porque não há mais nada para sair
A magia do espelho avisa que não há cara
De pé no chão corre mais o fio da faca
Como a vida foge lambendo os beiços, arreganhada

Alan Cassol
Desbotado

Caminha, grande ser desbotado
Seja o tétano dos alegres
Mergulha na poça de lama
E coma as pedras da mentira colorida
Devolva os pensamentos otimistas
A quem não sabe o que fazer com eles

Sinta a queimada da soga
No lombo rachado, na falha
Onde pisam os parasitas semianárquicos
Que são sofômanos da boa vontade
E a forma de paralisá-los momentaneamente
É no flagelo com correntes putrefatas

Quem ficou cravado no chão
Para ver o movimento da cólera serpenteando?
A dor do aço, sangra e ferve nas mãos calejadas
Depois da grande noite de mordidas e dentes quebrados
A Calma avisa, por carta, que não voltará
“Não volto para o açoite do imediatismo sínico”
E a Calma agora é um deus

Caminha, grande ser desbotado
A vida dá voltas na corda
Já sentiu vontade de arrancar a pele?
É claro que não, porque não há mais nada para sair
A magia do espelho avisa que não há cara
De pé no chão corre mais o fio da faca
Como a vida foge lambendo os beiços, arreganhada