Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Alexander Ribeiro
Natural do Rio de Janeiro. É servidor público municipal. Apesar de ser formado em cinema, foi na literatura que encontrou o meio ideal para expressar sua imaginação. Desde criança é fascinado pelo gênero fantástico, em especial, o horror. Artistas de diferentes mídias o influenciaram como Stephen King, H.P. Lovecraft, Neil Gaiman, Alan Moore, Grant Morrison, John Carpenter, Lucio Fulci, Dario Argento e Guilhermo del Toro.







A Coisa da Velha Mansão

Depois do terceiro dia de faxina, era chegada a hora do descanso, e seu corpo cansado quase desmaiou na cama. Durante a madrugada, novamente o choro rompeu o seu sono, seguido de um rosnado mais intenso que os das noites anteriores. Um arrepio percorreu sua espinha e o suor frio brotou de sua testa… e ele quase se urinou nas calças como uma criança. Desta vez não conseguia se convencer mais que aquilo se tratava de uma armação ou “pegadinha”. Após passar alguns segundos paralisado na cama pelo medo, ele se levantou, tomado pela curiosidade de descobrir que macabro som era esse que vinha atormentando seu sono. A curiosidade era maior que o seu medo…

ele precisava saber o que era aquilo. Descendo à sala, desta vez ele se deparou com uma mancha ainda maior daquele estranho liquido viscoso. E enquanto a fitava, ouviu outro rosnado agora vindo da cozinha … andando lentamente e tomado pelo medo, ele entrou na cozinha e acendeu a luz , e no chão havia outra mancha, desta vez menor daquele, estranho liquido. Para se proteger da coisa, ele foi ate a gaveta de facas e pegou a maior que viu. Eis que outro rosnado, desta vez mais lento e arrastado, quebrou o silencio. A origem do som parecia vir do porão da casa …receoso, ele passou pela cozinha e seguiu a esquerda pelo corredor que havia depois, ate chegar á porta do porão. Foi então que ele foi tomado por outro arrepio: a porta estava aberta, e aquele estranho odor de Èter com futum emanava de lá. Após ficar parado, fitando a porta escancarada diante de si, ele tomou coragem e entrou. Puxou a corda que acendia a luz e ao fazê-lo, notou que haviam manchas do liquido viscoso nos degraus. Ele foi descendo lentamente, desviando do líquido. Mas eis que durante a descida, outro rosnado ele ouviu, e desta vez foi o mais assustador, pois a coisa parecia estar próxima … demais. Sentiu o mais intenso arrepio na espinha que sentiu na vida, e suas pernas tremeram e ele escorregou, caindo sobre a escada e o próprio corpo, batendo com as costas sobre o chão abaixo da escada. Machucado pelo impacto, ele se levantou com dificuldade. Suas costelas doíam muito e ele ficou com receio de te-las fraturado. Sua camisa estava toda úmida do liquido viscoso, e o cheiro era tão insuportável quanto perturbador.

Apos pegar a faca, ele começou a seguir o rastro do liquido viscoso que continuava a direita por entre quadros que estavam no chão, dentro de sacos. Curioso, ele olhou os quadros e eram pinturas de pessoas, e ele as reconheceu: eram as pessoas que estavam praticando o ritual com o qual ele sonhou. Ele então botou os quadros em seu lugar e seguiu adiante, e o caminho dava pra uma outra sala dentro do porão, atrás de uma porta secreta, com o formato da parede, que agora estava escancarada, e, que para seu espanto, era a sala onde ocorreu o ritual… o pentagrama ainda estava no chão, e haviam manchas de sangue que pareciam estar lá há anos. Assim como as velas da antiga cerimonia, No centro do pentagrama havia um excesso do liquido viscoso. Era um conjunto horripilante, algo realmente saído de um pesadelo.

Enquanto fitava o macabro cenário, eis que ouviu aquele mórbido rosnado, agora bem atras de si. Seu corpo foi tomado por um terror gélido, e começou a tremer, e mesmo com muito medo , ele se virou para trás para olhar a coisa. E o que viu era quase indescritível em palavras: era um corpo que se parecia com um tronco de árvore andando sobre uma cauda que parecia uma lesma. Do corpo saiam tentáculos rosados parecidos com os de um polvo. E acima destes haviam olhos negros como a escuridão da mais macabra noite, e eram vários … dezenas de olhos fazendo uma completa volta no tronco, e acima deles na extremidade do tronco, havia uma grande boca cheia de dentes pontiagudos, aberta para o céu, e dentro dela parecia haver outra, com a mesma quantidade de dentes. Era realmente uma visão inominável, indizível, impronunciável… e ele sentia tanto medo quando fascínio e sua mente não conseguia assimilar a visão diante de si.

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Alexander Ribeiro
A Coisa da Velha Mansão

Depois do terceiro dia de faxina, era chegada a hora do descanso, e seu corpo cansado quase desmaiou na cama. Durante a madrugada, novamente o choro rompeu o seu sono, seguido de um rosnado mais intenso que os das noites anteriores. Um arrepio percorreu sua espinha e o suor frio brotou de sua testa… e ele quase se urinou nas calças como uma criança. Desta vez não conseguia se convencer mais que aquilo se tratava de uma armação ou “pegadinha”. Após passar alguns segundos paralisado na cama pelo medo, ele se levantou, tomado pela curiosidade de descobrir que macabro som era esse que vinha atormentando seu sono. A curiosidade era maior que o seu medo…

ele precisava saber o que era aquilo. Descendo à sala, desta vez ele se deparou com uma mancha ainda maior daquele estranho liquido viscoso. E enquanto a fitava, ouviu outro rosnado agora vindo da cozinha … andando lentamente e tomado pelo medo, ele entrou na cozinha e acendeu a luz , e no chão havia outra mancha, desta vez menor daquele, estranho liquido. Para se proteger da coisa, ele foi ate a gaveta de facas e pegou a maior que viu. Eis que outro rosnado, desta vez mais lento e arrastado, quebrou o silencio. A origem do som parecia vir do porão da casa …receoso, ele passou pela cozinha e seguiu a esquerda pelo corredor que havia depois, ate chegar á porta do porão. Foi então que ele foi tomado por outro arrepio: a porta estava aberta, e aquele estranho odor de Èter com futum emanava de lá. Após ficar parado, fitando a porta escancarada diante de si, ele tomou coragem e entrou. Puxou a corda que acendia a luz e ao fazê-lo, notou que haviam manchas do liquido viscoso nos degraus. Ele foi descendo lentamente, desviando do líquido. Mas eis que durante a descida, outro rosnado ele ouviu, e desta vez foi o mais assustador, pois a coisa parecia estar próxima … demais. Sentiu o mais intenso arrepio na espinha que sentiu na vida, e suas pernas tremeram e ele escorregou, caindo sobre a escada e o próprio corpo, batendo com as costas sobre o chão abaixo da escada. Machucado pelo impacto, ele se levantou com dificuldade. Suas costelas doíam muito e ele ficou com receio de te-las fraturado. Sua camisa estava toda úmida do liquido viscoso, e o cheiro era tão insuportável quanto perturbador.

Apos pegar a faca, ele começou a seguir o rastro do liquido viscoso que continuava a direita por entre quadros que estavam no chão, dentro de sacos. Curioso, ele olhou os quadros e eram pinturas de pessoas, e ele as reconheceu: eram as pessoas que estavam praticando o ritual com o qual ele sonhou. Ele então botou os quadros em seu lugar e seguiu adiante, e o caminho dava pra uma outra sala dentro do porão, atrás de uma porta secreta, com o formato da parede, que agora estava escancarada, e, que para seu espanto, era a sala onde ocorreu o ritual… o pentagrama ainda estava no chão, e haviam manchas de sangue que pareciam estar lá há anos. Assim como as velas da antiga cerimonia, No centro do pentagrama havia um excesso do liquido viscoso. Era um conjunto horripilante, algo realmente saído de um pesadelo.

Enquanto fitava o macabro cenário, eis que ouviu aquele mórbido rosnado, agora bem atras de si. Seu corpo foi tomado por um terror gélido, e começou a tremer, e mesmo com muito medo , ele se virou para trás para olhar a coisa. E o que viu era quase indescritível em palavras: era um corpo que se parecia com um tronco de árvore andando sobre uma cauda que parecia uma lesma. Do corpo saiam tentáculos rosados parecidos com os de um polvo. E acima destes haviam olhos negros como a escuridão da mais macabra noite, e eram vários … dezenas de olhos fazendo uma completa volta no tronco, e acima deles na extremidade do tronco, havia uma grande boca cheia de dentes pontiagudos, aberta para o céu, e dentro dela parecia haver outra, com a mesma quantidade de dentes. Era realmente uma visão inominável, indizível, impronunciável… e ele sentia tanto medo quando fascínio e sua mente não conseguia assimilar a visão diante de si.

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