Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Alexander Ribeiro
Natural do Rio de Janeiro. É servidor público municipal. Apesar de ser formado em cinema, foi na literatura que encontrou o meio ideal para expressar sua imaginação. Desde criança é fascinado pelo gênero fantástico, em especial, o horror. Artistas de diferentes mídias o influenciaram como Stephen King, H.P. Lovecraft, Neil Gaiman, Alan Moore, Grant Morrison, John Carpenter, Lucio Fulci, Dario Argento e Guilhermo del Toro.







Do Escuro Entre as Estrelas

  Então passaram-se 4 meses de incursões pela mata … uma vez chegou a ficar três semanas dentro da floresta … se alimentando de qualquer bicho que aparecesse, e bebendo água de cipós. E em todo aquele tempo nenhum sinal da estranha criatura, a não ser algumas pegadas que não levaram a lugar algum. Desta última vez, ele estava decidido até mesmo a ficar mais de um mês la dentro … todo o tempo que fosse necessário, até cumprir com o seu destino.

   Já tinha se passado uma semana e meia e ele estava cansado. Foram dias de caminhadas incessantes em vão. Então ele se encostou numa árvore para descansar um pouco e acabou adormecendo. Quando despertou já era noite, e estava na escuridão quase completa, pois ali a mata era fechada, e a luz do luar pouco entrava. Um vento frio vinha da direção do Rio e batia nas arvores resultando num som de uivo. Eis que ele então, ouviu um rosnado distante, q lhe parecia familiar. Imediatamente, sentiu um frio na espinha e um arrepio na nuca. Mesmo com muito medo, ele pegou o rifle que estava encostado na árvore, acendeu a sua lanterna e foi correndo na direção do rosnado. Quando achou uma pedra de uns 50 cm de altura, se arriou atrás dela, pegou o rifle e o estendeu em cima, enquanto usava a lanterna para procurar a criatura. Ele direcionava o feixe de luz em todas as direções, e não havia nada. Eis que de repente, ele viu umas arvores balançando e de trás dela saiu a criatura, e logo que topou com o feixe de luz da lanterna, virou o rosto, e Glauco sentiu o sangue gelar quando viu o único olho vermelho da criatura encará-lo. De repente os flashs do seu filho sendo devorado invadiram seu cérebro, e ele sentiu o ódio cegar sua mente. Nesse segundo a criatura levantou a mão para tapar o feixe de luz. Com um rosnado baixo, demonstrava o incômodo. Foi então que Glauco pensou rápido e deu um tiro preciso, que acertou a palma de sua mão, a ultrapassou e acertou seu olho, fazendo com que o ser enorme caísse pra trás, se debatendo e gritando num misto de grito e rosnado, um som realmente macabro, q parecia vir do próprio inferno. De onde estava, Glauco podia ver a boca abdominal aberta, gritando. No seu campo de visão, o que era mais visível era o céu da boca arroxeado. Então engatilhou e acertou outro tiro, desta vez naquela região, um pouco acima das presas afiadas. O bicho começou a gritar como um porco durante o abate, porém um que além de agonizar, estava furioso. Glauco , então tomou coragem, pendurou a arma no ombro direito, sacou a faca de caça da cintura e foi correndo até a criatura, disposto a terminar o serviço. Quando chegou ,segurou a faca com as duas mãos, e a enterrou no coração, soltando um grito de ódio. O corpo tremeu e depois a criatura começou a gemer baixinho. Ele começou a desferir facadas sem parar na região do Tórax , enquanto berrava e chorava como um animal ensandecido. Depois de 11 facadas, o monstro definitivamente estava morto e não emitia nenhum som. Mas ele continuou golpeando e só parou quando não tinha mais energias em seu corpo. Então ele se jogou para trás com os braços abertos, se sentindo aliviado. Chorava , pois agora tudo tinha acabado e ele podia tentar retomar sua vida , mesmo que o vazio pela ausência do filho nunca fosse preenchido.

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Alexander Ribeiro
Do Escuro Entre as Estrelas

  Então passaram-se 4 meses de incursões pela mata … uma vez chegou a ficar três semanas dentro da floresta … se alimentando de qualquer bicho que aparecesse, e bebendo água de cipós. E em todo aquele tempo nenhum sinal da estranha criatura, a não ser algumas pegadas que não levaram a lugar algum. Desta última vez, ele estava decidido até mesmo a ficar mais de um mês la dentro … todo o tempo que fosse necessário, até cumprir com o seu destino.

   Já tinha se passado uma semana e meia e ele estava cansado. Foram dias de caminhadas incessantes em vão. Então ele se encostou numa árvore para descansar um pouco e acabou adormecendo. Quando despertou já era noite, e estava na escuridão quase completa, pois ali a mata era fechada, e a luz do luar pouco entrava. Um vento frio vinha da direção do Rio e batia nas arvores resultando num som de uivo. Eis que ele então, ouviu um rosnado distante, q lhe parecia familiar. Imediatamente, sentiu um frio na espinha e um arrepio na nuca. Mesmo com muito medo, ele pegou o rifle que estava encostado na árvore, acendeu a sua lanterna e foi correndo na direção do rosnado. Quando achou uma pedra de uns 50 cm de altura, se arriou atrás dela, pegou o rifle e o estendeu em cima, enquanto usava a lanterna para procurar a criatura. Ele direcionava o feixe de luz em todas as direções, e não havia nada. Eis que de repente, ele viu umas arvores balançando e de trás dela saiu a criatura, e logo que topou com o feixe de luz da lanterna, virou o rosto, e Glauco sentiu o sangue gelar quando viu o único olho vermelho da criatura encará-lo. De repente os flashs do seu filho sendo devorado invadiram seu cérebro, e ele sentiu o ódio cegar sua mente. Nesse segundo a criatura levantou a mão para tapar o feixe de luz. Com um rosnado baixo, demonstrava o incômodo. Foi então que Glauco pensou rápido e deu um tiro preciso, que acertou a palma de sua mão, a ultrapassou e acertou seu olho, fazendo com que o ser enorme caísse pra trás, se debatendo e gritando num misto de grito e rosnado, um som realmente macabro, q parecia vir do próprio inferno. De onde estava, Glauco podia ver a boca abdominal aberta, gritando. No seu campo de visão, o que era mais visível era o céu da boca arroxeado. Então engatilhou e acertou outro tiro, desta vez naquela região, um pouco acima das presas afiadas. O bicho começou a gritar como um porco durante o abate, porém um que além de agonizar, estava furioso. Glauco , então tomou coragem, pendurou a arma no ombro direito, sacou a faca de caça da cintura e foi correndo até a criatura, disposto a terminar o serviço. Quando chegou ,segurou a faca com as duas mãos, e a enterrou no coração, soltando um grito de ódio. O corpo tremeu e depois a criatura começou a gemer baixinho. Ele começou a desferir facadas sem parar na região do Tórax , enquanto berrava e chorava como um animal ensandecido. Depois de 11 facadas, o monstro definitivamente estava morto e não emitia nenhum som. Mas ele continuou golpeando e só parou quando não tinha mais energias em seu corpo. Então ele se jogou para trás com os braços abertos, se sentindo aliviado. Chorava , pois agora tudo tinha acabado e ele podia tentar retomar sua vida , mesmo que o vazio pela ausência do filho nunca fosse preenchido.

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