Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Alexander Ribeiro
Natural do Rio de Janeiro. É servidor público municipal. Apesar de ser formado em cinema, foi na literatura que encontrou o meio ideal para expressar sua imaginação. Desde criança é fascinado pelo gênero fantástico, em especial, o horror. Artistas de diferentes mídias o influenciaram como Stephen King, H.P. Lovecraft, Neil Gaiman, Alan Moore, Grant Morrison, John Carpenter, Lucio Fulci, Dario Argento e Guilhermo del Toro.







O Tormento

Foi então que ele acordou, ofegante … levou as mãos ate o pescoço para ver se a coisa ainda estava lá , e fechou os olhos e respirou aliviado quando notou que não estava. Após se acalmar, começou a se dar conta de onde se encontrava: deitado no asfalto numa rua cheia de neblina. Sentia muito frio e novamente não sabia como foi parar lá. Ele levantou meio zonzo e sentindo medo. De repente viu o vulto de alguém se aproximando através da neblina. Ficou apreensivo. Conforme a pessoa andava por entre a neblina, ele conseguia ver melhor seu rosto. E identificou que era seu pai, falecido há 10 anos. Ele sentiu um arrepio em sua barriga, que foi subindo pela sua espinha. “Estou morto” pensou. Então seu pai saiu da neblina e o encarou com lágrimas nos olhos. Vestia um terno branco. De repente ele caiu em lágrimas e o pai o abraçou. Um filme de todos os momentos, bons ou ruins, que viveu com seu pai invadiu sua cabeça, e ele chorou compulsivamente, soluçando como uma criança de 4 anos. Depois de alguns segundos abriu o olho e viu que não abraçava mais seu pai, mas sim uma criatura horrenda, com pele de pedra e um rosto do qual saiam vários pequenos espinhos. A criatura então deu um sorriso, mostrando vários dentes pontiagudos negros e tortos em sua boca, e um cheiro pútrido exalava do seu hálito. Então, ela deu uma cabeçada nele, que imediatamente, deixou vários furos em seu rosto, pelos quais sangrava. Luciano se afastou com as duas mãos no rosto e por entre alguns dedos, conseguia ver a criatura, horrorizado. Sentia a dor e o sangue quente escorrer pela pele de suas mãos. O ser então, pegou sua cabeça e começou a batê-la no chão enquanto gargalhava de forma estridente e em tom alto. Tonto e sentindo que estava prestes a morrer, em absoluto estado de desespero, ele acordou.

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Alexander Ribeiro
O Tormento

Foi então que ele acordou, ofegante … levou as mãos ate o pescoço para ver se a coisa ainda estava lá , e fechou os olhos e respirou aliviado quando notou que não estava. Após se acalmar, começou a se dar conta de onde se encontrava: deitado no asfalto numa rua cheia de neblina. Sentia muito frio e novamente não sabia como foi parar lá. Ele levantou meio zonzo e sentindo medo. De repente viu o vulto de alguém se aproximando através da neblina. Ficou apreensivo. Conforme a pessoa andava por entre a neblina, ele conseguia ver melhor seu rosto. E identificou que era seu pai, falecido há 10 anos. Ele sentiu um arrepio em sua barriga, que foi subindo pela sua espinha. “Estou morto” pensou. Então seu pai saiu da neblina e o encarou com lágrimas nos olhos. Vestia um terno branco. De repente ele caiu em lágrimas e o pai o abraçou. Um filme de todos os momentos, bons ou ruins, que viveu com seu pai invadiu sua cabeça, e ele chorou compulsivamente, soluçando como uma criança de 4 anos. Depois de alguns segundos abriu o olho e viu que não abraçava mais seu pai, mas sim uma criatura horrenda, com pele de pedra e um rosto do qual saiam vários pequenos espinhos. A criatura então deu um sorriso, mostrando vários dentes pontiagudos negros e tortos em sua boca, e um cheiro pútrido exalava do seu hálito. Então, ela deu uma cabeçada nele, que imediatamente, deixou vários furos em seu rosto, pelos quais sangrava. Luciano se afastou com as duas mãos no rosto e por entre alguns dedos, conseguia ver a criatura, horrorizado. Sentia a dor e o sangue quente escorrer pela pele de suas mãos. O ser então, pegou sua cabeça e começou a batê-la no chão enquanto gargalhava de forma estridente e em tom alto. Tonto e sentindo que estava prestes a morrer, em absoluto estado de desespero, ele acordou.

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