Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Alexander Ribeiro
Natural do Rio de Janeiro. É servidor público municipal. Apesar de ser formado em cinema, foi na literatura que encontrou o meio ideal para expressar sua imaginação. Desde criança é fascinado pelo gênero fantástico, em especial, o horror. Artistas de diferentes mídias o influenciaram como Stephen King, H.P. Lovecraft, Neil Gaiman, Alan Moore, Grant Morrison, John Carpenter, Lucio Fulci, Dario Argento e Guilhermo del Toro.







O Tormento

O felino humanoide dá um sorriso, exibindo seus dentes pontiagudos, e então, sente com o seu faro, que tem mais cientistas atrás dele, na outra extremidade da sala, ele então, se vira em um salto repentino, e vai correndo em direção a eles, tão rapidamente, que mesmo eles correndo em direção a porta não conseguem alcança-la. Eis que então, ele salta, num bote mortal, e corta duas gargantas antes de tocar o chão, de repente, um dos guardas que foi chamado por um dos cientistas que saiu da sala, abre a porta, e antes que consiga apontar a sua arma para a criatura, leva outro bote, no qual tem seus olhos dilacerados, e cai de joelhos no chão com as mãos ao rosto com sangue escorrendo por entre os dedos, e gritando em agonia. O homem felino, se levanta, após rolar no chão, pega o homem que cegou pelos ombros e atira nos outros guardas que vem em sua direção, derrubando-os. Ele então inicia um massacre, correndo, saltando e matando vários seguranças. Apesar de toda sua agilidade felina, 3 tiros o atingem, dois de raspão e um abaixo da costela. Graças ao experimento que passou, sua tolerância a dor eh grande, então ele continua matando os inimigos. Ao chegar na sacada onde pode ver Luciano preso a cama, ele pega dois corpos e arremessa na direção de dois soldados que estão lá embaixo, então vê reforços chegando a sua esquerda, corta a jugular de um, pega sua metralhadora e atira em um painel de controle, explodindo-o, e o fogo atinge todo o andar de cima. Luciano que assiste a tudo apavorado, acha que o felino morreu, mas eis que ele salta de dentro do fogo com a metralhadora nas mãos ainda pegando fogo. Quando atira com ela, a pólvora da bala se junta ao fogo e cria uma labareda que sai de sua arma, e vai atingindo os inimigos que são incinerados imediatamente. Ele então olha ao redor e não resta mais nenhum inimigo de pé na base. Ao lado da cama de Luciano, tem um homem querendo se levantar. O implacável felino salta sobre ele e morde sua garganta arrancando a carne. O sangue jorra sobre seus olhos e ele rosna num ato de êxtase animal. Luciano sente medo, mesmo conhecendo o experimento de que o homem foi cobaia e sabendo que nenhuma fera selvagem resultou disso. A criatura se levanta e o fita nos olhos, e ele sente os pêlos da nuca se uriçarem de medo. O ser então, solta os cintos que o prendem com suas garras, o pega no colo, e transforma seu rosto em humano novamente. Luciano o reconhece, na época do projeto, ele costumava conversar com ele sobre futebol e bandas de Jazz, dois interesses que os dois tinham em comum. “Olá, Luciano… quanto tempo hein? Fique tranquilo, que seus pesadelos acabaram.” Ele sabia que aquilo não era verdade, pois a experiência que passou ainda tiraria seu sono por muito tempo. Teria que lidar com aquele trauma durante muitos anos. O soldado, assumiu a forma felina de novo e saltou a toda velocidade segurando o amigo no colo e batendo com o ombro direito na parede, o que arrebentou-a. Eles agora estavam fora do prédio, numa área de floresta, e rapidamente sumiram em meio a mata.

 

Páginas: 1 2 3 4 5

Alexander Ribeiro
O Tormento

O felino humanoide dá um sorriso, exibindo seus dentes pontiagudos, e então, sente com o seu faro, que tem mais cientistas atrás dele, na outra extremidade da sala, ele então, se vira em um salto repentino, e vai correndo em direção a eles, tão rapidamente, que mesmo eles correndo em direção a porta não conseguem alcança-la. Eis que então, ele salta, num bote mortal, e corta duas gargantas antes de tocar o chão, de repente, um dos guardas que foi chamado por um dos cientistas que saiu da sala, abre a porta, e antes que consiga apontar a sua arma para a criatura, leva outro bote, no qual tem seus olhos dilacerados, e cai de joelhos no chão com as mãos ao rosto com sangue escorrendo por entre os dedos, e gritando em agonia. O homem felino, se levanta, após rolar no chão, pega o homem que cegou pelos ombros e atira nos outros guardas que vem em sua direção, derrubando-os. Ele então inicia um massacre, correndo, saltando e matando vários seguranças. Apesar de toda sua agilidade felina, 3 tiros o atingem, dois de raspão e um abaixo da costela. Graças ao experimento que passou, sua tolerância a dor eh grande, então ele continua matando os inimigos. Ao chegar na sacada onde pode ver Luciano preso a cama, ele pega dois corpos e arremessa na direção de dois soldados que estão lá embaixo, então vê reforços chegando a sua esquerda, corta a jugular de um, pega sua metralhadora e atira em um painel de controle, explodindo-o, e o fogo atinge todo o andar de cima. Luciano que assiste a tudo apavorado, acha que o felino morreu, mas eis que ele salta de dentro do fogo com a metralhadora nas mãos ainda pegando fogo. Quando atira com ela, a pólvora da bala se junta ao fogo e cria uma labareda que sai de sua arma, e vai atingindo os inimigos que são incinerados imediatamente. Ele então olha ao redor e não resta mais nenhum inimigo de pé na base. Ao lado da cama de Luciano, tem um homem querendo se levantar. O implacável felino salta sobre ele e morde sua garganta arrancando a carne. O sangue jorra sobre seus olhos e ele rosna num ato de êxtase animal. Luciano sente medo, mesmo conhecendo o experimento de que o homem foi cobaia e sabendo que nenhuma fera selvagem resultou disso. A criatura se levanta e o fita nos olhos, e ele sente os pêlos da nuca se uriçarem de medo. O ser então, solta os cintos que o prendem com suas garras, o pega no colo, e transforma seu rosto em humano novamente. Luciano o reconhece, na época do projeto, ele costumava conversar com ele sobre futebol e bandas de Jazz, dois interesses que os dois tinham em comum. “Olá, Luciano… quanto tempo hein? Fique tranquilo, que seus pesadelos acabaram.” Ele sabia que aquilo não era verdade, pois a experiência que passou ainda tiraria seu sono por muito tempo. Teria que lidar com aquele trauma durante muitos anos. O soldado, assumiu a forma felina de novo e saltou a toda velocidade segurando o amigo no colo e batendo com o ombro direito na parede, o que arrebentou-a. Eles agora estavam fora do prédio, numa área de floresta, e rapidamente sumiram em meio a mata.

 

Páginas: 1 2 3 4 5