Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





A CASA DO MAL

O garotinho de nome Jonas, deitado sobre sua cama, naquela noite tempestuosa, não conseguia dormir. Além do barulho ensurdecedor dos trovões ruidosos, algo gélido, oculto nas sombras do aposento, lhe causava arrepios. Ele não podia ver nada além da escuridão que o cercava, mas podia sentir que havia ali uma presença maligna.

Jonas Fitava a escuridão do quarto onde, de repente, algo parecia se mover e pôde vislumbrar, sob a luz fantasmagórica de um relâmpago que penetrou pelo vidro da janela, grossos filetes de sangue, vermelho brilhante, que escorriam da parede. Jonas tremia, afinal ele ouvira as assustadoras histórias que eles contavam sobre sua nova casa, na Hollow Street número 88, ele escutara sobre os muros sangrentos, os corpos sem cabeça e as criaturas que gemiam tarde da noite.

Pobre Jonas, seus antigos colegas de escola diziam que toda a cidade de Hawthersville, para onde ele havia se mudado, era assombrada.

Jonas engoliu em seco, incrédulo ante a visão macabra, sentindo o medo gelar o sangue em suas veias, tentando se convencer de que se tratava apenas de goteira. Ele cobriu a cabeça com o edredom para proteção.

Jonas gritou quando sentiu mãos frias como um túmulo puxarem suas pernas, arrancando-o da cama. Puxando-o para aquela escuridão macabra. Desesperado, o pobre menino tentou se levantar para fugir, mas aquela horda sombria de seres obscuros, como trevas flutuando em trevas, com seus olhos selvagens faiscando um vermelho infernal, o encaravam, coagindo-o.

Jonas gritava, desesperado e aterrorizado diante daquela visão fantasmal. Aqueles seres perversos o rodeavam, gemendo e murmurando maldições. Jonas sentia os calafrios gélidos se espalharem por todo seu corpo enquanto que seus olhos, suplicantes, encaravam a personificação hedionda do mal sem que nada pudesse fazer para se libertar daquela paralisia estranha, semelhante a que lhe ocorria durante os pesadelos.

Então Jonas ouviu as palavras estranhas, inumanas, tenebrosas, de vários timbres medonhos serem cuspidas das trevas com um hálito gélido e putrefato em sua face, mortificando-o.

As vozes dos mortos de além-túmulo diziam:

Jonas, seu covarde, quando você irá entender que agora é um de nós e não mais um garotinho assustado?

Esta foi a casa onde você viveu e morreu. Aqui é o seu túmulo Jonas, seu corpo ainda jaz perdido dentro destes muros sangrentos. Você e seu boneco, perdidos para sempre nas trevas do mal que domina este solo amaldiçoado!

Sua família se foi após seu desaparecimento, deixando-o conosco nas entranhas malditas desta casa infernal.

Breve teremos novos moradores Jonas e você terá de ser como nós, os fantasmas que habitam a casa do terror na Hollow Street Número 88.

Jonas, você se tornou parte deste mal, aceite seu destino e deixe entrar em vós a escuridão que habita este lar.

Jonas se encolhia abraçando seus joelhos junto ao peito enquanto encarava todo aquele horror. Lágrimas frias pareciam rolar por sua face, mas em verdade, não eram lágrimas e sim a fumaça gélida da escuridão serpenteando por seu rosto e penetrando em seus olhos, recrutando sua inocente alma para aquela legião de além-túmulo.

Allan Fear
A CASA DO MAL

O garotinho de nome Jonas, deitado sobre sua cama, naquela noite tempestuosa, não conseguia dormir. Além do barulho ensurdecedor dos trovões ruidosos, algo gélido, oculto nas sombras do aposento, lhe causava arrepios. Ele não podia ver nada além da escuridão que o cercava, mas podia sentir que havia ali uma presença maligna.

Jonas Fitava a escuridão do quarto onde, de repente, algo parecia se mover e pôde vislumbrar, sob a luz fantasmagórica de um relâmpago que penetrou pelo vidro da janela, grossos filetes de sangue, vermelho brilhante, que escorriam da parede. Jonas tremia, afinal ele ouvira as assustadoras histórias que eles contavam sobre sua nova casa, na Hollow Street número 88, ele escutara sobre os muros sangrentos, os corpos sem cabeça e as criaturas que gemiam tarde da noite.

Pobre Jonas, seus antigos colegas de escola diziam que toda a cidade de Hawthersville, para onde ele havia se mudado, era assombrada.

Jonas engoliu em seco, incrédulo ante a visão macabra, sentindo o medo gelar o sangue em suas veias, tentando se convencer de que se tratava apenas de goteira. Ele cobriu a cabeça com o edredom para proteção.

Jonas gritou quando sentiu mãos frias como um túmulo puxarem suas pernas, arrancando-o da cama. Puxando-o para aquela escuridão macabra. Desesperado, o pobre menino tentou se levantar para fugir, mas aquela horda sombria de seres obscuros, como trevas flutuando em trevas, com seus olhos selvagens faiscando um vermelho infernal, o encaravam, coagindo-o.

Jonas gritava, desesperado e aterrorizado diante daquela visão fantasmal. Aqueles seres perversos o rodeavam, gemendo e murmurando maldições. Jonas sentia os calafrios gélidos se espalharem por todo seu corpo enquanto que seus olhos, suplicantes, encaravam a personificação hedionda do mal sem que nada pudesse fazer para se libertar daquela paralisia estranha, semelhante a que lhe ocorria durante os pesadelos.

Então Jonas ouviu as palavras estranhas, inumanas, tenebrosas, de vários timbres medonhos serem cuspidas das trevas com um hálito gélido e putrefato em sua face, mortificando-o.

As vozes dos mortos de além-túmulo diziam:

Jonas, seu covarde, quando você irá entender que agora é um de nós e não mais um garotinho assustado?

Esta foi a casa onde você viveu e morreu. Aqui é o seu túmulo Jonas, seu corpo ainda jaz perdido dentro destes muros sangrentos. Você e seu boneco, perdidos para sempre nas trevas do mal que domina este solo amaldiçoado!

Sua família se foi após seu desaparecimento, deixando-o conosco nas entranhas malditas desta casa infernal.

Breve teremos novos moradores Jonas e você terá de ser como nós, os fantasmas que habitam a casa do terror na Hollow Street Número 88.

Jonas, você se tornou parte deste mal, aceite seu destino e deixe entrar em vós a escuridão que habita este lar.

Jonas se encolhia abraçando seus joelhos junto ao peito enquanto encarava todo aquele horror. Lágrimas frias pareciam rolar por sua face, mas em verdade, não eram lágrimas e sim a fumaça gélida da escuridão serpenteando por seu rosto e penetrando em seus olhos, recrutando sua inocente alma para aquela legião de além-túmulo.