Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





NO MEIO DA NOITE

            Ela apagou a luz que fazia suas pupilas doerem e voltou para a cama, ansiosa pelo calor da coberta, deitou-se de costas no colchão e sentiu algo frio e molhado em sua pele.

            Irritada, ela levantou-se e cambaleou até a porta do quarto e clicou no interruptor de luz, preocupada se aquilo na cama era mais sangue ou apenas urina.

            Novamente, piscou várias vezes por causa da claridade quando a luz jorrou expulsando as trevas do aposento. Quando seus olhos se acostumaram à luz e olhou para a cama, começou a rir.

            As lembranças voltaram. Ela odiava aquele efeito de amnésia que o álcool causava, mas agora estava tudo esclarecido.

            Sobre a cama estava o cadáver de um homem com a cabeça estourada, deitado em uma grande poça de sangue coagulado.

            Então um flash passou pela sua cabeça, tão rápido quanto uma flecha no ar, nele, se viu fodendo com aquele cara desconhecido, deitada em decúbito dorsal e ele sobre ela, num ritmo furioso. Foi quando ela pegou a arma dele que estava no coldre ao lado da cama, colocou o cano sob seu queixo e puxou o gatilho, fazendo o tampo de sua cabeça explodir.

            Ela continuou a transa com o cadáver, chegando a um orgasmo louco a medida que pedaços de cérebro e borrifos de sangue caíam sobre ela.

            Ela era uma assassina. Sentia prazer em matar, viver no fio da navalha, trepar com desconhecidos, decidindo se os matava ou não, entregando-se ao álcool e deixando que o momento decidisse o rumo de seus atos. Dançando conforme a música.

Páginas: 1 2 3 4

Allan Fear
NO MEIO DA NOITE

            Ela apagou a luz que fazia suas pupilas doerem e voltou para a cama, ansiosa pelo calor da coberta, deitou-se de costas no colchão e sentiu algo frio e molhado em sua pele.

            Irritada, ela levantou-se e cambaleou até a porta do quarto e clicou no interruptor de luz, preocupada se aquilo na cama era mais sangue ou apenas urina.

            Novamente, piscou várias vezes por causa da claridade quando a luz jorrou expulsando as trevas do aposento. Quando seus olhos se acostumaram à luz e olhou para a cama, começou a rir.

            As lembranças voltaram. Ela odiava aquele efeito de amnésia que o álcool causava, mas agora estava tudo esclarecido.

            Sobre a cama estava o cadáver de um homem com a cabeça estourada, deitado em uma grande poça de sangue coagulado.

            Então um flash passou pela sua cabeça, tão rápido quanto uma flecha no ar, nele, se viu fodendo com aquele cara desconhecido, deitada em decúbito dorsal e ele sobre ela, num ritmo furioso. Foi quando ela pegou a arma dele que estava no coldre ao lado da cama, colocou o cano sob seu queixo e puxou o gatilho, fazendo o tampo de sua cabeça explodir.

            Ela continuou a transa com o cadáver, chegando a um orgasmo louco a medida que pedaços de cérebro e borrifos de sangue caíam sobre ela.

            Ela era uma assassina. Sentia prazer em matar, viver no fio da navalha, trepar com desconhecidos, decidindo se os matava ou não, entregando-se ao álcool e deixando que o momento decidisse o rumo de seus atos. Dançando conforme a música.

Páginas: 1 2 3 4