Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





O DOCE SOM DE SEUS GRITOS

Oh! Foram mais que palavras que usei para expressar meu amor por você minha doce Milena!

Você queria ir até o limite, mas eu fui além.

Nós brincamos com a dor, explorando nossos desejos.

O instinto selvagem libertou a escuridão de minhas entranhas.

A escuridão que me dominou e me fez ceifar sua vida.

Seus olhos viraram de prazer e dor a cada facada, seus braços presos à cama se agitaram em espasmos incontidos.

Você gritou e mesmo quando o silêncio caiu sobre nós, seus gritos ainda ficaram ecoando em meus ouvidos.

O doce som de seus gritos me deslumbrou, me arrancou da realidade e eu não pude perceber quando arrombaram a porta do quarto de motel barato, então eles me levaram para longe de seu cadáver.

A insanidade me conduziu para celas brancas e acolchoadas. Taxaram-me de louco, mas de fato estou a enlouquecer a medida que os ecos de seus gritos desaparecem de minha mente, sufocados pelo som do silêncio.

A camisa de força me impede dos autoflagelos. Os remédios entorpecem meus sentidos.

Ah! Minha amada Milena, ouça minhas preces, atendei as minhas súplicas e venha para mim, eu preciso de você, de seus gritos e de sua dor.

Eu choraria se as lágrimas não houvessem secado. Eu estou triste, arrasado e trancafiado. Não sinto mais nada a não ser esse vazio insuportável.

 Oh! Deus! Eu preciso de dor para saber que estou vivo. Preciso dos gritos de minha doce Milena para salvarem minha alma dessa inércia que me sufoca e me destrói.

Allan Fear
O DOCE SOM DE SEUS GRITOS

Oh! Foram mais que palavras que usei para expressar meu amor por você minha doce Milena!

Você queria ir até o limite, mas eu fui além.

Nós brincamos com a dor, explorando nossos desejos.

O instinto selvagem libertou a escuridão de minhas entranhas.

A escuridão que me dominou e me fez ceifar sua vida.

Seus olhos viraram de prazer e dor a cada facada, seus braços presos à cama se agitaram em espasmos incontidos.

Você gritou e mesmo quando o silêncio caiu sobre nós, seus gritos ainda ficaram ecoando em meus ouvidos.

O doce som de seus gritos me deslumbrou, me arrancou da realidade e eu não pude perceber quando arrombaram a porta do quarto de motel barato, então eles me levaram para longe de seu cadáver.

A insanidade me conduziu para celas brancas e acolchoadas. Taxaram-me de louco, mas de fato estou a enlouquecer a medida que os ecos de seus gritos desaparecem de minha mente, sufocados pelo som do silêncio.

A camisa de força me impede dos autoflagelos. Os remédios entorpecem meus sentidos.

Ah! Minha amada Milena, ouça minhas preces, atendei as minhas súplicas e venha para mim, eu preciso de você, de seus gritos e de sua dor.

Eu choraria se as lágrimas não houvessem secado. Eu estou triste, arrasado e trancafiado. Não sinto mais nada a não ser esse vazio insuportável.

 Oh! Deus! Eu preciso de dor para saber que estou vivo. Preciso dos gritos de minha doce Milena para salvarem minha alma dessa inércia que me sufoca e me destrói.