Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





O GUARDA DO CEMITÉRIO

Mas Rayan gritou quando sentiu mãos frias saírem das catacumbas sob seus pés e envolverem suas pernas.

Rayan viu com horror os cadáveres dos mortos, com suas faces descarnadas, cavidades opacas e seus ossos amarelados saindo das covas, vindo em sua direção.

Rayan tentou sacar sua arma, mas ela e a lanterna foram para o chão, mãos ossudas lhe envolviam, sufocando-o. Eram muitas. Ele podia sentir a carniça que exalava dos corpos em decomposição, era o nefasto perfume da morte.

Então Rayan, tomado pelo horror, ouviu a voz dos mortos enquanto era arrastado pela terra molhada, se debatendo, mas incapaz de se libertar.

-É hora de voltar para seu túmulo velho Rayan.

-Rayan, você deve aceitar que agora é um de nós.

-Rayan, pare de fingir que ainda é o guarda do cemitério.

-Rayan, desapegue da vida que não mais te pertence e venha conosco para sua morada eterna.

-Nãããããoooooooooo!!! – O grito pavoroso explodiu da boca de Ryan segundos antes dele ser tragado pelas mãos ossudas dos mortos terra adentro.

O pior cego é o que não quer ver. Pobre Sr. Rayan, por bem ou por mal ele terá de encarar a verdade à sete palmos de terra.

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Allan Fear
O GUARDA DO CEMITÉRIO

Mas Rayan gritou quando sentiu mãos frias saírem das catacumbas sob seus pés e envolverem suas pernas.

Rayan viu com horror os cadáveres dos mortos, com suas faces descarnadas, cavidades opacas e seus ossos amarelados saindo das covas, vindo em sua direção.

Rayan tentou sacar sua arma, mas ela e a lanterna foram para o chão, mãos ossudas lhe envolviam, sufocando-o. Eram muitas. Ele podia sentir a carniça que exalava dos corpos em decomposição, era o nefasto perfume da morte.

Então Rayan, tomado pelo horror, ouviu a voz dos mortos enquanto era arrastado pela terra molhada, se debatendo, mas incapaz de se libertar.

-É hora de voltar para seu túmulo velho Rayan.

-Rayan, você deve aceitar que agora é um de nós.

-Rayan, pare de fingir que ainda é o guarda do cemitério.

-Rayan, desapegue da vida que não mais te pertence e venha conosco para sua morada eterna.

-Nãããããoooooooooo!!! – O grito pavoroso explodiu da boca de Ryan segundos antes dele ser tragado pelas mãos ossudas dos mortos terra adentro.

O pior cego é o que não quer ver. Pobre Sr. Rayan, por bem ou por mal ele terá de encarar a verdade à sete palmos de terra.

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