Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Projeto K9 – Parte 3

Sua tia Rosaura, mãe da Lora, preparou para eles uma carne bovina com pães dormido. Ele comeu avidamente. A mulher era uma viciada em crack, morava ali, debaixo da Avenida 23 de maio. Era magra e os traços de parentesco com Lora já haviam desaparecido.

Após a refeição saíram os três para a rua. O dia seguia quente, a temperatura chegando aos 37 graus.

– Vamos para a Avenida da Liberdade – disse Pedrosa, deu num longo trago no Derby e continuou – quero ver você agir mano, sempre vamos pra lá nesse horário. Lá é sossegado e os tiras não aprecem, é dar o pulão e correr pra casa.

– Não tem erro primo, – começou Lora, abraçando Rodrigo pelo pescoço, – você dá o bote e corre, até a pessoa se dar conta do que tá acontecendo cê já se mandou.

-Pode Crê – assentiu Rodrigo, nervoso, apreensivo.

-Aqui nos damos o bote nos balai verde já é?- indagou Pedrosa.

-Por que os verdes?

-Se liga brow, eu já matutei o lance todo, os move não abrem a janela, e os verde que passam aqui não tem ar condicionado, aí é manha dar o bote porque sempre tem um com a janela aberta, distraído no celular.

-Saquei

-É só dar o bote e vazar, é super de boa- falou Lora dando no primo um soco no ombro de brincadeira.

Os jovens ficaram próximos a lanchonete, Pedrosa ofertando suas correntinhas vagabundas, então fez sinal para Rodrigo agir quando viu o ônibus da linha verde parou no ponto.

Rodrigo apreensivo, nervoso, sentindo o misto de medo com adrenalina invadir seu corpo, lutando contra as pernas que tremiam, olhou, da calçada, para as janelas abertas do ônibus, e lá estavam três potenciais vítimas sentadas nas poltronas com as janelas abertas, cada uma com um smartphones nas mãos. Ele poderia escolher de quem roubar.

A primeira vítima era uma mulher, aparentava uns 45 anos, estava sentada próxima a roleta do cobrador. Era uma mulher gorda, segurava o telefone com a mão direita e falava através do gravador de voz.

A segunda vítima era um rapaz jovem, de uns 20 anos, estava sentado na cadeira mais alta, que fica sobre as rodas traseiras do ônibus. Segurava o telefone com a mão esquerda e parecia ler algum artigo.

A terceira vítima era uma adolescente, estava sentada na última cadeira, depois da porta traseira, e segurava um grande telefone de cor branca, digitando freneticamente.

Rodrigo sabia que tinha pouco tempo, mas precisava vencer o nervosismo, pois apenas cinco pessoas estavam embarcando no ônibus e outras duas descendo.

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Allan Fear
Projeto K9 – Parte 3

Sua tia Rosaura, mãe da Lora, preparou para eles uma carne bovina com pães dormido. Ele comeu avidamente. A mulher era uma viciada em crack, morava ali, debaixo da Avenida 23 de maio. Era magra e os traços de parentesco com Lora já haviam desaparecido.

Após a refeição saíram os três para a rua. O dia seguia quente, a temperatura chegando aos 37 graus.

– Vamos para a Avenida da Liberdade – disse Pedrosa, deu num longo trago no Derby e continuou – quero ver você agir mano, sempre vamos pra lá nesse horário. Lá é sossegado e os tiras não aprecem, é dar o pulão e correr pra casa.

– Não tem erro primo, – começou Lora, abraçando Rodrigo pelo pescoço, – você dá o bote e corre, até a pessoa se dar conta do que tá acontecendo cê já se mandou.

-Pode Crê – assentiu Rodrigo, nervoso, apreensivo.

-Aqui nos damos o bote nos balai verde já é?- indagou Pedrosa.

-Por que os verdes?

-Se liga brow, eu já matutei o lance todo, os move não abrem a janela, e os verde que passam aqui não tem ar condicionado, aí é manha dar o bote porque sempre tem um com a janela aberta, distraído no celular.

-Saquei

-É só dar o bote e vazar, é super de boa- falou Lora dando no primo um soco no ombro de brincadeira.

Os jovens ficaram próximos a lanchonete, Pedrosa ofertando suas correntinhas vagabundas, então fez sinal para Rodrigo agir quando viu o ônibus da linha verde parou no ponto.

Rodrigo apreensivo, nervoso, sentindo o misto de medo com adrenalina invadir seu corpo, lutando contra as pernas que tremiam, olhou, da calçada, para as janelas abertas do ônibus, e lá estavam três potenciais vítimas sentadas nas poltronas com as janelas abertas, cada uma com um smartphones nas mãos. Ele poderia escolher de quem roubar.

A primeira vítima era uma mulher, aparentava uns 45 anos, estava sentada próxima a roleta do cobrador. Era uma mulher gorda, segurava o telefone com a mão direita e falava através do gravador de voz.

A segunda vítima era um rapaz jovem, de uns 20 anos, estava sentado na cadeira mais alta, que fica sobre as rodas traseiras do ônibus. Segurava o telefone com a mão esquerda e parecia ler algum artigo.

A terceira vítima era uma adolescente, estava sentada na última cadeira, depois da porta traseira, e segurava um grande telefone de cor branca, digitando freneticamente.

Rodrigo sabia que tinha pouco tempo, mas precisava vencer o nervosismo, pois apenas cinco pessoas estavam embarcando no ônibus e outras duas descendo.

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