Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





O TÚMULO DA CIGANA

1

O rapaz solitário ajoelhou-se ante o túmulo de sua amada e depositou sobre o jazigo o buquê de rosas vermelhas, as favoritas de Zhora.

            Era um fim de tarde sombrio, de céu encoberto por nuvens cinzentas e escuras, a grama bem aparada estava molhada da chuva de algumas horas, uma brisa fria soprava arrastando as folhas mortas ante as árvores que ladeavam o caminho pavimentado entre as sepulturas.  

            Lágrimas rolaram pela face pálida de Andy. Um buraco negro corrosivo machucava seu coração tamanha era a dor da perda de sua doce cigana.

            Em sua mente conturbada pela perda recente de sua noiva, memórias de dias inesquecíveis lampejavam como os fogos que celebraram a virada de ano.

            Andy se lembrava daquela bela morena de cabelos anelados soltos ao vento, correndo pela praia naquela noite de lua cheia.

            Em sua mente ele podia ver seu olhar feitiço, a doçura de seu sorriso quando a alcançava e a envolvia num abraço apertado.

            Zhora o enfeitiçara com seu carisma, sua beleza exótica, vestes sempre vermelhas e seu perfume de rosas.

            Mas a pobre Zhora se foi na mais negra das noites quando a lua não veio para agraciar sua beleza com seu brilho.  O maldito vírus Chinês ceifou a vida da cigana da praia, deixando seu noivo com o coração partido.

            Enquanto lamentava, fascinado pelas lembranças fantasmais, uma presença ao seu lado trouxe Andy de volta a dura realidade.

            Ele viu que ao seu lado estava uma bela loura estranhamente pálida de olhos muito verdes que usava um sensual vestido preto justo e carregava uma bolsinha de couro.

            -Também sofro a perda de meu amado, – Sussurrou a misteriosa mulher se aproximando de Andy e fitando-o com seus olhos tristes e suplicantes. –Ajude-me a acalentar essa dor que machuca meu coração!…

            Ela pegou na mão de Andy, puxando-o carinhosamente para ela. Mas Andy hesitou, fazia apenas dois dias que sua amada Zhora morrera, seria tão errado se entregar a outra mulher…

            Tão errado, mas tão necessário, ele estava confuso, as lágrimas não paravam de rolar queimando sua face. Ele precisava dizer não, sempre foi fiel à sua amada, mas…

Páginas: 1 2

Allan Fear
O TÚMULO DA CIGANA

1

O rapaz solitário ajoelhou-se ante o túmulo de sua amada e depositou sobre o jazigo o buquê de rosas vermelhas, as favoritas de Zhora.

            Era um fim de tarde sombrio, de céu encoberto por nuvens cinzentas e escuras, a grama bem aparada estava molhada da chuva de algumas horas, uma brisa fria soprava arrastando as folhas mortas ante as árvores que ladeavam o caminho pavimentado entre as sepulturas.  

            Lágrimas rolaram pela face pálida de Andy. Um buraco negro corrosivo machucava seu coração tamanha era a dor da perda de sua doce cigana.

            Em sua mente conturbada pela perda recente de sua noiva, memórias de dias inesquecíveis lampejavam como os fogos que celebraram a virada de ano.

            Andy se lembrava daquela bela morena de cabelos anelados soltos ao vento, correndo pela praia naquela noite de lua cheia.

            Em sua mente ele podia ver seu olhar feitiço, a doçura de seu sorriso quando a alcançava e a envolvia num abraço apertado.

            Zhora o enfeitiçara com seu carisma, sua beleza exótica, vestes sempre vermelhas e seu perfume de rosas.

            Mas a pobre Zhora se foi na mais negra das noites quando a lua não veio para agraciar sua beleza com seu brilho.  O maldito vírus Chinês ceifou a vida da cigana da praia, deixando seu noivo com o coração partido.

            Enquanto lamentava, fascinado pelas lembranças fantasmais, uma presença ao seu lado trouxe Andy de volta a dura realidade.

            Ele viu que ao seu lado estava uma bela loura estranhamente pálida de olhos muito verdes que usava um sensual vestido preto justo e carregava uma bolsinha de couro.

            -Também sofro a perda de meu amado, – Sussurrou a misteriosa mulher se aproximando de Andy e fitando-o com seus olhos tristes e suplicantes. –Ajude-me a acalentar essa dor que machuca meu coração!…

            Ela pegou na mão de Andy, puxando-o carinhosamente para ela. Mas Andy hesitou, fazia apenas dois dias que sua amada Zhora morrera, seria tão errado se entregar a outra mulher…

            Tão errado, mas tão necessário, ele estava confuso, as lágrimas não paravam de rolar queimando sua face. Ele precisava dizer não, sempre foi fiel à sua amada, mas…

Páginas: 1 2