Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





O TÚMULO DA CIGANA

2

            “Desculpe-me Zhora.” Murmurou Andy puxando a mulher pela cintura e beijando-a loucamente, disposto a possuí-la ali mesmo naquele fim de tarde num cemitério praticamente deserto.

            Andy a beijou com desespero, um beijo faminto e sentiu o gosto de vinho com cigarro em seus lábios. Seu coração sangrava, condenando-o de traição, mas aquilo era tão necessário…

            Mas então a mulher se afastou do beijo, o batom em seus lábios estava borrado e uma das alças de seu vestido pendia em seu ombro.

            -O que foi? – Indagou Andy fitando a mulher que tinha lágrimas nos olhos, mas a tristeza havia dado lugar a uma fúria indizível.

            -Eu confiei em ti amore, – Falou a mulher porcamente, num tom acusador, erguendo sua mão e apontando o dedo na cara de Andy. –e você me traí com a primeira vagabunda que aparece bem em frente ao meu túmulo!!

            -O quê? Eu não entendo…

            -Ah! Andy, o que está enterrado neste túmulo é apenas meus despojos mortais, a vida continua…

            -Não pode ser… Zhora? Mas como?… Se isso for uma piada eu juro que…

            Assustado ante a revelação Andy andou até a mulher, que rápida como o ataque de um felino, atacou-o, cortando sua garganta com uma pequena navalha que retirou da bolsinha que carregava.

            -Gasp! – Engasgou Andy aterrorizado e tentando estancar o sangue com suas mãos.

            -Eu possuí este corpo Andy, – Começou a mulher correndo para o rapaz que caiu sobre o túmulo com sua vida se esvaindo a medida que seu sangue vermelho-brilhante fluía por seu pescoço. –Queria testá-lo para saber se poderia confiar em você, mas vi que não posso, você jamais manteria sua promessa de fidelidade e cedo ou tarde criaria laços com outra mulher.

            -Eu vou libertar esse corpo e em alguns instantes estaremos juntos novamente no além-túmulo. – Disse Zhora enquanto segurava a cabeça de Andy sobre seu colo, acariciando seus cabelos pretos enquanto ele exalava seus últimos suspiros. –Juntos para sempre meu amor!…

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Allan Fear
O TÚMULO DA CIGANA

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            “Desculpe-me Zhora.” Murmurou Andy puxando a mulher pela cintura e beijando-a loucamente, disposto a possuí-la ali mesmo naquele fim de tarde num cemitério praticamente deserto.

            Andy a beijou com desespero, um beijo faminto e sentiu o gosto de vinho com cigarro em seus lábios. Seu coração sangrava, condenando-o de traição, mas aquilo era tão necessário…

            Mas então a mulher se afastou do beijo, o batom em seus lábios estava borrado e uma das alças de seu vestido pendia em seu ombro.

            -O que foi? – Indagou Andy fitando a mulher que tinha lágrimas nos olhos, mas a tristeza havia dado lugar a uma fúria indizível.

            -Eu confiei em ti amore, – Falou a mulher porcamente, num tom acusador, erguendo sua mão e apontando o dedo na cara de Andy. –e você me traí com a primeira vagabunda que aparece bem em frente ao meu túmulo!!

            -O quê? Eu não entendo…

            -Ah! Andy, o que está enterrado neste túmulo é apenas meus despojos mortais, a vida continua…

            -Não pode ser… Zhora? Mas como?… Se isso for uma piada eu juro que…

            Assustado ante a revelação Andy andou até a mulher, que rápida como o ataque de um felino, atacou-o, cortando sua garganta com uma pequena navalha que retirou da bolsinha que carregava.

            -Gasp! – Engasgou Andy aterrorizado e tentando estancar o sangue com suas mãos.

            -Eu possuí este corpo Andy, – Começou a mulher correndo para o rapaz que caiu sobre o túmulo com sua vida se esvaindo a medida que seu sangue vermelho-brilhante fluía por seu pescoço. –Queria testá-lo para saber se poderia confiar em você, mas vi que não posso, você jamais manteria sua promessa de fidelidade e cedo ou tarde criaria laços com outra mulher.

            -Eu vou libertar esse corpo e em alguns instantes estaremos juntos novamente no além-túmulo. – Disse Zhora enquanto segurava a cabeça de Andy sobre seu colo, acariciando seus cabelos pretos enquanto ele exalava seus últimos suspiros. –Juntos para sempre meu amor!…

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