Paralisia do sono - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Paralisia do sono

       Então começo a ouvir vozes de várias pessoas, estão bem próximas de mim. Teria entrado pessoas em meu quarto ou seria apenas ilusões propícias da paralisia do sono?

       -Gouch! – Eu posso ouvir o som nojento de meu estômago soar cada vez mais alto, eu nunca mais vou para a cama sem uma boa refeição, sinto como se tivesse um buraco na minha barriga.

       Decido a não perder mais tempo com essas fantasias tolas, afinal tenho que trabalhar, uso de toda minha força e consegui cerrar os dentes e fechei as mãos, levanto-me com esforço.

       -OOOHHH!!! – Ouvi o coro de vozes assustadas e encaro aqueles rostos apavorados que me fitam incrédulos.

       Estou aturdido diante da visão fantástica, olhando para várias pessoas aterrorizadas à minha volta, umas caem desmaiadas, enquanto outras estão fitando-me com seus olhos cheios de horror.

       -OH! – Tento exclamar, mas apenas um grunhido estranho sai por minha boca, quando vejo que estou em um caixão e entendo que aquele é meu velório!

       Os rostos me parecem familiares, mas a fome é demais, e uma bestialidade inumana toma conta de mim, uma força insana, feroz, que me faz saltar de dentro do caixão e pular sobre uma das mulheres à minha frente, derrubo-a no chão e abocanho seu pescoço macio.

       Estou faminto! Preciso me alimentar!

       Delicio-me com aquela carne quente e suculenta descendo por minha garganta a medida que a devoro, ouvindo seus pavorosos gritos de dor. Ainda sou eu aqui dentro, mas sinto que me transformei em uma daquelas criaturas de andar cambaleante, distintas de emoção, cujo único objetivo é satisfazer o voraz desejo de se alimentar da carne humana.

 

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Allan Fear
Paralisia do sono

       Então começo a ouvir vozes de várias pessoas, estão bem próximas de mim. Teria entrado pessoas em meu quarto ou seria apenas ilusões propícias da paralisia do sono?

       -Gouch! – Eu posso ouvir o som nojento de meu estômago soar cada vez mais alto, eu nunca mais vou para a cama sem uma boa refeição, sinto como se tivesse um buraco na minha barriga.

       Decido a não perder mais tempo com essas fantasias tolas, afinal tenho que trabalhar, uso de toda minha força e consegui cerrar os dentes e fechei as mãos, levanto-me com esforço.

       -OOOHHH!!! – Ouvi o coro de vozes assustadas e encaro aqueles rostos apavorados que me fitam incrédulos.

       Estou aturdido diante da visão fantástica, olhando para várias pessoas aterrorizadas à minha volta, umas caem desmaiadas, enquanto outras estão fitando-me com seus olhos cheios de horror.

       -OH! – Tento exclamar, mas apenas um grunhido estranho sai por minha boca, quando vejo que estou em um caixão e entendo que aquele é meu velório!

       Os rostos me parecem familiares, mas a fome é demais, e uma bestialidade inumana toma conta de mim, uma força insana, feroz, que me faz saltar de dentro do caixão e pular sobre uma das mulheres à minha frente, derrubo-a no chão e abocanho seu pescoço macio.

       Estou faminto! Preciso me alimentar!

       Delicio-me com aquela carne quente e suculenta descendo por minha garganta a medida que a devoro, ouvindo seus pavorosos gritos de dor. Ainda sou eu aqui dentro, mas sinto que me transformei em uma daquelas criaturas de andar cambaleante, distintas de emoção, cujo único objetivo é satisfazer o voraz desejo de se alimentar da carne humana.

 

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