Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Ana Oliveira
Escritora, professora e pesquisadora nas áreas da Literatura e da Linguística. Mestra em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS - Campus Chapecó, com a pesquisa intitulada A leitura como melancolia: memória, presente e vazio na crítica de José Castello. Graduada em Letras Português e Espanhol pela UFFS - Campus Chapecó. Possui um blog de poesia, desde 2010, chamado O curioso destino de um Coração Desordenado, também se dedica a outros gêneros literários como conto, ensaio e prosa poética. Fundadora e integrante do Grupo Poético Versejar. Contemplada pelo Edital Municipal de Fomento e Circulação das Linguagens Artísticas do Município de Chapecó - 2015, na categoria Livro, Leitura e Literatura, com o projeto Coração Desordenado. Integrante do Maldohorror - Comunidade de escritores fantásticos e malditos e da Sociedade dos Poetas Vivos. Integrante da Antologia Nacional - A Sociedade dos Poetas Vivos, lançada pela Editora Coerência em 2018.
Participante do Podcast Página Sonora, projeto das Bibliotecas do Sesc Santa Catarina, em 2020. Participante do Podcast Quinta Maldita, em 2021.





Soneto da morte do amor

Desista, não de mim, do meu choro
Pois é o choro que me escolhe
O choro do cavaquinho, do chico
O choro do moço, do braço que acolhe

Chega de só querer mar vasto
Concentra no miúdo, no brejeiro
É ali que nasce o mundo casto
Chega deste choro milagreiro

provoca o riso mesmo com lágrima
Finge, disfarça, que logo passa
E vai manchando página por página

É do chorar que se escreve a dor
E da tristeza se arranca a sorte
De um amor, que por ora é morte.

 

Ana Oliveira
Soneto da morte do amor

Desista, não de mim, do meu choro
Pois é o choro que me escolhe
O choro do cavaquinho, do chico
O choro do moço, do braço que acolhe

Chega de só querer mar vasto
Concentra no miúdo, no brejeiro
É ali que nasce o mundo casto
Chega deste choro milagreiro

provoca o riso mesmo com lágrima
Finge, disfarça, que logo passa
E vai manchando página por página

É do chorar que se escreve a dor
E da tristeza se arranca a sorte
De um amor, que por ora é morte.