Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Ana Rosenrot
Ana Rosenrot, de Jacareí – SP, é escritora, editora, cineasta trash e pesquisadora de cinema, integrou antologias nacionais e internacionais e participou de várias edições do projeto "A Arte do Terror". Assina a "Coluna CULTíssimo", especializada em cinema e universo cult. No cinema, trabalha com produções independentes, longas e curtas-metragens, quase sempre voltados para o terror e o trash. Recebeu também 7 estatuetas do Prêmio "Corvo de Gesso" (2013-14-15-17), conhecido como "O Oscar do Cinema Trash" e foi curadora das duas edições da “Monstro – Mostra de Cinema Fantástico de Jacareí”(2015-16).
É criadora e editora da Revista LiteraLivre, uma publicação bimestral que uni escritores independentes e autora do livro "Cinema e Cult – vol. 1", lançado em 2018.
http://cultissimo.wixsite.com/anarosenrot/
https://www.facebook.com/AnaRosenrott/
Instagram: @anarosenrot





Platônica Paixão

nas noites de trevas,

acaricio os hematomas da existência,

ouvindo a melodia da sua,

voz aprisionada na memória,

de dias alados 

e amores engatilhados,

tontura de fome,

prazeres ordinários,

lábios inchados, 

febre de desejo,

o desespero refletindo em minha face encovada…

 

os fios do destino estão rompidos,

o medo da verdade me impede de olhar dentro do vazio,

que clama os restos do meu espírito,

maculado na urgência dos sentidos…

 

meus olhos mortos,

cerrados por delírios carnais,

jamais se abrirão,

condenados pela essência,

do meu eu surrealista,

eternamente aprisionado por reminiscências,

de platônicas paixões imortais.

 

Ana Rosenrot
Platônica Paixão

nas noites de trevas,

acaricio os hematomas da existência,

ouvindo a melodia da sua,

voz aprisionada na memória,

de dias alados 

e amores engatilhados,

tontura de fome,

prazeres ordinários,

lábios inchados, 

febre de desejo,

o desespero refletindo em minha face encovada…

 

os fios do destino estão rompidos,

o medo da verdade me impede de olhar dentro do vazio,

que clama os restos do meu espírito,

maculado na urgência dos sentidos…

 

meus olhos mortos,

cerrados por delírios carnais,

jamais se abrirão,

condenados pela essência,

do meu eu surrealista,

eternamente aprisionado por reminiscências,

de platônicas paixões imortais.